26/03/2017

Febre Amarela: Imunidade baixa exige avaliação médica

 

O Ministério da Saúde (MS) recomenda avaliação médica para pacientes que têm defesas imunológicas baixas e que precisem da vacina contra a febre amarela, seja por habitar regiões de risco ou que vão viajar para regiões afetadas por surto.

A vacinação é recomendada em 19 estados do Brasil e em 152 países – a maioria dos que fazem a exigência fica na América do Sul e Central, África, Ásia e Oriente Médio, além de ilhas do Caribe e da Oceania.

De acordo com o MS, é necessário que o profissional de saúde classifique o estado do paciente quanto ao grau de imunização.

A vacina é indicada para pessoas entre 9 meses e 60 anos, no entanto, também é contraindicada para gestantes, mulheres que estão amamentando, crianças até seis meses e idosos.

Segundo a infectologista Ceuci Nunes, a avaliação não deve se aplicar para os casos de crianças recém-nascidas, grávidas e mães que estão amamentando, já que a vacina é feita de vírus vivo atenuado e pode ser passado da mãe para o bebê.

“Trata-se de uma questão individual. Se um médico avaliar que um idoso que precise tomar a vacina esteja em boas condições de saúde para receber a imunização, basta ele elaborar um relatório para que o paciente se dirija ao posto de saúde e solicite a vacina”, explicou.

A possibilidade de pacientes com sorologia positiva receber a imunização contra a febre amarela foi tema de relatório elaborado pela Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids. Dentre as questões levantadas pela entidade, estava a possibilidade de avaliar pacientes que não apresentem sintomas aparentes e de carga viral.

Para a infectologista Luzia Bastos, a imunização de portadores de HIV merece atenção maior por parte do MS devido à particularidade de cada caso. “A vacina pode não ser recomendada para uma pessoa com imunidade comprometida pela doença, no entanto, pode ser fundamental para que o outro resguarde a saúde”, disse.

Casos

Na Bahia, em 2017, até o último dia 20, foram notificados 16 casos suspeitos de febre amarela em humanos em oito municípios – Itiúba, Coribe, Itamaraju, Mucuri, Nova Viçosa, Teixeira de Freitas, Ilhéus, Feira de Santana, além de residentes em Alagoas. Do total, sete foram descartados laboratorialmente. O restante permanece em investigação. Em todo o país, até o dia 17, foram confirmados 448 casos.

Salvador tem incidência de tuberculose acima da média nacional

O índice de tuberculose em Salvador possui números alarmantes. A capital apresenta incidência de tuberculose superior à média nacional, segundo dados do Ministério da Saúde. Enquanto são notificados 70 mil novos casos da doença a cada ano no país, com um coeficiente de incidência de 33,6 casos/100.000 habitantes, na capital baiana esse valor é de 50,8 casos/100.000 habitantes. Em 2016, foram registrados 1.485 novos casos em Salvador.

No Dia Mundial de Combate à Tuberculose, a pneumologista do Hospital CárdioPulmonar e professora adjunta da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Eliana Matos, diz que o Brasil está entre os 30 países com maior incidência de tuberculose monitorados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com cerca de 80% dos casos da doença no mundo, e chama a atenção para os motivos da alta incidência da doença em Salvador.

“Embora a tuberculose possa ocorrer em qualquer faixa da população em países de alta incidência, como o Brasil, os cinturões de pobreza das periferias das grandes cidades são áreas de elevadas incidências da doença. Por outro lado, a tuberculose atinge especialmente um subgrupo de populações mais vulneráveis para o adoecimento, entre outros, como infectados pelo HIV, privados de liberdade, população de rua e indígenas”, pontuou a especialista.

Outros grupos que necessitam um olhar diferenciado na busca de diagnóstico precoce são os diabéticos, renais crônicos e pessoas que usam medicamentos imunossupressores (que reduzem a imunidade), conforme alerta a pneumologista.

Veja como melhorar a qualidade do seu sono; 63% da população tem algum distúrbio

Deitar a cabeça tranquila no travesseiro não tem sido tarefa fácil para boa parte dos brasileiros. De acordo com a última pesquisa do Instituto do Sono, 63% da população no país sofre de algum tipo de distúrbio do sono. Jornadas extensas de trabalho e o uso excessivo de celulares e internet são fatores que contribuem para o aparecimento dessas disfunções.

