25/03/2017

Luta das mulheres é tema da 7ª Caminhada da Rainha Nzinga

 

Com o propósito de celebrar as conquistas do passado e destacar um presente de lutas, as mulheres do Nordeste de Amaralina vão às ruas neste sábado (25), às 9h, na 7ª Caminhada da Rainha Nzinga, evento realizado pelo Centro Social Urbano (CSU) do Nordeste de Amaralina, vinculado à Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Estado (SJDHDS), tendo como tema ‘Mulher símbolo da transformação e luta’.

A caminhada é formada por diversas alas temáticas, com a participação dos projetos sociais e culturais, personalidades e moradores do Nordeste. Sairá do CSU Nordeste, no Beco da Cultura, percorre a rua Manoel Dias, na Pituba, e finaliza no Largo das Baianas, em Amaralina. O secretário Carlos Martins participará do evento, que terá a presença do grupo Capoeira Mangangá e outras atrações musicais.

Para a coordenadora do CSU Nordeste, Andreia Macedo, a iniciativa demonstra o poder organizacional da sociedade civil do bairro, ao mesmo tempo em que pede apoio para novos projetos. “O Nordeste só é visto como um local que fornece mão de obra barata, mas, quando as mulheres do bairro se reúnem e fazem um evento como esse, mostram a organização de uma comunidade, que tem escolas, comércio forte, contando com o apoio do Governo do Estado, via o CSU, e projetos que acontecem dentro do Nordeste”.

Uma programação com atividades de cidadania, direito, empreendedorismo e valorização da autoestima antecede a caminhada. Nesta sexta (24), acontecem oficinas de turbante e trançado, entre outras atividades, na sede do CSU Nordeste de Amaralina. Também serão realizadas duas palestras, com a jornalista Patricia Bernardes, sobre o combate à violência contra a mulher, e com um representante do Procon para debater empreendedorismo.

Rainha Nzinga

Criada em 2010, a Caminhada da Rainha Nzinga do Nordeste de Amaralina tem como ícone a rainha do Ndongo, atual Angola, Nzinga Mbandi (1582-1663). Símbolo da resistência africana à colonização, ela entrou para a história como combatente destemida, exímia estrategista militar e diplomata astuciosa. Chefiou, pessoalmente, o exército até seus 73 anos e era tão respeitada pelos portugueses que a Angola só foi dominada depois da sua morte, aos 81 anos.

Nzinga nasceu entre os africanos de língua bantu, os mesmos que, escravizados no Brasil, criaram o samba e a capoeira. Para Andreia Macedo, “a história de resistência de Nzinga deve ser referência para as mulheres negras do Nordeste de Amaralina, que lutam diariamente pela sobrevivência, pelo empoderamento e criação dos filhos”.

Exposição ‘Salvador 468 anos: Uma Viagem no Tempo’ presta homenagem no aniversário da cidade

A cidade de Salvador completa em 29 de março mais um aniversário de fundação e, como parte das comemorações, o público poderá conferir a mostra ‘Salvador 468 anos: Uma Viagem no Tempo’. A exposição se propõe a mostrar a cidade de São Salvador, primeira capital do Brasil, através de fotos e postais do acervo do Museu Tempostal (Pelourinho), com imagens desde fins do século XIX a meados do século XX. A mostra – itinerária com 10 totens e 20 lâminas - estará aberta ao público de 27 de março a 7 de abril em quatro estações do metrô de Salvador: de 27 a 29/3 Estação Lapa; de 30 a 1/4 Estação Acesso Norte; de 2 a 4/4 Estação Pirajá; e de 5 a 7/4 Estação Rodoviária.

A exposição ‘Salvador 468 anos: Uma Viagem no Tempo’ é fruto de uma parceria iniciada em 2016 entre o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), a Diretoria de Museus (DIMUS) e a concessionária responsável pela construção e operação do Metrô, a CCR Metrô Bahia, que prevê a realização de uma série de atividades educativas e culturais nas estações do sistema metroviário durante o ano de 2017.

O objetivo da mostra é levar o público a fazer uma caminhada no tempo, visualizando panoramas do urbanismo e a arquitetura no passado, para uma compreensão das paisagens urbanas no presente. A exposição retrata as transformações que a cidade viveu, através das mudanças políticas e econômicas desde a Colônia aos períodos contemporâneos. É possível visualizar transformações e a expansão de “Norte a Sul”; do Centro Antigo – o bairro do Comércio, Pelourinho – à Barra, e bairros do entorno, Nazaré e o Antigo Dique. “Um crescimento que se refletiu na evolução dos meios de comunicação e na vida cotidiana da cidade. Todos esses aspectos estão registrados nessas imagens o acervo que integram a mostra, para contemplação e homenagem à nossa cidade”, acrescenta Luzia Ventura, coordenadora do Museu Tempostal.

