19/02/2017

Depois da chuva, água volta a reservatórios do Oeste potiguar

 

Depois das chuvas que caíram em 72 municípios do Rio Grande do Norte, dois reservatórios que estavam completamente secos passaram para o volume morto, mas continuam em estado crítico: Riacho da Cruz e Tourão, em Patu. Dos 47 açudes monitorados pelo Instituto de Gestão das Águas (Igarn), 70% estão em situação crítica, dos quais 19 estão secos, e 14, em volume morto.

Segundo o Igarn, as chuvas contribuíram para manter o volume de água praticamente estável nos principais reservatórios do estado. Na Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, a maior do estado, o volume caiu de 328,486 milhões de metros cúbicos para 328,034 desde a medição anterior, ficando com 13,67% da capacidade total.

Na Barragem de Santa Cruz, em Apodi, o nível de água subiu de 111,623 milhões de metros cúbicos para 112,447, ficando o reservatório com 18,75% do volume total. Já a Barragem de Umari, em Upanema, permanece com os mesmos 26,009 milhões de metros cúbicos da medição, ou seja, 8,88% da capacidade.

Colapso hídrico

O Rio Grande do Norte passa atualmente pela mais longa e severa estiagem da história do estado. Dos 167 municípios do estado, 153 estão em situação de emergência. De acordo com dados da Companhia de Águas e Esgotos do estado (Caern), o abastecimento foi cortado em 18 cidades. Em outras 76 foram adotados sistemas de rodízio.

Arcebispo diz que governo troca voto por terapia antidrogas em Alagoas

Pela segunda vez em menos de dois meses, o arcebispo metropolitano de Maceió, Dom Antônio Muniz Fernandes, denunciou o uso eleitoreiro da política pública de prevenção da violência e de tratamento a dependentes químicos por parlamentares alagoanos, na Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev), comandada politicamente pelo deputado federal Givaldo Carimbão e por seu filho, o deputado estadual Carimbão Júnior, ambos do PSH. A denúncia foi reforçada em nota de repúdio à ação da pasta do governo de Renan Filho (PMDB), divulgada nessa quinta-feira (16).Presidente da Rede Cristã de Acolhimento, Dom Antônio Muniz disse ser preocupante os rumos eleitoreiros que o tratamento à dependência química vem tomando em Alagoas, transformando comunidades terapêuticas em espaços de proselitismo político.

A nota, que não cita nomes, foi motivada por encontros realizados na semana passada em Santana do Ipanema, em um espaço católico, que segundo o líder religioso teriam o objetivo de “amedrontar e ameaçar” ainda mais dirigentes de comunidades terapêuticas que dependem de verba pública para sua manutenção.

“Como pode uma Secretaria, que se afirma técnica, participar de encontros meramente políticos-partidários com as comunidades? A contrapartida Estadual que deveria ser obrigação, passou a ser tratada como uma esmola negociável entre aqueles que veem o dependente não como alguém que precisa de ajuda, mas simplesmente como um mero voto a ser conquistado e comprado”, denuncia a nota.

Em seu site oficial, a Arquidiocese de Maceió repercutiu a nota e também pede apoio da sociedade para “combater o bom combate”. “Convidamos toda sociedade para denunciar e rechaçar a forma como o Governo [Estadual] vem tratando o dependente químico no Estado de Alagoas. Quem sabe assim, juntos, eles percebam que como diz nossa Carta Magna: todo poder emana do povo”, disse a Arquidiocese de Maceió.

Em 04 de janeiro, Dom Antônio Muniz reuniu a imprensa para denunciar que a distribuição de recursos do Estado para as comunidades terapêuticas estariam seguindo critérios eleitorais. Revelando que instituições usadas por aliados do governador Renan Filho recebem repasses financeiros mais vultosos do que outras comunidades sem compromissos eleitorais.

OUTRO LADO

O Diário do Poder tentou, sem sucesso, contato com os deputados citados na nota. No final de dezembro de 2016, o Renan Filho substituiu o ex-titular da Seprev, Jardel Aderico, pela atual secretária Esvalda Bittencourt, porque Jardel é pré-candidato a deputado estadual e disputaria o mesmo reduto de o filho do deputado Carimbão, seu padrinho político.

Em janeiro, a Seprev garantiu que “todo o trabalho de prevenção ao uso de drogas, recuperação do dependente químico e reinserção social e produtiva dos mesmos fazem parte de uma Política Pública de Estado e devem ser vistos com olhar sobretudo técnico e isento de qualquer envolvimento com políticas partidárias”.

 

Fonte: G1/Diário do Poder/Ação Popular/Municipios Baianos

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