20/10/2016

Competição de Crossfit em Salvador neste fim da semana

 

Salvador foi a cidade escolhida para sediar a etapa Nordeste do WKND Wars (Weekend Wars), um dos mais importantes campeonatos de CrossFit de São Paulo, nos dias 22 e 23 de outubro, das 8h às 18h. É a primeira vez que uma etapa do torneio acontece fora da capital paulista e já chega com título de “maior campeonato de CrossFit do Nordeste”.

“Optamos pela região porque apostamos no potencial dos atletas. Nessas cidades do nordeste brasileiro o CrossFit é muito praticado, mas faltava um evento que valorizasse esse esporte e que reunisse e incentivasse os praticantes. Além da competição, tem a aproximação e troca de experiência entre eles”, afirma Carlos Klein, professor de Educação Física e um dos organizadores do WKND Wars.

Foram inscritos cerca de 110 trios (entre masculinos e femininos), de três estados do nordeste (Bahia, Pernambuco e Sergipe) divididos em três categorias:  Scale, Iniciante e RX e que farão 04 WODs (“Work Out of the Day” ou “treino do dia”). Como parte da programação, acontecerá no dia 21, em Salvador, workshop com dois ícones do CrossFit internacional: os irmãos Fisher, dois atletas que servem de inspiração e que podem acrescentar muito com as respectivas experiências.

O WKND Wars Nordeste acontecerá no Villas Tênis Clube, na Praia de Itamaracá, Vilas do Atlântico, aberto ao público.

Bino Lopes está perto de recolocar a Bahia na elite do surfe mundial

O surfista e o mar. Um exercício de paciência à espera da próxima onda. Não se você estiver no QS, a divisão de acesso ao WCT, a elite do surfe mundial. As baterias são com quatro surfistas, todos competindo pela melhor onda e por pontos no ranking.

Uma realidade que está próxima de ser deixada pelo baiano Bino Lopes, de 28 anos. Atual campeão brasileiro, ele é o 6º no QS, faltando apenas três etapas para o fim da temporada. Os 11 melhores garantem vaga no WCT de 2017.

“A gente vem numa crescente boa durante o ano. Precisamos de todo o foco pra que a gente consiga essa meta”, diz Bino, em entrevista. A primeira das etapas começa no dia 1º de novembro, na praia da Joaquina, em Florianópolis. Em local especial pro soteropolitano. Foi lá que ele conquistou o título brasileiro de 2015. “Tenho uma boa conexão com aquele lugar, com o ambiente. Estou confiante. A gente tem tudo pra se garantir logo lá”, diz.

A etapa catarinense rende 6.000 pontos ao vencedor. As outras duas etapas, em Alii Beach e Sunset, ambas no Havaí, rendem 10.000 pontos, mas contam com muitos surfistas do WCT, o que dificulta um atleta do QS conseguir uma pontuação alta. Junto com Pipeline, última etapa da elite, formam a tríplice coroa havaiana, importante título para qualquer surfista e conquistado por Gabriel Medina no ano passado.

“Tenho um descarte baixo, 600 pontos. Em Floripa, eu passando duas baterias, já troco essa pontuação. No Havaí, já entro trocando porque começo no round dos pré-classificados por estar no top 10”, analisa Bino. “Se conseguir me garantir em Floripa, vai ser melhor. Iria pro Havaí tranquilo, pensando no meu surfe, em me divertir”.

A última vez que a Bahia teve um surfista no WCT foi com Armando Daltro, em 2004. Além dele, que acumulou sete temporadas na elite, Jojó de Olivença ficou por cinco anos entre os melhores do mundo.

O ponto forte de Bino este ano foi o equilíbrio. Apesar de só vencer a etapa 1.500 de Praia do Forte, ele teve duas semis e duas quartas de final que lhe deram pontos importantes.

“De dois anos pra cá, venho treinando de uma forma mais focada, com equipe multidisciplinar, com todo respaldo. É reflexo desse trabalho também”, conta Bino, que hoje trabalha com preparador físico e fisioterapeuta, além de dois treinadores, sendo um deles o pai, Abelardo Lopes.

Se conseguir chegar ao WCT, o plano já está traçado: se manter entre os tops para 2018. “A partir daí, crescer. Nunca fui um garoto prodígio, sempre fui crescendo e conquistando meus objetivos. Não posso chegar com utopia de ser campeão mundial”.

A possível ida para a elite mudará até os treinos, que precisarão ser em ondas de melhor qualidade. “No QS a gente treina muito em onda ruim. No WCT, você tem mais tempo nas baterias homem a homem, mais paciência e dá pra elaborar uma estratégia melhor. Pra gente que vem da ‘selva’, o QS é bem melhor“, se diverte.

Por ser campeão brasileiro, Bino ganhou um convite para disputar a etapa do WCT do Rio, em maio. Acabou eliminado na repescagem pelo atual campeão mundial Adriano de Souza, o Mineirinho. Mas a derrota serviu de lição para 2018.

“A atmosfera é diferente, a mídia é muito maior. A gente sabe que existem milhões de pessoas acompanhando. Se você não estiver acostumado com tudo isso, pode sucumbir a essa pressão. E acho que foi meu caso. Não ter me dado bem foi muito bom porque despertou algo em mim. De querer estar ali de novo“, revela o baiano, que chegou a largar o surfe para cursar Administração e Biologia.

Felizmente, voltou atrás e decidiu se dedicar ao esporte. Os títulos mundiais de Medina (2014) e Mineirinho (2015) deram maior impulso não só a ele, como a outros brasileiros. “Foi um estalo em todos nós. A gente compete desde pequeno junto. Eles são feitos de carne e osso igual a nós. Se conseguiram, todo mundo pode conseguir. E se não conseguir, vamos dar trabalho”, projeta.

 

Fonte: Tribuna/Correio/Municipios Baianos

Comentários:

Comentar | Comentários (0)

Nenhum comentário para esta notícia, seja o primeiro a postar!!