03/03/2017

Chuvas ainda não beneficiaram principais açudes do CE

 

As chuvas registradas nos meses de janeiro e fevereiro proporcionaram um aporte 135,8 milhões de m³ de água nos reservatórios do Ceará. Contudo, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) informou que as chuvas ainda não estão direcionadas para os principais açudes do estado, como Orós, Banabuiú e Castanhão.

"Ainda não está caindo chuva de forma ideal nos locais que abastecem os principais açudes. O aporte foi pequeno para esses grandes reservatórios, mas já era previsto pela Funceme que essas regiões poderiam ter dificuldade de recarga hídrica até o final da estação. Essa possibilidade de um aporte hídrico pequeno é sinal de grande preocupação", explicou o meteorologista Raul Fritz.

A Funceme prevê que as chuvas continuarão no estado em março, principalmente na primeira quinzena do mês. Para Raul Fritz, as precipitações superaram as expectativas do órgão, mas ainda não foram suficientes para impactar no fim da seca.

“O mês de fevereiro superou um pouco nossas expectativas, pois tivemos chuvas 33% acima da média do mês, o que representou uma surpresa agradável. No geral, foram chuvas localizadas e rápidas. Mas em determinados instantes tivemos coberturas maiores em termos de área territorial. Ainda é um pouco cedo para isso [fim da seca], pois estamos no início do período chuvoso principal, mas já é um passo importante”, disse o meteorologista.

Chuvas acima da média

A média histórica de chuvas para fevereiro é de 118,6 milímetros, mas em 2017 o volume observado foi de 158,7 milímetros, cerca de 33,8% superior ao observado para o mês na série histórica, de acordo com a Funceme. Mesmo com as chuvas, o volume dos açudes está com 6,5% da capacidade total.

Conforme o monitoramento, foi o maior volume desde 2011- quando choveu 169,6 milímetros no estado - e quase o triplo que o registrado no mesmo período do ano passado, quando 53,2 milímetros foram observados. Além disso, desde 2012 o estado não ultrapassava a média histórica prevista para o mês.

Açudes

Os 153 açudes monitorados pela Cogerh apresentam volume de 1,21 bilhão de m³, o que representa 6,51% da capacidade total de armazenamento. Ainda assim, o estado permanece com 51 reservatórios em volume morto e 32 completamente secos. Outros 134 açudes cearense estão com volume abaixo de 30%. No Ceará, apenas o açude Caldeirão, no município de Saboeiro, atingiu a capacidade máxima de armazenamento.

O “gigante” Castanhão, responsável por abastecer toda a Região Metropolitana de Fortaleza, está com apenas 5,14% da capacidade de abastecimento. Em 2017, o Castanhão teve aporte de 22 milhões de  m³. Nos últimos sete dias, o aporte foi de 8,5 milhões de  m³ e, apenas nesta terça-feira, a recarga foi de 1,62 milhões de m³.

Ceará tem fevereiro mais chuvoso desde 2011, com 33% acima da média

No Ceará, a média histórica de chuvas para fevereiro é de 118,6 milímetros, mas em 2017 o volume observado foi de 158,7 milímetros, cerca de 33,8% superior ao observado para o mês na série histórica, de acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Conforme o monitoramento, foi o maior volume desde 2011 - quando choveu 169,6 milímetros no estado - e quase o triplo que o registrado no mesmo período do ano passado, quando 53,2 milímetros foram observados. Além disso, desde 2012 o estado não ultrapassava a média histórica prevista para o mês.

Recarga nos açudes

Em dois meses, as chuvas que banharam o Ceará proporcionaram aporte de 135,8 milhões de metros cúbicos (m³) de água nos reservatórios monitorados pela Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh).

Mesmo com as chuvas, o volume dos açudes está com 6,5% da capacidade total.

Em cinco anos - e ainda faltando três meses para o fim da quadra chuvosa - o volume de água superou o acréscimo verificado no mesmo período de 2012 (0,92 bilhão de m³), 2013 (0,95 bilhão de m³), 2014 (1,16 bilhão de m³), 2015 (0,75 bilhão de m³) e 2016 (0,77 bilhões de m³). Apenas no mês de fevereiro, os açudes cearenses tiveram aporte de 0,12 bilhões de m³.

Chuvas do dia

O Ceará registrou chuva em pelo menos 62 cidades entre 7h desta terça-feira (28) e 7h desta quarta-feira (1º). As maiores chuvas foram em Granja (91 mm), Meruoca (59 mm), Viçosa do Ceará (52 mm), Alto Santo (48 mm), Meruoca (46 mm), Pentecoste (46 mm), Pires Ferreira (42 mm), Ubajara (38 mm), Maranguape (36 mm) e São Gonçalo do Amarante (33 mm).

Quadra chuvosa

O prognóstico da Funceme para março, abril e maio de 2017 indica que há 37% de probabilidade do Ceará ter chuvas abaixo da média.  As chances de haver precipitações em torno da média é de 43% e, na categoria acima da média, 20%.  Apesar de boas chuvas, a probalidade do estado ter precipitações abaixo da média aumentou em relação ao prognóstico inicial para janeiro, fevereiro e março quando apontou 30%.

Exército recebe denúncia de que pipeiros estão usando água imprópria

O 25º Batalhão de Caçadores intensificou a fiscalização de pipeiros nos municípios do Piauí, após denúncias de que eles estão seguindo rotas diferentes ao determinado pelo contrato. Além de não cumprir com o roteiro, os motoristas contratados teriam dois empregos, o que inviabiliza o cumprimento do acordo, e abastecendo os carros-pipa com água imprópria para o consumo.

Segundo o tenente-coronel do Exército Nixon Frota, a operação carro-pipa atende 62 municípios piauienses e atinge uma população de 200 mil pessoas. O público alvo do serviço são famílias que necessitam desta água, em alguns casos esta é a única fonte potável.

"Estamos recebendo várias denúncias de irregularidades de pipeiros, entre elas de que os motoristas estão acumulando empregos e não teriam tempo hábil para cumprir com o serviço. Em dezembro e janeiro tivemos acidentes envolvendo pipeiros, uma das possíveis causas seria o excesso de cargo de trabalho. Estamos orientando eles para não fazerem isso", comentou.

Outra denúncia grave refere-se ao fornecimento de água não potável. Pipeiros estariam abastecendo os carros em mananciais não aprovados pelas Coordenadorias municipais da Defesa Civil para diminuir o tempo de viagem.

"Estamos notificando estes motoristas e eles têm um prazo para prestar esclarecimento. Caso comprovado que houve uma irregularidade será aberto um processo administrativo e o pipeiro ficará fora dessa atividade. Qualquer pessoa pode ligar para o Disque Denúncia, no telefone 3301-0402, e avisar de problemas com carros-pipa", informou o tenente-coronel.

 

Fonte: G1/Municipios Baianos

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