19/01/2017

Mesmo sob investigação, Del Nero se fortalece na Fifa

 

Marco Polo Del Nero pode estar limitado em suas viagens. Mas tem infiltrado os órgãos de controle e de gestão da Fifa com seus próprios aliados. O presidente da CBF é investigado pela entidade máxima do futebol que, no ano passado, esperava uma definição sobre o destino do cartola. Mas a demora em ter acesso às investigações sobre o brasileiro nos Estados Unidos por corrupção tem adiado um desfecho.

Enquanto isso, a CBF aproveitou o primeiro ano da gestão do suíço Gianni Infantino na presidência da Fifa para posicionar aliados de Del Nero em setores estratégicos. Oficialmente, é a Conmebol que prepara uma lista de candidatos da região e a submete para a apreciação da Fifa. Mas com a influência do Brasil dentro da América do Sul, os nomes propostos pela CBF são considerados como uma ordem na Conmebol.

Hoje existe no total 10 brasileiros representando a CBF em diferentes comitês da Fifa ou aguardando para assumir cargos. Além de passagem e hospedagem pagas, cada um ganha US$ 250,00 por dia como contribuição. Mas é o status e a influência dentro do poder do futebol que mais contam.

Um deles é Carlos Eugênio Lopes, diretor jurídico da CBF e que, na entidade máxima do futebol, faz parte do Comitê de Assuntos Legais. Foi ele que, em dezembro de 2016, rejeitou um pedido de uma ala oposicionista da CBF que protocolou um pedido de investigação interna na entidade contra Del Nero. A petição não foi aceita por Carlos Eugênio Lopes.

Outro nome indicado pela CBF e ainda não confirmado pela Fifa é o de Reinaldo Carneiro Bastos, cartola que sucedeu Marco Polo Del Nero na presidência da Federação Paulista de Futebol (FPF). Ao assumir o cargo na entidade paulista, ele descreveu o dirigente indiciado pelo FBI como “amigo, companheiro, homem equilibrado e conselheiro”. Seu nome ainda aguarda um sinal verde do departamento que verifica a “ficha limpa” de cada um dos dirigentes.

O presidente da Federação Mineira de Futebol (FMF), Castellar Guimarães Neto, também foi escolhido para ocupar um dos cargos na Fifa, depois de ter sido convidado para desenhar a reforma da CBF. O posto na entidade máxima do futebol foi um “agrado” da cúpula do futebol brasileiro. Ao ter seu nome confirmado na semana passada para o cargo na entidade máxima de futebol, o dirigente apontou que a nomeação era “sem dúvida nenhuma é uma conquista de todos os mineiros”.

No Comitê de Mídia da Fifa, o representante brasileiro é Marcelo Pinto, ex-diretor da TV Globo. Fernando Sarney, vice-presidente da CBF, está no Comitê de Organização da Copa do Mundo. Rinaldo Martorelli, que foi alvo de críticas do Bom Senso FC, é outro nome brasileiro na Fifa. Em 2015, ele adotou uma posição similar a de Del Nero quando, na capacidade de presidente da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf), indicou que a ideia de uma liga era “ilegal e afeta direitos dos jogadores”. As declarações, na época, foram divulgadas pelo próprio site da CBF.

Marta, finalista do prêmio de melhor do mundo, foi outra que passa a ocupar um cargo na Fifa, depois de indicada pela CBF. Questionada pelo jornal O Estado de S.Paulo sobre a sua opinião sobre as suspeitas de corrupção na entidade, ela evitou comentar. “Nosso trabalho é entrar em campo da melhor forma. Eu não trabalho na polícia. Sou atleta”, disse. Para ela, uma solução “tem de partir da CBF”. “Não posso interferir nisso. É indiferente”, afirmou.

Outro que não quer tratar do assunto em público é Cafu, capitão do penta e também indicado para um cargo em 2017 na Fifa. Questionado também sobre a situação de Del Nero, o ex-jogador preferiu não criticar. “Ele (Del Nero) é muito meu amigo. É uma situação ruim. Mas a decisão final é sempre dele. Ele sabe o momento que ele deve ficar ou sair ou não. O momento de nomear outra pessoa ou não. Ele é muito meu amigo e a decisão que ele tomar, vamos apoiar”, disse. Wilson Seneme, ex-instrutor de árbitro da CBF, também é outro que fará parte da Fifa em 2017.

Rio 2016 ainda enfrenta dificuldades para pagar dívidas

O Rio 2016 segue enfrentando dificuldades para pagar todas as suas dívidas após o encerramento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Empresas autorizadas a revender ingressos dos eventos, federações internacionais, comitês olímpicos, além de patrocinadores e fornecedores ainda não foram recompensados e aguardam há tempos o acordo para quitar todas as dívidas.

Nesta sexta-feira um encontro entre membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) e do Comitê Organizador Local devem se reunir para definir quais serão os próximos passos a serem dados na intenção de acabar com a ruim situação.

"Eles (COI) estão totalmente cientes do processo. Também estão cientes de quais são as prioridades de pagamento. Não há necessidade para se preocupar, porque todos serão pagos", disse o diretor de comunicação do Rio 2016, Mário Andrada, ao insidethegamez.

A maioria da dívida que envolve os comitês nacionais, patrocinadores, público e revendedores de ingressos se refere a reembolsos de bilhetes. O acordo com as empresas revendedoras oficiais previa o pagamento de tudo até o início de novembro.

Além disso o Rio 2016 pagou três semanas atrasado a dívida referente às viagens de membros do Comitê Paralímpico Internacional. Tudo foi quitado apenas no último mês. Segundo o diretor executivo do COI, Christophe Dubi, a entidade colaborou financeiramente para que a organização local pudesse honrar com seus compromissos.

"O COI contribuiu imensamente para o sucesso dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Nós também ajudamos com algumas necessidades de fluxo de caixa para o Comitê Organizador. Mais importante, contribuímos com o esforço de maximizar o orçamento, ainda que as coisas foram feitas de forma diferente, mas com uma funcionalidade e locais muito bonitos. Estamos muito orgulhosos dessa contribuição", comentou.

Ídolo do futebol egípcio na lista negra de 'terroristas'

Um tribunal do Cairo incluiu o ex-craque do futebol egípcio Mohamed Abutrika na lista de organizações e pessoas consideradas "terroristas" pelas autoridades, informou neste sábado seu advogado, Mohamed Osman

Abutrika, jogador de destaque na seleção nacional e considerado um dos melhores atletas africanos de sua geração, ficou conhecido atuando na equipe do Al-Ahly, e pendurou as chuteiras em 2013.

O governo afirma que Al-Ahly financiou a Irmandade Muçulmana, oficialmente declarada "organização terrorista" em 2013.

Conforme a lei antiterrorista adotada em 2015 pelo regime do presidente Abdel Fatah Al Sisi, as pessoas classificadas como "terroristas" não podem abandonar o país, têm o passaporte retirado e seus bens são confiscados.

Na campanha presidencial de 2012, Abutrika apoiou publicamente a candidatura vitoriosa de Mohamed Mursi, ligado à Irmandade Muçulmana. O presidente foi destituído um ano mais tarde.

Osman denunciou que a decisão do tribunal "contraria a lei" porque o ex-jogador "não é objeto de qualquer processo ou condenação".

O advogado declarou que vai apelar da decisão.

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo/Gazeta Esportiva/AFP/Municipios Baianos

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