18/03/2017

Balé volta ao palco do TCA com o projeto Endogenias

 

Espetáculo concebido a partir de coreografias criadas pelos próprios bailarinos da companhia, o projeto Endogenias do Balé Teatro Castro Alves (BTCA) volta a cartaz nos dias 25 e 26 de março, na Sala Principal do TCA, às 20h.

A apresentação, com a plateia no palco, traz uma estreia para o público: a coreografia DAN, concebida e dirigida por Rosa Barreto, que propõe uma reflexão sobre a dualidade no mundo, a partir da simbologia afro-brasileira de Oxumaré, orixá ambíguo por pertencer à água e à terra, sendo macho e fêmea.

Além de DAN, o BTCA se apresenta no sábado (25) com as coreografias Youkali, de Konstanze Mello, livremente inspirado na obra de Bertolt Brecht e Kurt Weil, "Cabaré Youkali", e De Lírios, de Tutto Gomes,"  "uma valorização da cultura popular nordestina", tendo como ponto de partida o Movimento Armorial (anos 1970), liderado por Ariano Suassuna.

Já no domingo (26), o público confere Generx, de Leandro de Oliveira, que aborda a identidade de gênero e a sexualidade - a criminalização, o preconceito, a tolerância e a celebração, e novamente DAN. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).

Vigor e ousadia

O diretor artístico do BTCA, o bailarino, coreógrafo e professor Antrifo Sanches, explica que o projeto Endogenias, criado em 2016, tem a ver com a qualidade daquilo que se origina no interior de um organismo, de um sistema, ou que se desenvolve pela influência de fatores internos. Endogenias remete a um processo de crescimento do próprio Balé, que parte do interior para o exterior, e se apresenta como um todo, numa cena inteira bastante contemporânea: "Vigor e ousadia, para sair da zona de conforto, foram as palavras de ordem que nortearam a concepção dessa proposta, que o público confere muito de perto e até mesmo interage em alguns momentos". A montagem não é recomendada para menores de 18 anos, por conter cenas de nudez e conteúdo sexual. O BTCA é mantido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA) através da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb).

  • COREOGRAFIAS:

DAN (estreia)

Concepção e direção coreográfica de Rosa Barreto, DAN - cujo nome simboliza a serpente sagrada do Daomé-Benin que representa a eternidade e a mobilidade sob a figura de uma cobra que engole a própria cauda - propõe uma reflexão sobre a dualidade no mundo. Elementos contrários que dialogam e até mesmo coexistem. A inspiração, a partir do referencial na cultura Afro-brasileira, foi a simbologia de Oxumaré, orixá ambíguo por pertencer à água e à terra, sendo macho e fêmea, e representa a necessidade do movimento de transformação. Oxumaré o orixá de todos os movimentos, de todos os ciclos.

GENERXS (pronuncia gênerixs), de Leandro de Oliveira

A coreografia discute o gênero, a identidade de gênero e a sexualidade, tendo como foco os limites simbólicos impostos aos indivíduos e as relações de poder estabelecidas entre eles dentro do contexto interpessoal. O trânsito e consequente fluxo de imagens na cena têm como base três fases: a criminalização e o preconceito; a tolerância relativa; e a celebração. Deste modo GENERXS - corpos em trans trânsito - pretende levar o público a refletir sobre gênero, partindo de imagens e contextos do cotidiano a que são submetidos os indivíduos na construção das suas identidades.

"YOUKALI", de Konstanze Mello

Livremente inspirada na obra Cabaré Youkali, do dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht (1898-1956), e do também alemão, o compositor Kurt Weill (1900-1950), esta versão com o titulo de "Youkali", acontece num bar dançante onde tudo é permissível. Diante de uma realidade altamente instável e perversa, um utópico lugar onde se pode viver o que realmente é desejável, sem censura e/ou julgamentos. A coreografia "Youkali" atualiza o sonho de um mundo melhor.