“Esta mostra comemorativa sugere uma viagem no tempo, um mergulho na nossa história a fim de que possamos acompanhar, através das imagens, as transformações que ocorreram principalmente na paisagem urbana e cultural da cidade de Salvador ao longo desses 468 anos”, informa Fátima Soledade, responsável pelo Núcleo de Articulação da DIMUS.

“Resgatar a história da primeira capital do Brasil e suas inúmeras transformações ao longo do tempo tem tudo a ver com o Metrô, que certamente integrará retrospectivas históricas das próximas décadas e séculos, como projeto que mudou a mobilidade e a qualidade de vida em Salvador, o que gradualmente já vem acontecendo”, ressalta o gestor de Atendimento e Operação da CCR Metrô Bahia, Hamilton Trindade.

  • Serviço:

Exposição ‘Salvador 468 anos, Uma Viagem no Tempo’

Período: de 27 de março a 7 de abril

Estações: de 27 a 29/3 Estação Lapa; de 30 a 1/4 Estação Acesso Norte; de 2 a 4/4 Estação Pirajá; e de 5 a 7/4 Estação Rodoviária

Realização: DIMUS/IPAC e CCR Metrô Bahia

BTCA volta a cartaz neste fim de semana com projeto Endogenias

Espetáculo concebido a partir de coreografias criadas pelos próprios bailarinos da companhia, o projeto Endogenias, do Balé Teatro Castro Alves (BTCA), volta a cartaz neste sábado (25) e domingo (26), na Sala Principal do TCA, às 20h. A apresentação, com a plateia no palco, terá a estreia da coreografia DAN, concebida e dirigida por Rosa Barreto, que propõe uma reflexão sobre a dualidade no mundo, a partir da simbologia afro-brasileira de Oxumaré, orixá ambíguo por pertencer à água e à terra, sendo macho e fêmea.

Além de DAN, o BTCA se apresenta no sábado (25) com as coreografias 'Youkali', de Konstanze Mello, livremente inspirado na obra de Bertolt Brecht e Kurt Weil, 'Cabaré Youkali', e 'De Lírios', de Tutto Gomes, tendo como ponto de partida o Movimento Armorial (anos 1970), liderado por Ariano Suassuna. Já no domingo (26), o público confere 'Generx', de Leandro de Oliveira, que aborda a identidade de gênero e a sexualidade - a criminalização, o preconceito, a tolerância e a celebração, e novamente DAN. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).

O diretor artístico do BTCA, o bailarino, coreógrafo e professor Antrifo Sanches, explica que o projeto Endogenias, criado em 2016, tem a ver com a qualidade daquilo que se origina no interior de um organismo, de um sistema, ou que se desenvolve pela influência de fatores internos. Endogenias remete a um processo de crescimento do próprio Balé, que parte do interior para o exterior, e se apresenta como um todo, numa cena inteira bastante contemporânea.

“Vigor e ousadia, para sair da zona de conforto, foram as palavras de ordem que nortearam a concepção dessa proposta, que o público confere muito de perto e até mesmo interage em alguns momentos”, explica Sanches. A montagem não é recomendada para menores de 18 anos, por conter cenas de nudez e conteúdo sexual. O BTCA é mantido pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult), por meio da através da Fundação Cultural (Funceb).

Passeio Público é cenário para sessão fotográfica do Corpo de Baile Sonho de Valsa

O Passeio Público, museu a céu aberto localizado no Campo Grande, foi o cenário escolhido para a sessão fotográfica do grupo Corpo de Baile Sonho de Valsa. O grupo é constituído por jovens da periferia de São Caetano e já realizou apresentações no Teatro Castro Alves, além de ter sido destaque em programas televisivos como o ‘Esquenta’ da Rede Globo. As fotos serão registradas no domingo (26) e vão compor o portfólio do grupo de dança.

SOBRE O PASSEIO

Localizado em espaço nobre da capital baiana, com vista para a Baía de Todos os Santos e espécies de flora que proporcionam ambiente bucólico, o Passeio Público é considerado um museu a céu aberto pela sua importância arquitetônico-paisagística e urbanística, e por elementos artísticos presentes, como estátuas.

Conhecido por ser um espaço democrático, onde acontecem diversas manifestações educativas e culturais, o Passeio Público é administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), que também tombou e está responsável pelo Palácio da Aclamação, edificação contígua ao Passeio e antiga residência dos governadores da Bahia.

O Passeio Público integra a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

 

 

Fonte: Ascom SJDHDS/Ascom IPAC/Ascom SecultBa/Municipios Baianos

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