28/03/2017

Bahia: Para manter pacientes, clínicas oferecem cartão de desconto

 

De olho nas pessoas que deixaram de ter acesso a plano de saúde por conta da crise, hospitais, clínicas e laboratórios particulares da Bahia apostam cada vez mais no uso de cartões de desconto. Para o consumidor, a vantagem é que a adesão a esse tipo de plano garante preços mais baixos em consultas e exames médicos. A economia, segundo usuários, pode chegar a 70% em consultas e exames. No entanto, esse tipo de  cartão  não dá acesso a internação hospitalar e procedimentos mais complexos, uma vez que não  se trata de  plano de saúde, como faz questão de alertar  a Agência Nacional de Saúde Suplementar  (ANS).

Em 2016, 40 mil pessoas deixaram de ter convênio com operadoras de saúde na Bahia. Uma delas foi a decoradora Luciana Eloy,  32 anos, que aderiu ao serviço Mais Vida, do Hospital São Rafael. Na avaliação de Luciana, a decisão foi acertada: está economizando 68% na comparação com o que pagaria caso não tivesse o cartão de fidelização.  “Não tenho condições de pagar um plano de saúde e com ele (Mais Vida) consigo ter acesso aos procedimentos médicos”, afirma a decoradora, que agora paga R$ 80 por consultas que antes só encontrava por pelo menos R$ 250.

Quem também está se beneficiando é a aposentada Lourdes Neves dos Santos, de 82 anos. Ela optou pelo cartão Cliente Vida, da clínica Vida. Sem burocracia, pagou uma taxa de R$ 100 semestral para ter o benefício e no mesmo dia conseguiu descontos.  “Uma consulta com o cardiologista custa R$ 300, mas, como  houve um decréscimo de R$ 110, ela apagou apenas R$ 190. Já o exame Eco, que ela pagaria R$ 300,  saiu por R$ 150”, explica  Maria Nilza,  filha de Lourdes.

Funcionamento

O cartão do Hospital São Rafael não cobra taxa de adesão ou mensalidade. O benefício oferecido é a redução no preço dos atendimentos realizados nos ambulatórios do Centro Médico Alexander Fleming, na Avenida Garibaldi, Brotas e em Vilas do Atlântico. “O que a gente fez foi um cartão de descontos para enfrentar a crise, garantindo a continuidade da assistência aos clientes que perderam seus planos”, afirma o gestor médico do Hospital São Rafael, Luiz Soares.

No mercado há 12 anos, o Prevencard acredita ser pioneiro no oferecimento do serviço na Bahia. “Atendemos consultas com clínico, cardiologista e exames como raio-x e laboratoriais. Hoje, ele contempla das classes A a E”, pontua José Neto, diretor de marketing e comercial do cartão. Atualmente, o usuário paga uma taxa de adesão que varia entre R$ 120 e R$ 150 e consegue descontos de até 70%.

Já o cartão Multibenefícios, da Clivale, oferece descontos  de 20% a 50% nos procedimentos realizados na rede credenciada. Segundo Virginia Serravalle, responsável pela rede, os usuários pagam a anuidade para ter direito aos benefícios. “O cliente só paga quando utiliza”, diz. O Sistema Informativo de Atendimento Médico e Odontológico (Sinam) é outra opção para quem não tem plano de saúde. Fruto de parceria entre  entre a Associação Bahiana de Medicina (ABM) e a regional baiana da Associação Brasileira de Odontologia, o Sinam indica médicos e consultórios com valores mais acessíveis.

Apesar das facilidades e benefícios, a Resolução nº 1.649/2002 do Conselho Federal de Medicina considera antiética a participação de médicos como proprietários, sócios, dirigentes ou consultores dos chamados Cartões de Descontos. Para o conselheiro Jecé Brandão, do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), os médicos não devem exercer suas práticas seguindo a lógica da fidelização de clientes.

ANS  faz alerta sobre planos de descontos

Responsável por regular o setor dos planos privados de saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar  (ANS) alerta que os cartões de desconto e pré-pagos  não se configuram como planos de saúde e não garantem o acesso ilimitado aos serviços que devem ser oferecidos obrigatoriamente pelas operadoras.

Entre as diferenças dos planos de saúde para os produtos de desconto estão a ausência de contrato entre o usuário e o operador e a forma de pagamento negociada entre o consumidor e o estabelecimento responsável pelo serviço médico, no caso dos cartões.

É preciso lembrar que caso seja necessário realizar um serviço de alto custo, provavelmente, o valor de um cartão de desconto ou pré-pago não será suficiente para permitir esse tipo de atendimento, e aí será preciso assumir o custo de forma integral.

A agência reforça ainda que operadoras de plano de saúde não podem oferecer cartões de desconto ou pré-pagos. Caso isso aconteça, a situação deve ser denunciada à ANS. Em caso de dúvidas se o serviço adquirido é um plano de saúde ou não, e para verificar se a empresa é registrada, o cliente pode entrar em contato com o órgão por meio do site www.ans.gov.br ou pelo Disque ANS 0800 701 9656.