"DÊ LÍRIOS", de Tutto Gomes

O ponto de partida dessa montagem foi o marco estabelecido na década de 1970, quando o escritor paraibano Ariano Suassuna (1927-1914) lançou o "Movimento Armorial", com a proposta de uma arte erudita a partir das raízes culturais e populares do nosso país. A coreografia procura encontrar um elo entre a arte popular e a dança contemporânea, mais precisamente voltada para a identidade nordestina, que é rica em sua maneira peculiar de se relacionar, com as influências norte-americanas e europeias, e ainda assim encontrar uma maneira única de evoluir.

  • SERVIÇO

BALÉ TEATRO CASTRO ALVES - "ENDOGENIAS"*

Dir. Artístico: Antrifo Sanches

Onde: Sala Principal do Teatro Castro Alves (plateia no palco)

Quando: dia 25 de março (sábado): Youkali, De Lírios e DAN

dia 26 de março (domingo: Generxs e DAN

Ingressos: R$ 10/ R$ 5

*Espetáculo não recomendado para menores de 18 anos (desacompanhados), por conter cenas de nudez e conteúdo sexual.

Sarau da Onça divulga resultado de concurso literário 2017

Saiu o resultado do concurso literário do Sarau da Onça 2017. O certame é integrante do II Festival de Arte, Cultura e Concurso Literário Sarau da Onça, projeto patrocinado pelo Governo do Estado, através do Fundo de Cultura do Estado, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

Foram selecionados poemas e contos de cinquenta autores, cujos textos vencedores serão publicados em 5000 exemplares de uma antologia, sem custo para os participantes, que vão receber cinco exemplares cada um, a título de direitos autorais, no dia do lançamento do livro. O lançamento está datado para ocorrer no dia 13 de maio, no Cenpah (Centro de Pastoral Afro), às 19h. Até lá, a comissão organizadora irá enviar um email para os selecionados informando quais as etapas seguintes do processo.

Centenas de inscrições foram realizadas e uma equipe de especialistas em língua e literatura se encarregou de ler, analisar e selecionar os vencedores. Uma tarefa difícil, dado que a cena poética da cidade tem crescido bastante, principalmente por iniciativas como do Sarau da Onça, que realiza saraus quinzenais, oficinas de criação de textos e intercâmbios entre bairros, produtores culturais, projetos, grupos, não só de literatura como de outras áreas de conhecimento.

Batalha Slam

Neste sábado (18) o Sarau da Onça realiza no Cenpah, em Novo Horizonte - entre o bairro da Sussuarana Velha e Sussuarana Nova – a primeira edição de 2017 do “Slam da Onça – Circuito Slam Br”. O evento vai eleger um (a) representante para participar do Circuito Slam Br nacional, em São Paulo, que acontece entre os meses de novembro e dezembro.

Os interessados devem se inscrever no dia do evento, uma hora antes do início, marcado para às 19h. Este ano serão cinco etapas até a batalha final, que acontece em julho. O critério para inscrição é que a poesia seja autoral, tenha no máximo 3 mim, além de ser proibido o uso de adereço. Ano passado Fabiana Lima, do grupo de poesia Resistência Poética, foi a grande vencedora do “Slam da Onça” e ficou em segundo lugar no circuito nacional.

Além da batalha de poesia, será realizada no Cenpah a I Feira Afro Empreendedora. A feira vai contar com cinco expositores autônomos que irão comercializar produtos diversos, entre eles: bonés, camisas, brincos e turbantes. A feira começa a partir das 9h.

O Sarau da Onça atua desde 2012 no bairro de Sussuarana, e é fruto da iniciativa de jovens do bairro que, insatisfeitos com a situação de violência vivida pelos jovens negros, pobres e periféricos, resolveram atuar como fortes aliados no resgate de valores e na construção de uma sociedade mais igualitária, através da arte. O Sarau é uma das principais opções de atividades culturais e educativas para os moradores do local.

 

Fonte: Ascom SecultBa/Municipios Baiabos

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