22/03/2017

Brasil é o 22° país mais feliz do mundo, aponta relatório

 

O Brasil foi eleito o 22° País mais feliz do mundo, de acordo com o Relatório Mundial da Felicidade de 2017, elaborado a pedido da ONU e divulgado nesta segunda-feira.

A lista foi elaborada pela Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável da ONU (SDSN), coicidindo com o Dia Internacional da Felicidade.

No primeiro lugar da lista está a Noruega, de acordo com um grupo de especialistas, que analisaram o nível de felicidade dos países a partir de diversos indicadores, como o sistema político, os recursos, a corrupção, a educação e o sistema de saúde.

Entre os latino-americanos, o primeiro lugar ficou com a Costa Rica, já que atingiu 7,079 pontos sobre dez, o que valeu o 11° posto da classificação mundial.

O relatório estudou os casos de 155 países e utilizou dados de entre 2014 e 2016.

Segundo as conclusões do painel de analistas, a Costa Rica é seguida por Chile (20), Brasil (22), Argentina (24) e México (25), todos com mais de 6,5 pontos.

No posto 28 figura o Uruguai, no 29 a Guatemala e no 30 o Panamá.

Na parte média da tabela estão Colômbia (36), Nicarágua (43), Equador (44), El Salvador (45), Bolívia (58), Peru (63) e Paraguai (70).

Já no final da lista de classificação aparecem Venezuela (82), República Dominicana (86) e Honduras (91).

Além disso, o relatório avalia as mudanças ocorridas entre os períodos 2005-2007 e 2014-2016 para 126 países.

Segundo estes cálculos, os países que melhoraram seus índices são maioria na América Latina e no Caribe.

A Nicarágua é o estado que mais avançou desde 2005, com um aumento de 1,364 pontos.

A maior parte dos países da América do Sul conseguiu aumentar seus índices de felicidade em 12 anos, uma tendência que contrasta com a baixa pronunciada destes indicadores na Venezuela que, com quase um 1,6 menos, aparece como o país que mais piorou não só entre os latino-americanos, mas em nível global.

No mesmo período, os indicadores de felicidade se estagnaram ou diminuíram relativamente na América Central, e paradoxalmente, o país melhor qualificado no continente, Costa Rica, foi o que mais piorou em 12 anos em sua região, com uma queda de seu índice de felicidade de 0,178.

Noruega é o país mais feliz do mundo, aponta estudo

ga é o país mais feliz do mundo, aponta o Relatório Mundial da Felicidade 2017, divulgado nesta segunda-feira (20/03) em Nova York. A quinta edição do estudo anual, que inclui 155 países, foi apresentada por ocasião do Dia Internacional da Felicidade, celebrado desde 2012.

O Brasil ocupa o 22° lugar no ranking, logo atrás dos Emirados Árabes Unidos e logo à frente da República Tcheca e da Argentina. A Alemanha está na posição 16, atrás da Irlanda e à frente da Bélgica. Outros países europeus tiveram desempenho pior que o alemão, como é o caso do Reino Unido, na 19ª colocação, e da França, em 31° lugar.

Entre os países latino-americanos, a Costa Rica é o melhor colocado, na posição 12, atrás de Israel. O Chile é o mais feliz entre os sul-americanos, no 20° lugar.

Neste ano, a Noruega saiu do quarto lugar em 2016 e passou à liderança, superando a Dinamarca, primeira colocada na última edição e agora em 2° lugar. Em terceiro, vem a Islândia, seguida pela Suíça (primeira colocada em 2015) e a Finlândia, em quinto. Atrás deles vêm Holanda, Canadá, Nova Zelândia e Austrália. A Suécia aparece logo atrás, no décimo lugar.

No 152° lugar está a Síria, atrás de Ruanda e seguida pelos últimos colocados no ranking: Tanzânia, Burundi e República Central Africana. Com exceções, entre outros, de Síria, Afeganistão, Haiti, Ucrânia e Iêmen, a maioria dos 30 países em pior colocação fica na África.

