23/03/2017

Salvador: Festival Maré de Março leva arte para as ruas

 

Já imaginou estar passando na rua e ver uma peça sendo encenada no meio da praça, com atores, figurinos e tudo mais? Ou de repente,  estar no ponto de ônibus e se deparar com uma moça vestida de circo e tocando  sanfona. Se você der de cara com alguma dessas coisas pelas ruas de Salvador não estranhe, trata-se da IV edição do Festival Maré de Março, que começa sábado  e segue até 02 de abril, apresentando 29 espetáculos nas ruas e em espaços alternativos.

O festival comemora o mês do circo e do teatro e explora  a relação das artes cênicas com a cidade. “Quando levamos o teatro para rua, há uma possibilidade de fruição de um público que não está acostumado a frequentar teatros. Não é uma linguagem tão acessível como a TV e a internet, que trazem uma oferta muito mais sedutora do que o trabalho artesanal do teatro”, afirma o coordenador do festival e diretor do grupo de teatro Vilavox, Gordo Neto.

Os espetáculos serão apresentados em 14 locais diferentes em 10 bairros: Largo do Santo Antônio Além do Carmo,  Casa Preta, Terreiro Bate Folha,  Largo Dois de Julho e Praça Ana Lúcia Magalhães, são alguns dos espaços que receberão o festival.

A principal novidade deste ano está na programação especial montada para crianças, o Plateia - Plataforma de Teatro para Infância e Adolescência.

“Essas crianças são os futuros consumidores do teatro e precisamos ver como esta arte está chegando a elas”, afirma Gordo. Nos fins de semana, a programação será recheada com espetáculos infantis e infantojuvenis. Sempre antes do início das apresentações, as crianças podem participar da recreação infantil comandada pelo grupo do Acampamento Arraial.

Programação 

Dos quase 30 espetáculos que compõem o Maré de de Março, 11 foram convidados e 18 selecionados pela curadoria - feita por por Gordo Neto, pelo ator e diretor baiano Luiz Antônio Júnior, que faz parte da Outra Companhia de Teatro, e com assistência técnica de Fred Alvin. “Inicialmente devíamos apresentar 20 espetáculos e foram 61 inscritos, incluindo peças de outros estados. Para a seleção, levamos muito em conta a perspectiva do evento. Tinha alguns espetáculos que nunca haviam sido apresentados na rua, então priorizamos aqueles que já tinham a rua como origem”, explica Gordo.

Entre os espetáculos convidado estão A Ruína dos Anjos e O Que De Você Ficou Em Mim, do grupo A Outra Companhia de Teatro. Ambas são baseadas em um processo de ocupação da região do Centro Comercial Politeama, onde fica a sede da companhia. “O primeiro passo foi enxergar esse lugar, entender seu contexto e criativamente interferir nele. Todo o processo foi alterado para  construir um ambiente em que os moradores pudessem abraçar o grupo e conviver com a rua, até então esvaziada e marginalizada” afirma Luiz Antônio, que dirige as peças.

“Buscamos ter sempre a rua viva, sem interromper o fluxo do trânsito, por exemplo, interagindo inclusive com os riscos desse espaço, usando isto como dispositivo durante a criação e apresentação de nossas obras. A Ruína de Anjos foi uma montagem feita para a rua, já O Que De Você Ficou Em Mim, começamos no calçadão em frente ao Politeama e depois adentramos no prédio”, completa.

A programação completa do Festival Maré de Março estão disponível no site www.maredemarcofestival.com.br

Palco no corpo

A performance A Sanfonástica Mulher Lona, de Lívia Matos, é uma das selecionadas pela curadoria. Nas apresentações, ela veste um cenário-figurino que imita uma tenda de circo, e toca sua sanfona dentro da tenda. A Sanfonástica estreou ano passado, em Santo Amaro, e já foi mostrada em São Paulo, Campinas, Sorocaba, Salvador e Cabo Verde, na África. “Dentro da minha tenda de circo eu vejo a melhor parte do espetáculo, que é a emoção das pessoas. Na rua você consegue ter uma intimidade muito maior com o público, é uma interação muito mais próxima”, afirma Lívia.

Toda a programação do Festival Maré de Março será acompanhada por uma equipe de curadores de festivais nacionais e internacionais. A ideia é mostrar a diversidade da cena teatral soteropolitana, podendo até fazer com que os espetáculos circulem em outras mostras. Além disso, a programação ainda contará com a Oficina de Circulação Nacional e Internacional, ministrada pelo ator e diretor Marcelo Bones, consultor de importantes festivais teatrais brasileiros.

A oficina pretende colaborar para que os participantes possam preparar melhor o material de apresentação dos seus espetáculos para festivais, mostras e feiras. Os encontros acontecem de 27 a 29, no Teatro Castro Alves, das 10h às 13h. O oficina conta com 20 vagas e as inscrições podem ser feitas até esta sexta no site do festival.

Festa de reggae terá destaque para a sustentabilidade

Não é somente a música que vai dar o tom do Eco Reggae. A festa - que terá shows de  atrações como  Ponto de Equilíbrio, The Abyssinias e Igor Salify - também focará na sustentabilidade. Todo o lixo gerado durante o projeto passará por uma triagem, para que seja reciclado.

A decoração também seguirá essa linha, com objetos feitos a partir da reaproveitação. O evento acontece dia 20 de maio, a partir das 20h, na Vila Eco Bahia, na Paralela.

Varanda do Sesi recebe o “Baile B” com Márcia Short em abril

Durante os sábados do mês de abril, a Varanda do Sesi, no Rio Vermelho, vai abrigar a estreia do “Baile B”. São cinco festas no comando do talento, do swing e do bom humor de Márcia Short, um dos grandes nomes da música baiana, dona de uma voz potente e inconfundível. "Vamos nos divertir e trazer para o palco música baiana e brasileira pra dançar. Estamos experimentando um repertório incrível, cheio de blacks na composição", conta Márcia Short. 

A ideia é promover uma noite com a Black Music ampliada e atualizada pelo tempo, incluindo os blacks baianos das últimas décadas. "Esse B é de Black, de Bahia, de Brasil, de Balanço, de Brincar, de Brasilidade, de Lado B, de beijo e de Bora Viver", brinca Andrezão Simões, que assina a criação e realização artística dos eventos.

A direção musical é de um conhecido músico "swingueiro": o guitarrista baiano Raimundo Nova. "Será uma banda versátil, com linguagens modernas para o balanço. Vamos de BenJor a Baiana System, da Black Rio com a cena black baiana, do Recôncavo ao Planalto. É uma festa de vida", destaca Nova.

As apresentações do “Baile B” acontecerão em todos os sábados de abril (1, 8, 15, 22 e 29), na Varanda do Sesi, a partir das 22h.

  • Serviço:

O quê: Baile B, com Márcia Short

Datas: 1, 8, 15, 22 e 29 (sábados) de abril de 2017

Hora: a partir das 22h

Local: Varanda do Sesi (Rua Borges dos Reis, Rio Vermelho

Couvert Artístico: R$ 30,00

 

Fonte: Correio/Bahia Já/Municipios Baianos

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