17/03/2017

Salvador: Cenafert oferece check up de fertilidade feminina

 

A prevenção da infertilidade é uma recomendação médica para toda mulher que quer ser mãe, mas precisa adiar seu projeto maternal para uma idade mais avançada

Cada vez mais a média de idade das mulheres que engravidam vem aumentando. Hoje grande parte das mulheres tem seu primeiro filho após os trinta anos. Se ao adiar o sonho de ser mãe a mulher ganha mais tempo para investir na sua formação acadêmica, no seu desenvolvimento profissional e na conquista de estabilidade financeira, por outro lado, isso pode significar dificuldade para ter filhos com uma idade já mais avançada. A idade é um dos fatores naturais que mais afetam a capacidade reprodutora, já que o pico de fertilidade da mulher é entre os 20 e 25 anos de idade e há declínio significativo e progressivo da fertilidade feminina após os 35 anos. Segundo o ginecologista e especialista em Reprodução Humana, Joaquim Lopes, diretor do Cenafert,  "uma mulher com menos de 30 anos e vida sexual ativa, que deseja ser mãe, pode esperar até dois anos para que aconteça a gravidez se ela já foi avaliada por um especialista e não apresenta nenhum problema que possa afetar sua fertilidade. Caso a mulher tenha mais de 30 anos não deve aguardar mais que um ano para iniciar uma investigação com o especialista. Se atingiu 35 anos, o prazo de espera não deve ultrapassar seis meses. Após os 40 anos se a mulher deseja engravidar deve, de imediato, iniciar a investigação da sua capacidade fértil".

Em Salvador, o Cenafert (Centro de Medicina Reprodutiva) disponibiliza o Check Up de Fertilidade Feminina para mulheres que atingiram 30 anos de idade e que sonham em ser mães no futuro ainda indefinido.  Além da consulta com especialista em Reprodução Humana, que vai avaliar o histórico familiar da paciente, hábitos de vida que podem comprometer a fertilidade e a regularidade do seu ciclo menstrual, dentre outros fatores, a mulher passa também por exames de sangue e de imagem para identificar possíveis fatores de risco para infertilidade, como questões hormonais, reserva ovariana e infecções que podem comprometer o aparelho reprodutor.

"Da mesma forma que o uso de métodos anticoncepcionais é indispensável para casais que desejem evitar a gravidez, as mulheres que sonham em ter filhos no futuro devem ter na sua rotina a prevenção de problemas de fertilidade, uma vez que a mesma entra em declínio progressivo com o passar dos anos ", esclarece o médico Joaquim Lopes.

“A realidade de hoje é que muitas mulheres chegam no consultório querendo ser mães já numa idade mais avançada e sem nunca ter avaliado a sua condição de fertilidade antes", conta o especialista. "Ao diagnosticar precocemente um fator de infertilidade e tratar o quanto antes, a mulher pode evitar que mais adiante tenha problemas para engravidar e que venha a necessitar de tratamentos mais complexos", acrescenta Joaquim Lopes.

A vitrificação também traz uma nova perspectiva para a mulher moderna, que foca sua vida no crescimento profissional e só a partir de uma idade mais avançada começa a pensar na maternidade. A técnica de vitrificação para preservar a fertilidade feminina é realizada através da criopreservação de gametas femininos (óvulos).

Médico Brasileiro faz descoberta inédita sobre efeitos da imunoterapia em tumores reanais

O médico brasileiro Raphael Brandão, responsável pela área científica do Grupo Oncoclínicas - maior rede de clínicas oncológicas da América  Latina - e  oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO) recebeu da Associação Americana de Oncologia Clínica (ASCO - American Society of Clinical Oncology) o prêmio Merit Award por sua pesquisa inédita e inovadora sobre uso da imunoterapia em pacientes com tumores renais classificados como não células claras. Até a divulgação do estudo, liderado  pelo especialista, não havia qualquer dado que levasse à indicação deste tipo de tratamento para tais casos de câncer de rim, considerados muito mais agressivos e letais em comparação ao carcinoma de rim células claras.

O levantamento apresentou os resultados obtidos a partir de uma amostra de 52 pacientes de diferentes nacionalidades de todo o mundo e avaliou as respostas de cada um deles ao longo de 12 meses a partir do uso de drogas imunoterápicas. As descobertas iniciais revelaram que em 20% dos casos houve taxa de resposta.

