02/03/2017

Açudes do CE ganham 135,8 mi de m³, mas volume ainda é baixo

 

Em dois meses, as chuvas que banharam o Ceará proporcionaram aporte de 135,8 bilhões de m³ de água nos reservatórios monitorados pela Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh). Em cinco anos – e ainda faltando três meses para o fim da quadra chuvosa -  o volume de água superou o acréscimo verificado no mesmo período de 2012 (0,92 bilhões de m³), 2013 (0,95  bilhões de m³), 2014 (1,16  bilhões de m³), 2015 (075  bilhões de m³) e 2016 (0,77 bilhões de m³). Apenas no mês de fevereiro, os açudes cearenses tiveram aporte de 0,12  bilhões de m³.

Nesta terça-feira (28), foram registradas chuvas em 115 postos pluviométricos monitorados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), sendo as maiores chuvas registradas em Granja (55 mm), Mombaça  (54,5 mm); Viçosa do Ceará (53 mm); Camocim (50,1 mm) e Crato (49 mm).  Em Fortaleza choveu 29,7 mm.

Estação chuvosa

O período de chuvas, no Ceará, pode ser dividido em três fases - pré-estação, estação e pós-estação –, que se estendem de dezembro a meados de junho. As chuvas que ocorrem em dezembro e janeiro, chamadas de chuvas de pré-estação, são causadas basicamente por frentes frias que vem do Sul, o que acabam afetando a atmosfera do Nordeste.

O segundo momento das chuvas é aquele que vai mais ou menos de fevereiro a maio. Essa estação de chuva é causada por um sistema chamado de Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). É o sistema meteorológico mais importante na determinação de quanto as chuvas serão abundantes ou deficientes no Norte do Nordeste do Brasil.

Açudes

Os 153 açudes monitorados pela Cogerh, distribuídos em 12 bacias hidrográficas, cuja capacidade total é de 18,64 bilhões de m³, apresentam volume de 1,21 bilhão de m³, o que representa 6,51% da capacidade total de armazenamento.  Ainda assim, o estado permanece com 51 reservatórios em volume morto e 32 completamente secos. Outros 134 açudes cearense estão com volume abaixo de 30%. No Ceará, apenas o açude Caldeirão, no município de Saboeiro, atingiu a capacidade máxima de armazenamento.

O “gigante” Castanhão, responsável por abastecer toda a Região Metropolitana de Fortaleza, está com apenas 5,14% da capacidade de abastecimento. Por outro, o Castanhão é o açude que vem recebendo maior aporte de água, dentre todos os reservatórios monitorados pela Cogerh. Em 2017, o Castanhão teve aporte de 22 milhões de  m³. Nos últimos sete dias, o aporte foi de 8,5 milhões de  m³ e, apenas nesta terça-feira, a recarga foi de 1,62 milhões de  m³.

Além de Fortaleza, outros 25 municípios são abastecidos pelo Castanhão. Bem perto dele, o Açude Orós,  está com 17,13%. Para garantir o abastecimento de água em Fortaleza e Região Metropolitana, desde julho as águas do Orós estão sendo transferidas para o Castanhão.

Atualmente, o volume de água das bacias está distribuído: Litoral (28,26%), Alto Jaguaribe (10,68%), Coreaú (30,42%), Metropolitanas (9,80%), Serra da Ibiapaba (12,67%), Médio Jaguaribe (4,72%), Salgado (9,96%), Acaraú (7,83%), Banabuiú (2,03%), Sertões de Crateús (1,63%), Curu (1,54%) e Baixo Jaguaribe (0,00%).  Houve aumento do volume nas bacias do Litoral, Coreaú, Metropolitanas, Médio Jaguaribe, Salgado, Acaraú e Banabuiú.

Foram registrados aportes em 39 açudes, destacando-se os açudes Acarape do Meio, Angicos, Aracoiaba, Araras, Banabuiú, Castanhão, Edson Queiroz e Pedras Brancas. Este aporte permitiu que o açude Santo Antônio de Aracatiaçu deixasse o volume morto e que os açudes Barra Velha, Santa Maria de Aracatiaçu, São José I, Sousa e Tijuquinha deixassem de estarem secos.