Segundo o otorrinolaringologista e médico do sono Davi Sobral, os distúrbios mais comuns são a apneia do sono, a insônia e as parassonias, como o sonambulismo e o bruxismo (ranger de dentes durante o sono). “A apneia já é considerada como um problema de saúde pública. São paradas da respiração quando a pessoa está dormindo e que fazem com que a oxigenação do sangue caia”, explica o médico. “Quando isso acontece, a pessoa acorda para conseguir respirar, e essa interrupção faz com que ela não atinja os estágios mais avançados do sono”, complementa ele. De acordo com Sobral, há mais de 40 tipos de distúrbios do sono catalogados. “Um sono fragmentado afeta a memória, o rendimento no trabalho, gera irritabilidade e diminuição da libido sexual. Em casos graves de apneia, a pessoa pode chegar a ter sequelas como pressão alta, arritmia cardíaca, AVC e derrame”, enumera o médico.

Preocupação

A técnica administrativa Lina Correia, 59 anos, tem muita dificuldade para dormir, mas foi diagnosticada com baixo risco de Saos (Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono). “Quando deito, demoro, pelo menos, uma hora para dormir. Ainda acordo umas duas vezes toda noite e, se eu tiver algum tipo de preocupação, não durmo de jeito nenhum”, contou ela. A técnica dá uma dica que pode ajudar a pegar no sono: “Para melhorar, eu sempre medito antes de dormir, ouvindo músicas tranquilas”.

Já para a estudante Dalet do Carmo, 19, o problema é o oposto. “Eu durmo demais e preciso que alguém me acorde todo dia, porque só o despertador não funciona. Tenho a sensação de que quanto mais durmo, mais sono sinto”, diz ela. Esse tipo de transtorno é conhecido como narcolepsia, que é o desejo incontrolável de dormir, mesmo tendo dormido bem na noite anterior. Segundo a Associação Brasileira do Sono, cada pessoa tem o seu cronotipo, ou seja, cada pessoa prefere realizar suas atividades em determinado horário - e isso não é uma disfunção. Por exemplo, alguém pode preferir fazer ginástica de manhã enquanto outros preferem à tarde. De acordo com esse cronotipo, que é determinado geneticamente, as pessoas podem ser classificadas em matutinas (preferem dormir e acordar cedo), vespertinas (se adaptam melhor ao dormir e acordar mais tarde) e as intermediárias (que não possuem preferência por horários extremos).

Ronco

Já o ronco também é tido como um distúrbio do sono e está diretamente relacionado ao peso de cada um. “Eu ronco muito alto, e isso já está começando a atrapalhar meu próprio sono”, relatou a enfermeira Islane Garcia, 27. “Comecei a roncar depois que ganhei peso, mas quando entrei na academia, diminuiu (o ronco). Este mês parei de malhar e voltou de novo.”

Para detectar se a pessoa tem algum tipo de transtorno e identificá-lo, o mais indicado é fazer o exame de polissonografia. “Nesse exame, o paciente irá passar a noite no hospital, onde terá os estágios do sono monitorados por eletrodos colocados no corpo”, explica a dentista Ana Patrícia Tavares, especialista em Odontologia do Sono. O Hospital das Clínicas é a única unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia que faz esse exame. Há cerca de um mês, o hospital ganhou um ambulatório do sono, onde o paciente passa por uma triagem e o transtorno é avaliado em leve, moderado ou grave. Caso seja diagnosticado como grave, ele é encaminhado para fazer a polissonografia.

Até então estavam sendo atendidos pacientes internos do hospital, mas a partir desta terça-feira, será atendido quem vem de fora com solicitação médica, que pode ser obtida através de uma consulta em qualquer unidade do SUS. O horário de atendimento para o ambulatório do sono é toda sexta, a partir das 13h.

  • Confira dicas para dormir melhor

Tenha horários - regule seu relógio biológico: estabeleça horários para dormir e acordar

Sem barulho - Crie um ambiente favorável na hora de dormir, com pouca luz e barulho e controle a temperatura do ambiente

Desligue-se -  Evite o uso de celulares, computadores e televisão próximo ao horário de dormir

Não beba -  Evite o consumo de café e de outras bebidas estimulantes durante a noite, assim como o de bebidas alcoólicas 

Relaxe - Tente não pensar nos problemas do dia a dia e evite planejar coisas no horário de dormir, para não ficar agitado.

 

Fonte: A Tarde/Tribuna/Correio/Municipios Baianos

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