28/08/2016

Poucas arenas olímpicas permanecerão como legado dos Jogos

 

A imagem de um castelo de areia que se desfaz com as ondas do mar pode ser rigorosa demais. Mas cabe em várias situações. Antes mesmo do sucesso da Olimpíada do Rio, as promessas de legado esportivo soavam como frases decoradas por políticos e dirigentes de entidades. Agora, estão ainda mais em evidência. Indefinições, no entanto, deixam essa aposta no ar.

Esse eventual legado está muito associado às instalações que receberam os Jogos. O desmonte é certo, por exemplo, na arena de vôlei de praia, em Copacabana, e no centro aquático que viu o show de Michael Phelps, no Parque Olímpico. As duas piscinas dali serão doadas para o uso da população nos bairros de Campo Grande e Madureira - não se sabe como isso vai funcionar na prática. Esses espaços ficariam à disposição da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) para treinos e torneios.

Já o destino do velódromo, casa do ciclismo de pista, é o mais incerto. Essa instalação, uma das mais vistosas do Parque Olímpico, custou R$ 137,7 milhões ao governo federal e prefeitura e sua manutenção é cara. Há declarações desencontradas dos dois entes públicos de que será preservado. Mas não está afastada a hipótese de vir a se tornar uma casa de shows.

Ainda no coração dos Jogos, a Arena Carioca 3 vai virar uma escola municipal e a Arena do Futuro, que recebeu o handebol, será transformada em mais quatro colégios. A princípio, devem se manter como referência para uso de atletas de ponta o centro de tênis e a Arena Carioca 2 - já a Arena Carioca 1 também está cotada para ser uma casa de espetáculos.

No Complexo de Deodoro, o panorama não é muito diferente. Lá, já havia o centro de tiro esportivo e o centro hípico.  Nada disso se  altera. Mas as arenas da Juventude, e as do rugby de sete e do hóquei sobre grama estão com os dias contados, assim como parte importante da estrutura que serviu ao pentatlo moderno.

No local, o circuito de mountain bike também vai se despedir dos cariocas e as instalações do BMX e da canoagem slalom vão virar um parque público para a prática de esportes radicais.

O Parque Maria Lenk, que deve ceder a sua piscina de aquecimento,  e a Arena Olímpica já estavam de pé para o Pan-Americano de 2007 e não serão mexidos. Claro, isso também vale para o Engenhão, o Maracanãzinho e o Estádio Mário Filho, o Maracanã. Assim como para a estrutura do estádio de remo da Lagoa Rodrigo de Freitas, onde Isaquias Queiroz fez história com três medalhas na canoagem velocidade.

O resumo do legado:  das 15 instalações construídas ou montadas para a Olimpíada, apenas três ou quatro devem se manter intactas. Não se inclui nessa lista a área do campo de golfe, que vai passar por uma remodelação a fim de se adaptar a um megainvestimento imobiliário.

Poliana ressalta importância de incentivo aos atletas e mira Tóquio 2020

Poliana Okimoto superou o trauma de Londres 2012, quando teve de abandonar a maratona aquática por hipotermia, e se sagrou medalhista de bronze no Rio de Janeiro quatro anos depois, se tornando a primeira nadadora brasileira a subir em um pódio olímpico. No entanto, passado o conto de fadas vivido pela atleta nas últimas semanas, ela procurou se posicionar em relação a importância do bolsa atleta para que mais resultados expressivos sejam colecionados nos próximos Jogos.

"Espero que o investimento e estrutura continuem. Muito se falou que tudo isso ia ser até o Rio 2016, mas a próxima Olimpíada está aí, quatro anos passa muito rápido e o atleta não é feito de uma hora para outra. A gente precisa de tempo para conseguir construir um atleta e esses Jogos Olímpicos foram os que conseguimos mais finais. Quem sabe em Tóquio a gente não consiga transformar essas finais em medalhas? A gente deu esse 'start' agora e não vai colher lá na frente? Temos que continuar com os investimentos para colher bons frutos nas próximas Olimpíadas", disse a atleta.

Aos 33 anos, Poliana garante estar no auge de sua forma física. Campeã mundial em 2013, em Barcelona, a atleta fechou o seu ciclo olímpico de maneira bastante positiva. Segundo ela, a medalha conquistada acabou tirando um grande peso sobre suas costas e garante estar entusiasmada para seguir em lugar de destaque no cenário da natação mundial.

"Eu estou me sentindo muito bem, essa medalha tirou um grande peso das costas, então estou mais leve ainda. Estou fazendo tudo muito feliz, estou curtindo muito a cada momento. Na Olimpíada eu me diverti demais e foi dessa forma que acho que consegui ganhar medalha. Sem pressão, sem obrigação de nada. Eu queria fazer por mim, tudo o que fiz pela natação, merecia fazer algo por mim. Então entrei tão relaxada e feliz, que acho que isso se reflete na hora de competir e treinar. Estou muito realizada e o próximo ciclo olímpico eu quero fazer com prazer, com felicidade, com alegria", comentou.

O entusiasmo da atleta é confirmado pelo marido e também treinador Ricardo Cintra. Com o fim das Olimpíadas ele garantiu que ainda não encontrou espaço na agenda para encaixar os treinos da esposa, que anda muito ocupada com uma série de compromissos. Ossos do ofício à parte, o técnico da atleta revelou que ela já anda sentindo falta de entrar na água.

"Está sendo difícil voltar a treinar, desde que ela ganhou a medalha a gente não parou um segundo, sempre com compromissos com imprensa, que faz parte. O grande objetivo do ano foi a Olimpíada, sem dúvida, e o ano que vem tem o Mundial na Hungria, vamos tentar ganhar a sétima medalha na competição", finalizou.

Depois de confusão nos Jogos Olímpicos, secretário-geral do Quênia é preso

Depois do Comitê Olímpico do Quênia (NOCK) ser dissolvido pelo ministro dos Esportes, Hassan Wario, os escândalos envolvendo o país e os Jogos Olímpicos seguem aumentando. Nesta sexta-feira o secretário-geral da entidade, Francis Paul, foi preso por autoridades do Quênia no aeroporto de Nairóbi.

"Francis Paul foi detido. A prisão está ligada ao inquérito aberto para investigar a má gestão da delegação durante os Jogos", afirmou uma fonte policial não identificada.

Segundo a polícia, outros membros do extinto Comitê Olímpico estão sendo procurados. Potência do atletismo, mesmo com as polêmicas, o Quênia faturou 13 medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, sendo seis de ouro.

No dia 18 de agosto, o governo iniciou uma investigação à fundo na entidade olímpica após supostos roubos de equipamentos esportivos. Outra acusação feita é a de nomeação de oficiais com "funções pouco claras", para ir ao Rio de Janeiro com a delegação do país.

 

Fonte: Terra/Gazeta Esportiva/Municipios Baianos

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