12/03/2017

Bahia: Hospital Couto Maia continua em reforma

 

Hospital de referência e o único no tratamento de doenças como meningite e tétano, o Couto Maia está sendo alvo de investigação do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), que critica problemas estruturais como fiações velhas, falta de higiene e medicamentos.

A Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) admite as irregularidades e explica que medidas já estão sendo tomadas e uma grande reforma foi iniciada em abril do ano passado.

Responsável pela administração, a Sesab informou que a diretoria do Hospital Couto Maia tem adotado as providências necessárias para minorar alguns problemas. Uma das justificativas para as questões de precariedades estruturais é que tais irregularidades são crônicas, dado os 163 anos da unidade.

“Uma grande obra de reforma foi iniciada em abril de 2016, na qual foi trocada toda a rede elétrica, substituído o telhado e iniciada a pintura de um dos pavilhões. Quanto aos medicamentos, a unidade dispõe de estoque dos principais utilizados na unidade. Com referência às macas e mesas enferrujadas, isso fez parte de um processo de redirecionamento de verbas de custeio, o que fez com que a direção optasse por empregá-la no que era essencial ao paciente”, esclareceu a Sesab.

O órgão lembrou ainda que o Couto Maia atende dois mil pacientes e é dividido em três pavilhões. “Fazem parte da estrutura física 101 leitos, entre os quais seis de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e 30 pediátricos, além de ambulatórios para pessoas com HIV, para neuroinfectologia e para assistência a pacientes com hanseníase”, concluiu.

Pacientes

A equipe de reportagem da Tribuna da Bahia foi até o hospital, que fica localizado em Monte Serrat, na Cidade Baixa, e, mesmo tendo acesso negado na unidade, conversou com alguns pacientes que estavam deixando o local. Apesar da lista de irregularidades citadas pelo MP-BA, pessoas que receberam atendimento no Couto Maia elogiaram a unidade.

 “Sendo sincera, meu trauma de hospital acabou aqui. Já me trataram mal em vários hospitais, incluindo os particulares. Daqui não tenho o que reclamar. Os profissionais são excelentes e cuidados. O quarto estava limpo, tudo organizado. Tem só a questão do calor nas áreas de isolamento. Tirando isso, não tenho o que reclamar”, contou a cuidadora Sueli Caldas, 43, que estava acompanhando uma idosa com pneumonia e suspeita de tuberculosa.

Saúde disponibiliza 100 mil doses da vacina em Alagoinhas

O medo de contrair a febre amarela, que teve um caso confirmado no povoado de Calu, zona rural de Alagoinhas, a 107 quilômetros de Salvador, populações dos municípios vizinhos têm acorrido à cidade em busca da vacina contra a doença.

O Governo Federal, através do Ministério da Saúde, disponibilizou mais 100 mil doses de vacinas para o município, que até ontem recebeu mais uma cota, uma vez que em todos os 30 postos de vacinação os estoques tinham se esgotado no dia anterior.

O pânico que se instalou na cidade fez com que em poucos dias, desde o surgimento de um caso de febre amarela silvestre no município, superlotou os 30 postos de vacinação.

O caso, que está sendo investigado pela Secretaria Estadual da Saúde, ocorreu na localidade de Calu, a poucos quilômetros da sede do município.

No local foram encontrados oito macacos mortos, dos quais, dois estavam infectados pela febre amarela. Pela recomendação do Ministério da Saúde, em situações dessa natureza toda a população do município deve ser vacinada.

A doença acomete os tantos os macacos quanto o homem. No Brasil, a febre amarela é considerada endêmica, sendo comum em zonas de florestas. Mas o último caso registrado em áreas urbanas ocorreu na década de 1940.

No ciclo silvestre da febre amarela, os macacos são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus, e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros  Haemagogus e Sabethes,os mais importantes na América Latina.

Nesse ciclo, o homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata. No ciclo urbano, contudo, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados.Esse mosquito é o mesmo transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Controle

O secretário municipal de Alagoinhas,  Rodrigo Matos, explicou que apesar da intensa procura, a situação é de controle nos postos de vacinação. Ele explicou que mesmo tendo à disposição um estoque de 100 mil doses de vacina, a capacidade de armazenamento do município na é superior a 30 mil doses, o que  faz com que as demais quantidades sejam remetidas de Salvador.

Ele explicou que pelo menos 90 mil pessoas deverão ser vacinadas no município que hoje tem pouco mais de 1245 mil habitantes, mas admite o problema com a chegada de várias pessoas vindas das cidades vizinhas  como Catu e Pojuca e Araças.

Mesmo admitindo que a situação já está controlada, a Prefeitura vai manter o estado de alerta de vacinação, e continuar a fiscalização na zona rural, para possíveis surgimentos de novos casos da doença .

Por sua vez, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) intensificou as ações de controle do vírus da febre amarela em Alagoinhas.  No início da semana o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, esteve na cidade acompanhando o processo de vacinação e orientando a população para que compareça aos postos de vacinação.

Na região de Calu, onde o primeiro caso foi detectado, foi feita a busca ativa de casos suspeitos em toda a área delimitada e a borrifação de inseticida com o uso da UBV (Ultra Baixo Volume) costal na área rural.

Já na área urbana do município, como forma preventiva, cinco unidades de borrifação em veículos vêm sendo usadas, com intervalos de três a cinco dias entre as aplicações.

Na Bahia 66 municípios estão com recomendação do Ministério da Saúde para fazerem a vacinação em massa da população. Em 45 deles a recomendação é permanente, por se situarem em áreas próximas às régios historicamente com registros da doença.

Em outros 21 municípios a vacinação é temporária, por serem considerados áreas de influência da doença  das zonas endêmicas. Salvador não está incluída nesses dois casos.

 

Fonte: Tribuna/Municipios Baianos

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