07/02/2017

Medico de Marisa Letícia critica vazamento de exames

 

Médico da família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o diretor de cardiologia do Hospital Sírio-Libanês, Roberto Kalil Filho, publicou um artigo, neste domingo, no jornal Folha de S. Paulo, criticando o vazamento de exames da ex-primeira-dama Marisa Letícia. Dados sigilosos do diagnóstico da ex-primeira-dama foram compartilhados por uma médica da instituição em um grupo de WhatsApp.

Depois de citar dificuldades do exercício da atividade médica — como jornadas extenuantes e a responsabilização de pacientes por consequências produzidas por doenças — o médico pontuou: "(...) quando afrontam a ética, quebram o juramento de Hipócrates proclamado ao receberem o título de doutor e compartilham publicamente segredos e sentimentos a eles confiados, os médicos violam um dos princípios mais sagrados da profissão, o sigilo médico".

Sem citar especificamente o caso de Marisa Letícia, Kalil Filho argumentou que a divulgação pelas redes sociais de exames e dados clínicos não autorizados "revela um dos lados perversos do comportamento humano, reprovável e absolutamente inadmissível para quem se apresenta como médico".

"Pior ainda é testemunhar esses profissionais serem movidos por sentimentos menores e ideologias políticopartidárias, fazendo apologia à morte, como lamentavelmente observamos na última semana", acrescentou o cardiologista.

O médico ainda defendeu que tais atitudes merecem a devida punição da direção de hospitais e de conselhos profissionais e que não se pode aceitá-las: "Impossível tolerar que pacientes corram o risco de virar motivo de escárnio entre médicos inescrupulosos".

"O juramento de Hipócrates é claro: o médico deve guardar absoluto respeito pelo ser humano e atuar sempre em seu benefício. Jamais utilizará seus conhecimentos para causar sofrimento físico ou moral, para o extermínio do ser humano ou para permitir e acobertar tentativa contra sua dignidade e integridade", acrescentou. "A dignidade humana deve ser inviolável", finalizou Kalil Filho.

Movimento de médicos repudia atitude de colegas relativo a morte de Marisa Letícia

O movimento “Médicos pela democracia” enviou nota à imprensa em repúdio a atitudes de médicos relativas a morte da ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva.

Na nota o movimento lembra cinco princípios da Bioética: “a autonomia, respeitando as escolhas do paciente, sempre que possível, ou da família, quando de sua incapacidade de decidir; beneficência, que se refere à obrigação ética de maximizar o benefício do ato médico e minimizar o prejuízo; não-maleficência, que proíbe infringir dano deliberado, evitando agravos à saúde do paciente; justiça, que é a obrigação ética de tratar cada indivíduo conforme o que é correto e adequado e dar a cada um o que lhe é devido”. O quinto princípio está previsto no Código de Ética Médica-2009: “o médico guardará sigilo a respeito das informações que tenha conhecimento no desempenho de suas funções, com exceção dos casos previstos em Lei”.

A nota continua “Por defendermos estes princípios é que, nós Médicos pela Democracia repudiamos veementemente a postura de intolerância, desprezo pela vida e injúria moral por parte de alguns colegas médicos, feitas publicamente em Redes Sociais, ao debochar da cidadã brasileira Marisa Letícia Lula da Silva, do seu adoecimento grave e morte”, divulgaram.

O movimento revelou ainda que pediu formalmente ao Conselho Regional de Medicina de São Paulo para iniciar um processo ético contra os médicos que tiveram esse comportamento.

O movimento divulgou as iniciais dos médicos, onde trabalham e o comportamento que tiveram:

1 – G.A.M. – Reumatologista do H. Sírio Libanês – por divulgar dados sigilosos

2 – P.P.S.F – por repercutir informações de G.A.M. e divulgar Tomografia comentada que seria de Dona Marisa

3 – R.F.H. – Neurocirurgião que propôs “romper o procedimento. Daí já abre a pupila. E o capeta abraça ela”.

Prefeito tucano demite diretor que pediu morte de Marisa nas redes sociais

O prefeito de Araçatuba (SP) Dilador Borges, do PSDB, exonerou o diretor Celso D’Alkmin Filho, da Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos, após declarações do servidor no Facebook. D’Alkmin se referiu a Marisa como “vaca cornuda”, em publicação que divulgava a demissão de médica do Hospital Sírio-Libanês, que compartilhou diagnóstico de Marisa em grupo de WhatsApp.

Em outra postagem, o diretor jurídico da prefeitura escreveu que deveriam desligar os aparelhos da ex-primeira dama: “Safada, façam o favor para a população e desliguem logo os aparelhos para sair mais barato a conta que nós iremos pagar”.

O diretor começou a trabalhar na Secretaria neste ano, junto à administração do novo prefeito, com cargo de confiança. “Foi um momento de infelicidade do Celso nessa questão. Tivemos exemplo do gesto do Fernando Henrique com o Lula, assim como o Lula teve um gesto com o Fernando Henrique quando ele perdeu a dona Ruth. Esse gesto (postagens) foi executado dentro do período de trabalho. Se ele estivesse fora do horário de trabalho eu diria que não teria nada a declarar, mas como foi dentro do expediente, falo para vocês que ele será punido severamente, ele está despedido”, afirmou o prefeito.

