16/02/2017

Juazeiro: Famílias que moram em ilha vivem sem energia elétrica

 

Cerca de 50 famílias que moram na Ilha do Quipá, localizada a cerca de 20 km de Juazeiro, no norte da Bahia, vivem sem energia elétrica nas casas, desde que se mudaram para a localidade, há décadas. Apenas 11 imóveis da ilha possuem energia limitada, gerada por um sistema que capta a energia solar. A carga não é suficiente para manter equipamentos elétricos ligados por muito tempo, inclusive geladeira.

O sistema foi instalado nas casas da ilha pela Companhia de Energia Elétrica da Bahia (Coelba), em 2008. Segundo a empresa, na época, apenas as 11 famílias beneficiadas pelo programa quiseram receber o equipamento que permite a captação da energia solar. A Coelba informou que esta é a única forma de fornecer energia para a população, porque a localidade fica distante das redes de transmissão da região.

Conforme os moradores que utilizam o sistema, cada um paga uma taxa de R$ 20 a R$ 30 por mês, mas a energia não é suficiente para suprir a demanda diária. O agricultor Antônio Raimundo Souza informou que quando o consumo ultrapassa a energia que há disponível, o fornecimento só é retomado no dia seguinte.

"No dia você pode até utilizar alguma coisa. Agora partiu para a noite, ligar só o bico de luz mesmo e a televisão até determinada hora", contou o agricultor.

Os moradores que não possuem o sistema de captação precisam utilizar candeeiros para manter a casa iluminada durante a noite e não podem usar equipamentos elétricos. Uma das pessoas que sofre com o problema é a pescadora Maria Nice da Conceição Nunes, que se diz triste pela limitação imposta pela falta de energia elétrica.

"A gente precisa fazer um suco para tomar e não pode, porque não tem energia. A gente precisa gomar uma roupa e não pode usar uma roupa gomada. A gente pesca um peixe e não tem onde botar, porque não tem uma geladeira, não tem um freezer", lamenta.

Por conta do uso do candeeiro, o filho da agricultora Maria Conceição sofreu um acidente e quase teve queimaduras graves. "Ele dormia em um colchãozinho, botou o candeeiro ao lado. Pegou fogo, quase pega fogo em todo mundo aqui", disse a agricultora.

Em nota, a Coelbainformou que vai mandar uma equipe para a região para avaliar a situação e instalar novos equipamentos de energia solar nas casas, mas ainda não há uma data definida para isso.

Trabalhadores Rurais do Vale do Francisco em estado de greve

Trabalhadores rurais do Vale do São Francisco já estão em estado de greve. O anúncio aconteceu durante coletiva na manhã desta quarta-feira (15), na sede do STRJ – Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Juazeiro por parte dos dirigentes sindicais locais, de Petrolina e da FETAEPE e FETAPE.

Segundo Emerson José (Mitu) presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Juazeiro “a greve se faz necessária porque o patrão deixou a mesa de negociação e quer subtrair direitos conquistados ao longo dos anos. Esta é a vigésima terceira convenção coletiva unificada e não foi concretizada porque a classe patronal se mostra intransigente. Então vai acontecer a paralisação depois de treze anos que houve a última greve” pontuou Mitu.

O presidente do STR de Petrolina, Francisco Pascoal (Chicôu), destacou que a classe patronal está motivada a suprimir direitos em razão da posição do governo federal. “Na última assembleia com o patronal dia 25, ficou clara a intransigência do patrão por conta da posição governamental que também pretende retirar direitos conquistados ao longo dos anos na CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas”.

Segundo Emerson José do STRJ o Sindicato Patronal já foi comunicado oficialmente da greve dos trabalhadores rurais que vão esperar o prazo legal das 48 horas para posteriormente iniciar as paralisações.

“Nós reivindicamos piso salarial unificado de R$ 987 reais, cesta básica, dia do trabalhador rural assalariado com feriado entre outros itens e o patrão pelo contrário, oferece salário de R$ 970 reais valor de reposição abaixo da inflação, pagamento do salário só no quinto dia útil, fim do direito de pagamento das horas in-tineres, bem como o fim da liberação das duas horas no dia do pagamento. Nós não nos afastamos da mesa de negociação, o patrão é que saiu dela de forma intransigente. Se o patrão não quer negociar a solução é a greve” concluiu Emerson José.

A coletiva ainda contou com a presença de delegados Campanha Salarial contou com a participação de delegados/as dos Sindicatos dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais (STTRs) dos municípios de Petrolina, Belém do São Francisco, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista, por Pernambuco; e Juazeiro, Casa Nova, Sobradinho, Sento Sé, Abaré e Curaçá, pela Bahia.

Após conclusão das obras da Embasa, DNOCS libera água da barragem para Queimadas e Santaluz

Com a conclusão das obras pela Embasa no canal que leva água da Barragem de Camandaroba, do Rio Jacurici, em Itiúba, a fim de evitar o desperdício, o DNOCS autorizou a abertura das comportas para o abastecimento emergencial dos municípios de Queimadas e Santaluz. Além disso, após negociações com o diretor do DNOCS Bahia Heraldo Rocha, a Embasa começou o trabalho de desassoreamento da Barragem do Leste, onde era feita a captação de água, está em colapso por conta da prolongada falta de chuvas e a baixa disponibilidade hídrica no Rio Itapicuru, a fim de preparar o equipamento para o período de chuvas.

Tanto Queimadas quanto Santaluz estão em restrição de oferta. Além disso, a Embasa está retirando barramentos clandestinos e bombas de médio porte que foram construídas irregularmente ao longo do Rio Itapicuru, com o objetivo de represar água vinda da barragem de Ponto Novo, garantindo a captação na Barragem da Leste até que seja finalizada a obra emergencial.

“Essa barragem tem capacidade para quase 150 milhões de metros cúbicos e estava com mais de 80% de capacidade. É uma atenção especial e a despeito da intransigência de algumas das lideranças políticas locais de Itiúba, não poderíamos deixar duas cidades sem receber água. A Barragem de Camandaroba é federal, pública e é uma importante reserva hídrica e tem capacidade de atender as cidades em colapso sem afetar a pesca e os assentamentos no entorno do lado represado. O que não iríamos permitir é que a água fosse retirada sem os reparos necessários no canal, de responsabilidade da Embasa, porque senão iriam se perder cerca de 70% da água a ser liberada ao longo do caminho. E água no sertão, hoje é artigo raro e deve ser preservada para essas necessidades”, enfatizou Rocha.

 

Fonte: G1/BlogdeGeraldoJosé/Calila Noticias/Municipios Baianos

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