O levantamento leva em consideração o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, a expectativa média de vida, a percepção de apoio recebido no próprio ambiente social e a percepção de confiança no governo e nas empresas em relação à corrupção.

O levantamento considera também a percepção dos entrevistados quanto à liberdade de tomar decisões próprias para influenciar suas vidas e a generosidade dos entrevistados em relação a doações. Fatores negativos, como preocupações, tristeza e raiva também desempenham um papel no estudo. O relatório deste ano é baseado em dados coletados entre os anos de 2014 e 2016.

O Relatório Mundial da Felicidade é produzido desde 2012 com apoio da ONU. Um de seus editores é o economista americano Jeffrey Sachs, da Universidade de Columbia, que realiza o trabalho com apoio de uma equipe de especialistas internacionais.

Itália é o país com população mais saudável do mundo

A Itália foi eleita nesta segunda-feira (20) como o país que tem a população mais saudável do mundo, segundo índice de Saúde Global da Bloomberg, que avaliou o nível de saúde de 163 países.

De acordo com o estudo, uma criança nascida na Itália hoje tem uma expectativa de vida de aproximadamente 80 anos, enquanto que em países como Serra Leoa, é de cerca de 52 anos.

A pesquisa avaliou os países segundo variáveis como a expectativa de vida, as causas mais comuns de morte e os fatores que colocam a saúde da população em risco, que inclui a taxa de indivíduos com pressão alta, fumantes, desnutrição ou falta de acesso a água potável.

Mesmo enfrentando uma forte crise econômica e financeira, em que o crescimento está estagnado há décadas, a taxa de desemprego entre jovens chega a quase 40% e seu déficit orçamentário está entre os mais altos do mundo, a Itália tem o povo mais saudável devido ao “excesso de médicos” existentes no país, informou a Bloomberg.

Além disso, a Itália estimula a vida saudável por meio de um dos programas mais populares da televisão que é “Um médico na família”. Sem contar que os italianos contam com a dieta mediterrânea, considerada a mais saudável de todas. No “top 5” do ranking mundial, está a Itália na primeira posição, seguida da Islândia, Suíça, Cingapura e Austrália. O estudo também conclui que nem sempre países desenvolvidos estão entre os mais saudáveis do mundo, como por exemplo, os Estados Unidos, que ocupam o 34º lugar, tendo em vista que 67,3% da população do país é obesa.

Corações mais saudáveis do mundo estão em povoado indígena da Bolívia, indica estudo

Os corações mais saudáveis do mundo são dos tsimane (ou chimane), um povo indígena que vive nas florestas no norte da Bolívia, revela um novo estudo.

Segundo a pesquisa, publicada na revista científica Lancet , praticamente nenhum tsimane tinha sinais de artérias entupidas - inclusive aqueles com idade avançada.

"É uma população incrível" com dietas e estilos de vida radicalmente diferentes, dizem os pesquisadores.

Os tsimane caçam a própria comida e comem o que plantam.

Os responsáveis pelo estudo afirmam que, apesar de o restante do mundo não poder fazer o mesmo, há lições a serem aprendidas.

Atualmente, a população dos tsimane está estimada em 16 mil. Eles caçam, pescam e cultivam alimentos ao longo do Rio raniqui, na floresta amazônica da Bolívia.

O estilo de vida deles guarda semelhanças com o da civilização humana de milhares de anos atrás.

O povoado isolado exigiu esforço dos cientistas, que tiveram de pegar vários voos e até uma canoa para chegar ao local.

Como é a dieta tsimane - e no que ela difere da nossa?

- 17% da dieta dos tsimane é uma combinação de carnes de porco selvagem, anta e capivara;

- 7% é composta de peixes frescos, como piranha e bagre;

- O restante vem da agricultura, como arroz, milho, mandioca e banana da terra;

- Eles também consomem grandes quantidades de frutas silvestres e nozes.

Ou seja...

- 72% das calorias diárias dos tsimane vêm de carboidratos, comparado a 52% nos Estados Unidos;

- 14% vêm de gorduras, comparado com 34% nos Estados Unidos (eles também consomem muito menos gordura saturada);

- Tanto os tsimane quanto os americanos consomem o mesmo porcentual de proteínas (14%), mas o povo indígena come mais carne magra.

