01/02/2017

Os dez dirigentes mais poderosos do futebol brasileiro

 

O mandato de Marco Polo Del Nero na CBF vai até 2019. Ele pode sair antes por causa de problemas com a Justiça dos EUA e com o Comitê de Ética da Fifa. O dirigente, no entanto, se mantém no poder e está numa lista, elaborada pelo Terra , dos dez dirigentes mais influentes do futebol brasileiro, no momento.

Esses cartolas seriam potencialmente candidatos ao cargo máximo na CBF, a curto ou médio prazo. Eis a relação, incluindo o próprio Del Nero.

Marco Polo Del Nero

Indiciado pela Justiça dos EUA por crimes de corrupção e evitando viagens ao exterior por medo de ser preso, além de investigado pelo Comitê de Ética da Fifa, o presidente da CBF ainda assim continua ditando as regras do jogo no futebol brasileiro;

Eduardo Bandeira de Mello

O presidente do Flamengo sanou as finanças do clube, liderou movimento de pacificação na Primeira Liga e se indispôs com a federação carioca e a TV Globo na luta pelos interesses de seu clube. É respeitado pelos seus pares;

Reinaldo Bastos

O presidente da Federação Paulista de Futebol e também diretor da CBF está de olho na sucessão de Del Nero e já começa a deixar isso claro. Conta com o apoio de quase todos os clubes de seu Estado;

Ednaldo Rodrigues

Presidente da Federação de Futebol da Bahia, desfruta de muito bom trânsito entre federações e clubes de todo o País, participa do comitê de reformas da CBF, onde defende uma participação ampla dos clubes no controle do futebol brasileiro, e é respeitado por suas posições firmes;

Rogério Caboclo

Diretor de gestão da CBF, homem de confiança de Del Nero e seu principal articulador. Embora muito poderoso na CBF, não goza da simpatia da maioria dos dirigentes das 27 federações estaduais;

Gilvan Tavares

Como presidente do Cruzeiro e da Primeira Liga, mantém o prestígio em alta, embora seja pouco articulador. É muito reservado e avesso a exposições públicas;

Paulo Nobre

Atual conselheiro do Palmeiras, presidiu o clube na campanha histórica de 2016, que culminou com o título do Campeonato Brasileiro. Apesar de relações cortadas com o presidente que o sucedeu, Maurício Galiote, sua liderança entre mandatários de outros clubes permanece em alta;

Marcus Vicente

Deputado federal (PP-ES) e também vice da CBF, ficou como presidente interino da CBF por apenas um mês, em 2015. Ao tentar levantar as despesas e receitas reais da entidade, acabou em choque com Del Nero. Depois, reaproximaram-se. Tem o apoio de federações;

Fernando Sarney

É um dos vices da CBF, representa a entidade na Fifa e tem conseguido fazer lobby para neutralizar as investigações do Comitê de Ética da Fifa que apontam para Del Nero. Sua influência, porém, é limitada à atuação externa;

Andrés Sanches

Deputado federal (PT-SP), ex-presidente do Corinthians e conselheiro vitalício do clube, já esteve muito cotado para a briga sucessória na CBF. Investigado pela Lava Jato, por suspeitas de crimes de corrupção, perdeu força, mas não está fora do jogo.

Culto à Chapecoense de espalha pelo mundo todo

As manifestações de solidariedade à Chapecoense, logo após o desastre aéreo em 29 de novembro, na Colômbia, deram início a uma série de convites ao clube catarinense para novas homenagens mundo afora. Isso vem se acentuando nos últimos dias. O time principal já tem amistoso confirmado com o Barcelona em 26 de agosto, na Espanha, e ficou de dar resposta a pelo menos outros quatro pedidos de clubes do exterior para jogos ainda neste ano. Os dirigentes avaliam se haveria brechas no calendário para levar a  Chapecoense a vários países.

Enquanto isso, as equipes de base da Chapecoense vivenciam momentos históricos.  O time sub-23 teve recepção de gala semana passada no Equador, onde disputou amistoso com o River Plate de Guaiaquil. Logo na chegada ao aeroporto da cidade,  os jovens atletas foram surpreendidos pela multidão que os aguardava, com o cântico "Vamos, vamos, Chape". Isso se prolongou pelas ruas, durante a estada no hotel e no estádio de Guaiaquil.

"Uma recepção que jamais vi em minha vida. Impressionante", disse o vice-presidente de Futebol da Chape, Nei Maidana, que acabou recebido por dois ministros de Estado do Equador e outros políticos de expressão do país vizinho.

Dias antes, o presidente da Chape, Plinio David de Nes Filho, já tinha passado por situação parecida em Assunção,  no Paraguai,  para onde seguiu a fim de acompanhar sorteio da Libertadores e receber a taça da Sul-Americana. Ele ganhou várias camisas de grandes clubes do continente que faziam referência à Chapecoense.

Plinio também esteve, duas vezes, com o presidente da federação de futebol do Catar, sheik Tanim Al Than, de quem recebeu convite para a equipe sub-17 participar de torneio em Doha. A competição começou dias atrás e a delegação brasileira foi tratada com extrema reverência na capital do país que vai sediar o Mundial de 2022 - sala vip na chegada ao aeroporto,  almoço com dirigentes da Fifa, visitas a emissoras de TV.