D’Alkmin já era conhecido na cidade por comentários ofensivos. Segundo o ex-candidato à prefeitura da cidade, o petista Helio Consolaro, que disputou com Dilador em 2016, ele dizia “horrores do ex-prefeito Cido Sério”.

“Quero dar parabéns ao prefeito Dilador Borges (PSDB) por sua atitude de não aceitar pessoas intolerantes com seus concorrentes em seu governo”, afirmou Consolaro. “Acima da política está o relacionamento respeitoso à pessoa do outro, divergimos, mas também convergimos, não somos inimigos, apenas concorrentes, adversários em certos contextos”, concluiu.

Trajano: cubanos são melhores do que muitos médicos brasileiros

Quando revelaram a identidade da médica Gabriela Munhoz, que passou o exame adiante aos companheiros médicos, que quando o receberam, tripudiaram, fizeram gozações e ainda, como fez o neurologista Richam Faissal Ellekkis, reprovaram o procedimento porque desejavam a morte da  paciente Marisa Letícia,’ esses filhas da puta vão embolizar ainda por cima, tem que romper o procedimento, daí já abre a pupila e o capeta abraça ela,’ sabe qual imagem me veio a cabeça?

A do médico cubano negro chegando a Fortaleza, vaiado por uma turma de médicas brancas, iguaizinhas a loura oxigenada Gabriela.

 Juan Delgado, clínico geral, negão forte, olhar firme e decidido, com algumas passagens cuidando de gente no desgraçado Haiti, foi chamado de escravo e tratado como tal pela turma de jaleco branco. Dali, surpreso com a recepção perversa, rumou para o pequeno município de Zé Doca, região de Pindoré, interiorzão do Maranhão, onde trata de gente com esquistossomose, ‘ doença que não temos em Cuba’, entre outras tantas que a população apresenta.

 Enquanto Juan Delgado ou outro cubano que possa tê-lo substituído trabalhava na região calorenta, paupérrima, com baixíssimo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)  do oeste maranhense , a jovem médica agora demitida do Sírio-Libanês, se comunicava com colegas de forma ilegal, antiética, rasgando os seus juramentos de Hipócrates ‘ manterei o mais alto respeito pela vida humana desde a sua concepção. A saúde de meus pacientes será a minha primeira preocupação. Respeitarei os segredos a mim confiados...’

É, realmente não precisamos de Juan Delgados. Cubanos não nos servem.

Fiquemos com as Gabrielas Munhoz, Richam Faissal, Michael Hennich e Ademar Poltronieri da vida!

Conselho de Medicina investiga vazamento de dados de Marisa no Sírio-Libanes

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) instaurou uma nova sindicância para apurar a divulgação de dados sigilosos do diagnóstico da ex-primeira-dama dona Marisa Letícia, horas depois de sua internação.

Conforme mostrou nesta quinta-feira O GLOBO, a médica reumatologista Gabriela Munhoz, de 31 anos, estava no pronto-socorro do Sírio-Libanês no momento do atendimento à ex-primeira dama e confirmou em um grupo de whatsapp de antigos colegas de faculdade detalhes do Acidente Vascular Cerebral (AVC) sofrido pela paciente.

De acordo com o Código de Ética Médica, profissionais de saúde não podem permitir o acesso de terceiros a prontuários de pacientes. A médica foi demitida do pronto-socorro do hospital.

"O exercício da medicina deve respeitar e preservar todos os aspectos do doente: físico, emocional e moral, transcendendo tabus, crenças e preconceitos, em nome da fidelidade ao compromisso de tratar e cuidar de todos, sem qualquer distinção", escreveu a direção do Cremesp em nota pública divulgada à imprensa.

No dia da internação de Marisa, um médico que atua fora do Sírio Libanês foi o primeiro a enviar informações sobre o diagnóstico de dona Marisa no grupo “MED IX”, que reúne alunos formados em medicina em 2009 na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.

Pedro Paulo de Souza Filho postou imagens de uma tomografia atribuída a dona Marisa Letícia, acompanhada de detalhes que foram confirmados, em seguida, por Gabriela. Os dados foram compartilhados por Pedro Paulo a partir de um outro grupo de médicos, intitulado “PS Engenho 3”, e atribuídos ao cardiologista Ademar Poltronieri Filho.

Na nota oficial, a direção do Cremesp lembrou que "sob o juramento hipocrático e os princípios fundamentais da Medicina, todo médico deverá 'guardar absoluto respeito pelo ser humano e atuar sempre em seu benefício'".

Citando os mesmos princípios, o conselho registrou que o médico "jamais utilizará seus conhecimentos para causar sofrimento físico ou moral, para o extermínio do ser humano ou para permitir e acobertar tentativa contra sua dignidade e integridade”'.

Na quinta-feira, o Cremesp há havia iniciado uma sindicância para apurar a divulgação de imagens de um exame de tomografia de Marisa Letícia, a mesma que chegou ao grupo "MED IX", do qual Gabriela participava. As informações sobre o diagnóstico de Marisa Letícia se espalharam em diversos grupos de Whatsapp.

 

Fonte: Zero Hora/A Tarde/Blog de José Trajano/FatoOnline/Revista Fórum/Municipios Baianos

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