“Considerando a histologia e os índices de sobrevida de pacientes com  tumores renais não células claras, esse resultado é animador. O estudo ainda terá outras etapas evolutivas, mas a revelação destas respostas positivas a imuno-oncológicos abre novas frentes para o tratamento da doença”, comenta o especialista brasileiro.   "O resultado dessa pesquisa traz um avanço importante para o tratamento de tumores renais e esperança de aumento da sobrevida dos pacientes", ressalta o oncologista Erico Strapasson, da equipe médica do NOB (Núcleo de Oncologia da Bahia), que integra o grupo Oncoclínicas.

As informações geradas pela pesquisa abrem ainda caminho para um importante avanço na adoção de imunoterapia como opção para pessoas diagnosticadas com câncer de rim não celulas claras, como Carcinoma Papilar,  Carcinoma Renal Cromófobo, Ductos Coletores ou Sarcomatóides.

"A pesquisa pavimenta novas formas para evitar a progressão da doença e, mesmo havendo um longo caminho e muitas variáveis a serem avaliadas para indicar as chances de cura, é mais um passo que pode ajudar a desvendar os mecanismos destes tumores imunogênicos e assegurar a efetividade desses novos métodos de tratamento", ressalta o médico Raphael Brandão.

Levantamento mostra o médico como profissional com maior credibilidade e confiança junto aos brasileiros

No Brasil, o médico é o profissional em quem a população mais confia, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM). Essa é a percepção de 26% dos brasileiros, que, em segundo lugar, colocam o professor (24% das menções) e o bombeiro (15%). No extremo oposto, aparecem os políticos (0,3%).

Para o presidente do CFM, Carlos Vital, os resultados revelam que a população “reconhece o mérito na rotina da prática médica, visualiza a perícia, a diligência, a prudência, a humildade e a compaixão nos esforços profissionais dispendidos”. Segundo ele, “apesar dos aviltamentos, das difamações da categoria médica e das deserções dos postulados morais por parte de poucos médicos, a população ainda preserva a outorga de crédito à imensa maioria da classe”.

O levantamento coloca ainda a medicina e a educação (escolas) como a instituição ou profissão com maior credibilidade junto aos brasileiros, ambas com 19% de citações. Na segunda posição, aparece o Corpo de Bombeiros, com 15%. O Congresso Nacional mereceu apenas 0,3% das menções. O questionário foi aplicado com 2.089 pessoas entre 31 de agosto a 3 de setembro, em todas as regiões do País, em áreas metropolitanas e no interior.

De acordo com as regiões, o médico conta com mais credibilidade e confiança junto às populações do Nordeste e do Sudeste, que apresentam índices de 31% e de 27%, respectivamente. Quando o dado é analisado em função de faixa etária, constata-se que o desempenho positivo dos médicos é melhor junto aos que têm mais de 60 anos confiam mais nos médicos (31%), entre as mulheres (27%), nos municípios do interior do país (29%) e entre os portadores de ensino fundamental (31%).

Ao mesmo tempo em que confia nos médicos, a população reconhece que esses profissionais têm sua atuação prejudicada devido à falta de condições estruturais. Para 94% dos entrevistados, a qualidade do trabalho do médico é afetada por problemas, como as precárias condições de trabalho (41%), pelos baixos salários e pela corrupção na área de saúde (33%, cada uma) e pela má gestão da saúde pública (28%).

Também foram apontados como fatores que impedem o pleno exercício da medicina: a falta de acesso a exames e tratamentos de complexidade (25%); a falta de fiscalização (24%), de clínicas e de hospitais; e a ausência de leitos para internação no SUS, entre outros problemas. As condições de trabalho foram apontadas como apontadas como os principais problemas para os moradores do Norte e Centro Oeste, de regiões metropolitanas, mulheres, entre 25 a 34 anos e com nível superior. 

Os baixos salários foram indicados como principais problemas para os moradores da região sudeste, das regiões metropolitanas, do sexo masculino, com mais de 60 anos e com nível fundamental. Já a corrupção na área da saúde foi percebida como um principal problema pelos homens moradores de regiões metropolitanas do Norte e Centro Oeste, com idade de 16 a 44 anos e com nível superior.

 

 

Fonte: Por Carol Campos – assessoria de imprensa/Assimp CFM/Municipios Baianos

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