Atividade física

Os tsimane também são mais bem mais ativos - os homens dão 17 mil passos por dia, e as mulheres, 16 mil.

Até os maiores de 60 anos têm um desempenho bem acima do recomendado: 15 mil.

Especialistas aconselham que as pessoas deem pelo menos 10 mil passos diários para manter um estilo de vida saudável.

Quão saudável é o coração dos tsimane?

Para chegar às conclusões, os cientistas observaram o nível de cálcio nas artérias dos tsimane - que indica o sinal de entupimento dos vasos sanguíneos e o risco de parada cardíaca.

Eles examinaram o coração de 705 integrantes do povoado indígena por meio de tomografia computadorizada - e também receberam a ajuda de um grupo de pesquisa com experiência na análise de corpos mumificados.

Aos 45 anos, quase nenhum tsimane tinha CAC nas suas artérias, comparado a 25% dos americanos.

E quando atingiram a idade de 75 anos, dois terços dos tsimane não apresentavam nenhuma formação de cálcio no coração, comparado a 80% dos americanos.

Os pesquisadores vêm estudando o povo há muito tempo. Dessa forma, eliminaram a possibilidade de que os resultados do estudo pudessem ter sido afetados pela morte precoce de alguns dos integrantes da comunidade.

Um dos pesquisadores, Michael Gurven, professor de antropologia da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, disse à BBC que o nível de cálcio no coração dos tsimane "é muito menor do que em qualquer outra população do mundo para a qual existem dados".

"As mulheres japonesas são as que chegam mais perto (dos tsimane), mas mesmo assim há um oceano de distância", acrescentou.

Os tsimane também fumam menos, mas contraem mais infecções, o que potencialmente aumenta o risco de problemas cardíacos por causa da inflamação no corpo.

Os pesquisadores acreditam, contudo, que vermes intestinais - que atenuam as reações do sistema imunológico - podem ser mais comuns nos organismos dos integrantes do povo indígena, ajudando, assim, a proteger seus corações.

O que os tsimane podem nos ensinar?

"Diria que precisamos de uma abordagem mais holística em relação ao exercício físico do que simplesmente praticá-los no fim de semana", diz Gurven.

Para Gregory Thomas, do centro médico Long Beach Memorial na Califórnia, que também participou do estudo, "para manter a nossa saúde em dia, devemos nos exercitar muito mais do que nos exercitamos".

"O mundo moderno está nos mantendo vivos, mas a urbanização e a especialização da força de trabalho podem ser novos fatores de risco (para o coração)", acrescentou o especialista.

"Os tsimane também vivem em pequenas comunidades, socializam bastante e mantêm uma perspectiva otimista para a vida", completou.

Reações

Gavin Sandercock, professor de fisiologia clínica na Universidade de Essex, no Reino Unido, que não participou do estudo, elogiou as descobertas da pesquisa.

"É uma excelente pesquisa com descobertas únicas", afirmou.

"Os tsiname obtêm 72% de sua energia dos carboidratos. E o fato de eles terem os melhores indicadores de saúde cardiovascular já registrados vai de encontro à suposição de que os carboidratos não são saudáveis."

Já o professor Naveed Sattar, da Universidade de Glasgow, disse se tratar de "um maravilhoso estudo da vida real que reafirma tudo o que entendemos sobre como prevenir doenças coronarianas".

"Em outras palavras, ter uma dieta saudável pobre em gorduras saturadas e repleta de produtos não processados, não fumar e ser ativo ao longo da vida está associado a um risco menor de entupimento de vasos sanguíneos", conclui.

As doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, são a maior causa de mortes no Brasil - são mais de 700 paradas cardíacas por dia e 300 mil mortes por ano (um terço do total geral).

A alta freqüência do problema posiciona o Brasil entre os dez países com maior índice de mortes por doenças cardiovasculares.

 

Fonte: EFE/Deutsche Welle/Ansa/Municipios Baianos

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