28/03/2017

Salvador: Festival gratuito leva artistas ao Passeio Público

 

O Festival Caymmi de Música estreia no dia 8 de abril, reunindo em um espetáculo musical gratuito todos concorrentes na categoria ‘Show’ ao Prêmio Caymmi de Música, no Passeio Público, em Salvador.

O espetáculo tem direção artística de Márcio Meirelles, com apresentação dos artistas Flávia Wenceslau, Junior Maceió, Irmão Carlos e Quabales. Já no dia 9, sobem ao palco Sarau do Poeta, Luedji Luna, Forró da Gota e Renata Bastos.

Além dos concorrentes da categoria ‘Show’, as produções dos concorrentes às categorias ‘Videoclipe’, também serão apresentadas durantes o festival. Ao todo 80 videoclipes serão incluídos na programação e veiculados ao público. As atividades têm início às 8h e os shows acontecem às 16h.

O festival ainda vai ocupar praças e espaços públicos de diversos bairros de Salvador em quatro finais de semana que vão até o final de maio com intensa programação.

O evento vai destacar a multiplicidade dos movimentos urbanos da cidade, valorizando o consumo consciente, a sustentabilidade e o pensamento colaborativo, e promovendo atividades de bem-estar, oficinas artísticas, feira de trocas, vivências, gastronomia e mostras de coletivos criativos já atuantes nos bairros e no entorno dos locais que receberão o evento.

Além do centro da cidade, em abril o festival vai passar também pelo subúrbio ferroviário, nos dias 29 e 30, movimentando o Parque São Brás, em Plataforma. Em maio, o Festival Caymmi chega a Itapuã (dias 13 e 14), ocupando a Praça Dorival Caymmi e, por último, movimenta o Parque da Cidade, nos dias 27 e 28.

  • SERVIÇO:

Festival Caymmi de Música

Data: 8 e 9 de abril, a partir das 16h

Local: Passeio Público

Gratuito

Cantora Márcia Short comanda 'Baile B' nos sábados de abril em Salvador

A cantora Márcia Short estreia projeto "Baile B" no próximo sábado, 1º de abril, na Varanda do Sesi, no Rio Vermelho, em Salvador. Durante o mês de abril, a cantora baiana vai promover uma noite com a Black Music ampliada e atualizada pelo tempo, incluindo os blacks baianos das últimas décadas.

Serão cinco festas, sempre aos sábados, a partir das 22h. O couvert custa R$ 30. Segundo Andrezão Simões, que assina a criação e realização artística do evento, o "B" é de Black, de Bahia, de Brasil, de Balanço, de Brincar, de Brasilidade, de Lado B, de beijo e de Bora Viver". A direção musical é do guitarrista baiano Raimundo Nova.

  • SERVIÇO

O quê: Baile B, com Márcia Short

Datas: 1, 8, 15, 22 e 29 (sábados) de abril de 2017

Hora: a partir das 22h

Local: Varanda do Sesi (Rua Borges dos Reis, Rio Vermelho

Couvert Artístico: R$ 30,00

Fechado desde 2014, futuro do Aeroclube ainda sem definição

“Mudaram as estações, nada mudou”. O trecho da música “Por Enquanto”, imortalizada na voz da cantora Cássia Eller, ajuda a ilustrar um pouco a situação do terreno onde funcionava o antigo Aeroclube Plaza Show, na Orla da capital. Desativado desde 2014, o local sofre com o descaso dos poderes públicos e a indefinição por parte das autoridades sobre qual deve ser a sua nova destinação.

Da lá para cá, já foram várias as especulações sobre o que seria construído no local, desde um novo shopping Center, mas em moldes diferentes do antigo Plaza Show, até um novo parque aquático que seria uma espécie de filial do Beach Park, cuja matriz funciona na cidade de Aquiraz, que fica na região metropolitana de Fortaleza. No entanto, nada foi feito até agora.

A reportagem da  Tribuna da Bahia esteve no local na semana passada e viu que a situação do espaço é exatamente a mesma do mês de setembro do ano passado, quando a nossa equipe realizou outra reportagem na região. Tapumes continuam cercando a maior parte do terreno de pouco mais de 250 mil metros quadrados – contando com a área do Parque dos Ventos.

Mas, em alguns pontos, é possível ver como está a parte interna, com muito material enferrujado, mato alto e entulhos da antiga construção da época de demolição do Aeroclube Plaza Show. Também assim como há quase seis meses, uma antiga guarita continua virada, podendo servir como local de criação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, da zika e da chikungunya.

Mas, desta vez, chamou a atenção da reportagem que, apesar de alguns pontos nos tapumes terem sido vedados para impedir a visão interna, um grande pedaço de madeira foi utilizado para escorar outro pedaço do tapume, o que pode dar a impressão de que pessoas possam estar usando o terreno para se abrigar. Segundo moradores, a área virou esconderijo de assaltantes, além de estar “entregue as baratas”.

Prefeitura estuda utilizar local para o Réveillon 2018

Procurada, a Secretaria Municipal da Casa Civil informou, através de nota enviada pela respectiva assessoria, que a área poderia vir a ser utilizada para a festa de Réveillon de 2018, como já havia sido veiculado. “O local é uma das alternativas em estudo pela Secult  [Secretaria municipal de Cultura], mas nada ainda foi definido”.