Açudes em volume Morto

Amanary, Barra Velha, Batente, Broco, Capitão Mor, Castro, Catucinzenta, Cipoada, Escuridão, Farias de Sousa, Figueiredo, Flor do Campo, Fogareiro, Forquilha, Frios, Gerardo Atimbone, Jaburu II, Jatobá, Jatobá II, Jenipapeiro II, João Luís, Junco, Macacos, Malcozinhado, Mons. Tabosa, Parambu, Patu, Pentecoste, Pesqueiro, Poço da Pedra, Poço do Barro, Pompeu Sobrinho, Premuoca, Quincoé, Quixabinha, Riacho da Serra, Riacho do Sangue, Rivaldo de Carvalho, Santa Maria, Santa Maria de Aracatiaçu, São Domingos II, São José I, São José II, São José III, Sitios Novos, Sousa, Sucesso, Tejuçuoca, Tigre, Várzea da Volta e Várzea do Boi.

Açudes secos

Adauto Bezerra, Barragem do Batalhão, Bonito, Canafístula, Carão, Carmina, Carnaubal, Cedro, Desterro, Ema, Faé, Favelas, Forquilha II, Jenipapeiro, Jerimum, Madeiro, Monte Belo, Nova Floresta, Pau Preto, Penedo, Pirabibu, Potiretama, Quixeramobim, Salão, Santo Antônio, Santo Antônio de Russas, São Domingos, São Mateus, Serafim Dias, Trapiá II, Umari e Vieirão.

Na China, governador do RN assina acordo para fabricar painéis solares

O governador do Rio Grande do Norte Robinson Faria se reuniu nesta segunda-feira (27) na cidade de Xangai, na China, com diretores da indústria fabricante de placas fotovoltaicas para produção de energia solar Chint Eletrics Co. Na ocasião, foi assinado um protocolo de intenções para a construção de uma fábrica em território potiguar. Painéis solares fotovoltaicos são dispositivos utilizados para converter a energia da luz do Sol em energia elétrica.

“A nossa missão comercial a China é bem-sucedida e a assinatura deste acordo de cooperação tecnológica e estratégica com a Chint vai gerar emprego e renda em nosso estado e atrair novos investimentos”, destacou Robinson. Aos empresários chineses, o governador apresentou um vídeo que trata das potencialidades econômicas do Rio Grande do Norte e falou sobre as opções turísticas e da segurança jurídica que o estado oferece aos investidores.

Robinson também visitou a estação de trem na cidade de Hangzhou, onde o grupo Chint Eletrics Co tem uma fábrica. São 150 mil metros de placas fotovoltaicas que geram 40% da energia consumida pela estação.

Segundo a assessoria de comunicação do governo, a Chint possui instalações na Índia, Alemanha e Estados Unidos e vai atuar na América do Sul, América Central e África com a produção da fábrica no RN. “A Chint é uma das maiores empresas do mundo no setor e atua numa área de forte demanda para o desenvolvimento econômico, como a de energia, e que é básica para as demais atividades econômicas”, explicou Robinson.

Sergipe é o 4º maior produtor de laranja do país

Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura, Sergipe ocupa a quarta posição no ranking nacional de produção de laranja do país. Ao todo, 14 municípios da região Centro-Sul sergipana compõem o polo produtivo.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Esmeraldo Leal, apesar da crise internacional do setor de citricultura, Sergipe continua batendo recorde de exportação. “Nesse sentido, Sergipe é destaque no país, principalmente no Nordeste. Um aspecto interessante de Sergipe, é que nossa produção é bem distribuída entre pequenos, médios e grandes produtores. Diferentemente de São Paulo que, por exemplo, a produção é concentrada na mão de poucas pessoas”, comentou.

Com relação a expectativa de produção da laranja em Sergipe para 2017, Esmeraldo acredita que haverá aumento. “Inclusive, já saiu a previsão para o Nordeste e deve haver aumento de 40% da produção, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, observa.

O secretário esclarece ainda que a seca chegou a afetar a produção de laranja em 2016, mas para este ano a previsão é que haja mais chuvas regulares. “Se isso ocorrer, o aumento da produtividade deve ser maior que o do ano passado”, acrescentou Esmeraldo.

 

Fonte: G1/Municipios Baianos

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