Obras do primeiro Hospital Municipal estão 40% concluídas

Um dos maiores projetos da Prefeitura para qualificação do serviço de saúde da cidade ganha nova forma a cada dia. O Hospital Municipal de Salvador, que começou a ser construído no segundo semestre do ano passado, já conta com 40% das obras concluídas, dentro do prazo previsto pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). As instalações estão sendo erguidas na Via Coletora B, final de linha da Boca da Mata (antigo Sítio União), e está dentro do cronograma, com previsão de inauguração para o primeiro semestre de 2018. A obra será vistoriada na semana que vem pelo prefeito ACM Neto, durante as comemorações pelo aniversário de 468 anos de Salvador

Próximo aniversário de Salvador, o comerciante Joais Santos, 34 anos, morador de Boca da Mata há uma década, agradece o presente dado à cidade. “Esse presente que Salvador está recebendo é de grande valia para região de Cajazeiras e adjacências. Outrora, a gente saia de Cajazeiras para ir para o Hospital Geral do Estado (HGE) ou para o Hospital do Subúrbio. E com a rapidez que está acontecendo a construção do Hospital aqui em Boca da Mata, acredito que não será mais preciso a gente perder tempo em fila e até mesmo não ser atendido”, afirma Joais, sem esconder a ansiedade de ver o equipamento entregue.

O Hospital Municipal de Salvador funcionará 24 horas por dia integrado às UPAs situadas nos bairros de Itapuã, San Martin, Barris, Valéria, Parque São Cristóvão, Brotas, Pirajá/Santo Inácio, Paripe e Periperi, servindo de retaguarda para os pacientes oriundos dessas unidades. Ou seja, as UPAs realizarão o primeiro atendimento, sendo que os casos mais complexos serão encaminhados para o hospital, onde os pacientes darão continuidade ao tratamento, incluindo o internamento quando necessário.

A unidade contará com 20 leitos de observação adulto e 10 pediátricos. Já o setor de internamento contará com 180 leitos, e outros 30 leitos serão para terapia intensiva. Ou seja, será um total de 210 leitos. O equipamento terá 12 mil m² de área construída, de um total de 17 mil m², e a estimativa é que sejam atendidos até 60 mil pacientes por mês, sendo que a área de urgência e emergência poderá receber até 500 pacientes por dia. Ao todo, serão investidos R$ 120 milhões de reais na edificação, equipamentos e mobiliário. O acesso será através da BR-324 e da Avenida Luiz Viana Filho (Paralela), dois dos principais corredores viários da cidade, facilitando o ingresso de pacientes oriundos de qualquer área.

Bahia tem 90 mil obesos tipo mórbidos, diz médico do Aliança Hospital

Neste sábado, Dr. Osiris Casais, cirurgião bariátrico, reuniu um grupo de pacientes ex-obesos e obesos no auditório do Hospital Aliança, e falou sobre a cirurgia minimamente invasiva e os seus resultados. A grande novidade da área é a cura ou a redução da diabetes tipo 2 no pós-cirúrgico. O tema é atual e debatido no mundo inteiro nos maiores congressos. Somente na Bahia, há 90 mil obesos mórbidos.

No Brasil há aproximadamente 3,5 milhões de obesos mórbidos, e a falta de qualidade de vida está entre as principais causas do aumento da obesidade, atingindo 51% da população brasileira. Só na Bahia, há 90 mil obesos mórbidos. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde, as baianas são a maioria entre as obesas da região do Nordeste, representando 13,7% no ranking das capitais do Nordeste. Deste total, quase metade está entre as faixas etárias mais jovens - de 18 e 35 anos (48%) e de 36 e 55 anos (42,5%), ou seja, a menor faixa de idade responde por quase metade das obesas. Já entre os homens, o índice de obesos coloca a cidade no sétimo lugar entre as capitais do nordeste, com 10,9%.

Diabetes Tipo 2

A revista médica inglesa Lancet Diabetes & Endocrinology publicou  uma pesquisa revelando que a cirurgia bariátrica é o procedimento mais eficaz na cura do diabete tipo 2. Um levantamento do National Institute for Health Research, do Reino Unido, avaliou o efeito da cirurgia bariátrica no desenvolvimento de diabetes tipo 2 em indivíduos operados e numa população de indivíduos obesos.

O estudo foi feito com 2.167 pacientes que passaram por cirurgia bariátrica entre 2002 e 2014, mais um grupo de controle também com 2.167 pessoas obesas, sem diabetes, e que não fizeram cirurgia. Em sete anos o grupo de operados apresentou 38 casos de diabetes enquanto que no grupo de controle foram diagnosticados 177 novos casos, uma redução de 80% na incidência do diabetes tipo 2 no grupo de operados.

 

Fonte: Correio/Bahia Econômica/Bahia Já/Municipios Baianos

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