Com relação às propostas para a utilização do terreno, a Casa Civil disse que várias foram feitas e citou o Consórcio Parques Urbanos, que apresentou, em 2014, o projeto de uma construção de um Shopping, o que, até agora, não foi feito. A alegação seria a atual crise econômica pela qual passa o país.

“A prefeitura tem cobrado a realização dos investimentos previstos no contrato. Entretanto, o consórcio tem alegado dificuldades de implementação do projeto do shopping em razão do cenário econômico restritivo. O consórcio já foi notificado pela prefeitura sobre o cumprimento dos compromissos e prazos assumidos no contrato de concessão de direito real e de uso e, no momento, está analisando a defesa apresentada. Ao mesmo tempo, a prefeitura se movimenta na busca de alternativas ao projeto para a área caso venha a ocorrer o distrato”, informou.

Também procurada pela reportagem da TB, o Consórcio Parques Urbanos também se manifestou através de nota. De acordo com o grupo, o contrato de concessão de direito real de uso celebrado entre o Município de Salvador e o Consórcio tem vigência até o ano de 2056.

“As obrigações do Consórcio foram e vêm sendo cumpridas, nos termos do contrato, que é expresso em prever que a extensão do prazo inicialmente indicado para o início das obras do empreendimento pode e deve ser implementada, na medida em que exista causa justificada. Essa causa tem sido exposta em reiteradas manifestações do Consórcio ao ente público, e o agravamento do quadro econômico nacional vem confirmá-la”, comentou.

Ribeira ainda preserva a característica de tranquilidade

Uma enseada com vista para a Baía de Todos-os-Santos, repleto de barcos aportados que revelam uma tradição náutica, mas também a atividade pesqueira. Na avenida Beira Mar, muitas casas de fachadas tradicionais denotam a antiguidade do bairro e também seus costumes mais antigos, onde um dos pontos mais frequentados é uma sorveteria que hoje atrai bem mais olhares de fora.

Esse é um retrato simbólico da Ribeira, um dos bairros mais antigos de Salvador, já foi também um dos mais tradicionais, e frequentados pela alta sociedade soteropolitana. Atualmente, o perfil do bairro mudou, e como quase todos os bairros da Cidade Baixa, é povoado pelas classes média e baixa, mas ainda carrega a atmosfera da tranquilidade que tanto lhe caracterizou.

É essa atmosfera que atrai turistas e moradores de outros bairros, como Maria do Carmo Lopes, que reside no Canela, mas gosta de passar algumas horas no bairro, seja assistindo ao pôr-do-sol, seja tomando um sorvete na famosa Sorveteria da Ribeira – uma das principais jóias do bairro, responsável por popularizá-lo, no meio turístico.

“É um ritual que sigo há muitos anos, de vir pra cá tomar um sorvete, aproveitar os banquinhos à beira-mar. Me faz sentir numa cidade do interior, bem diferente do que é Salvador. Tem aquela sensação de paz, harmonia, um lugar pra trazer sua família, seus filhos”, relata Maria do Carmo, ao explicar que o hábito começou ainda com seu pai lhe levando ao bairro, em vários fins de semana.

LEMBRANÇAS

Mas, a verdade é que a Ribeira mudou bastante, principalmente nos últimos cinquenta anos. E moradores, como o gráfico Eronaldo Pereira, de 57 anos – e residindo no bairro desde os 7 – comprova isso. Seu Eron se lembra das padarias, farmácias, e até mesmo de uma fábrica de barcos que hoje já não fazem parte da paisagem nem da atividade econômica da região.

O local ainda dispunha de um cais para a manutenção dos ferry-boats que atravessam a Baía rumo a Itaparica. A sorveteria, fundada em 1931, segundo ele, permanece como a principal sobrevivente. “Ás vezes vinha gente do Campo Grande, da Barra, mas não era esse fluxo que tem hoje, porque o bairro era pequeno, o pessoal sentava ali na balaustrada e tomava sorvete”.

Entre mudanças recentes, o gráfico explica que gostou da revitalização da orla, pois ajuda a humanizar o local, dando oportunidade para que as pessoas circulem mais pela rua, mesmo que a reforma tenha reduzido as vagas de estacionamento. A relação atual com o bairro, é menos proveitosa, mas ainda assim aconchegante.

“Antigamente eu passeava, pois era adolescente e minhas brincadeiras eram tudo aqui, ou jogando bola na praia, mas agora é mais aqui jogando dominó com o pessoal, e nos barzinhos que tem aqui perto, pela região, com todo mundo conhecido”, explica ele, colocando também que se sente feliz e satisfeito com o local, e nem cogita a possibilidade de se mudar mais “Aqui é o melhor lugar de Salvador”, afirma, bem-humorado.

Norival Mendonça, mais conhecido como Seu Vavá, é de Cruz das Almas, no Recôncavo, e chegou a Ribeira em 1959, quando tinha 12 anos. Seu estabelecimento, o Cantinho do Vavá, ele abriu em 1973. Para ele, um dos aspectos de que mais sente falta, é o da convivência entre os vizinhos. “Era muito comum, à noite, por volta de umas 20h, 21h, os moradores colocarem cadeiras do lado de fora de suas casas e ficarem até umas 23h, conversando”, destacou.

O hábito, segundo o comerciante, foi perdido com o crescimento desordenado e o abandono, que levou o crescimento da violência na região. Outro aspecto lembrado com carinho pelo Seu Vavá, diz respeito às regatas que acontecem ao longo da Avenida Porto dos Tainheiros desde 1901.

 

Fonte: G1/Tribuna/Municipios Baianos

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