O  coordenador de base da Chape, Cezar Antonio Dal Piva, também se disse impressionado com a receptividade no Catar. Os jogadores do atual campeão catarinense ainda tiveram naquela cidade uma outra honraria - uma palestra exclusiva do ex-craque do Barcelona, Xavi, antes do jogo em que os meninos perderam para o time do Bayer de Munique por 1 a 0.

"É tanta manifestação de carinho, do mundo todo. É emocionante", disse o chefe de imprensa da Chape, Fernando Mattos. Em 29 de novembro, o avião que levava a delegação da Chape para Medellin caiu nos arredores da cidade. No acidente, morreram 71 pessoas, entre as quais 19 jogadores do time. Naquela cidade, a equipe enfrentaria o Atlético Nacional pela primeira partida da final da Sul-Americana.

Melhor arqueiro do país tira R$ 15 mil do bolso para fazer treinos na Europa

Prodígio do tiro com arco brasileiro, Marcus Vinícius D'Almeida era uma esperança para a Rio 2016. Trazer uma medalha inédita para o país na modalidade era um sonho, mas fincar o nome entre os principais atletas da modalidade poderia ser uma realidade. Acreditando nisso e investindo também a longo prazo no potencial do jovem de 18 anos, a Confederação Brasileira de Tiro com Arco (CBTarco) levantou praticamente R$ 900 mil para o carioca. Os valores somavam os ganhos mensais de Bolsa Pódio e também um convênio firmado com o Ministério do Esporte no valor de R$ 653 mil. Para 2017, porém, o arqueiro que conseguiu resultados expressivos no último ciclo olímpico teve que investir R$ 15 mil por conta própria para se aprimorar e treinar na Europa.

No último dia 25, Marcus embarcou para uma série de treinos no Velho Continente. Ele passará por Portugal, sua primeira parada, Espanha, Itália, Suíça e França. O investimento vem do próprio bolso, num misto de patrocínios privados, seu salário como militar da Força Aérea Brasileira (FAB) e o Bolsa Atleta que tem direito pelos resultados obtidos. O montante não conta com qualquer auxílio direto da CBTarco, que ainda não validou com o Comitê Olímpico do Brasil (COB) o seu planejamento da temporada e desde a saída de Evandro de Azevedo após as Olimpíadas, não contratou um novo técnico para a seleção brasileira.

Os treinos de Marcus não foram combinados com a Confederação Brasileira de Tiro com Arco, que não opinou sobre a escolha do jovem. Enquanto está fora do Brasil, Marcus ficará fora da primeira seletiva do ano, no dia 4 de fevereiro, que convocará a seleção para as primeiras competições do ano. Mesmo assim, ele espera não ficar fora da seleção. Presidente da CBTarco, Vicente Fernando Blumenschein não confirma a presença do carioca na seleção, mas também não descarta, dizendo: "Acho difícil que ele não consiga uma vaga". Marcus espera o mesmo.

- Faço tudo sonhando com uma medalha olímpica. Buscando melhorias sempre para mim. Não posso esperar ninguém. No regulamento dizia que uma das escolhas seria técnica. São três vagas no time masculino e que um arqueiro é a escolha técnica. O que posso fazer é esperar a convocação e se Deus quiser estar dentro dessa escolha técnica - disse o arqueiro.

Marcus trata os treinos como importantíssimos para a temporada. Para 2017 ele tem dois Mundiais pela frente, o adulto e o juvenil. Além disso, os brasileiros vão participar apenas de duas das quatro etapas da Copa do Mundo e o Grand Prix do México em abril. Apesar dele colocar as atividades como primordiais para o ano, a CBTarco não avalia assim.

- Na verdade ele deve estar fazendo uma viagem de férias pela Europa, junto com outro arqueiro, aproveitando o baixo custo da hospedagem nos CT europeus. Tecnicamente não há nada a ganhar ou a perder daquilo que ele já sabe. Passar cerca de 4 ou 5 dias com 4 técnicos diferentes não deverá trazer melhoria nem prejuízo para o seu desempenho - diz Vicente, lembrando que nos dois primeiros anos do ciclo para Tóquio 2020 não haverá uma seleção permanente e que os atletas terão ajudas financeiras pontuais nas competições, além dos salários da FAB - os que estão incluídos no programa militar.

Apesar de não ter a seleção brasileira permanente, o presidente da CBTarco diz que já analisa nomes para assumir o time brasileiro e que o COB vai participar dessa decisão. Sobre a falta de um grupo treinando junto, como antes da Rio 2016, Marcus explica como tudo vem funcionando no momento.

- Hoje não temos uma seleção. Temos as seletivas e convocação. Quando há a seletiva, temos uma seleção. Quando passa a competição, não temos mais uma seleção de fato. Não temos um técnico nomeado. Todo mundo que treinou nas Olimpíadas, cada um treina no seu estado, com seu técnico do clube. É uma seleção daquele momento e não fixa - diz o jovem, que completou 19 anos em janeiro e treina em Maricá com Dirma Miranda, técnica do clube local e da seleção cadete e juvenil, quando revelou ele próprio.

A volta de Marcus D'Almeida ao Brasil está marcada para o dia 6 de março. O Mundial Adulto será na Cidade do México, de 15 a 22 de Outubro. O Juvenil será em Rosário, na Argentina, entre 2 e 8 de Outubro.

 

Fonte: Terra/EFE/GE/Municipios Baianos

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