29/03/2017

Hospital Espanhol pode se transformar em Hospital do Servidor Público

 

Fechado desde setembro de 2014, imerso em problemas judiciais e financeiros, frutos de dívidas trabalhistas que superam a casa de R$ 135 milhões, o Hospital Espanhol pode ser desapropriado pelo Estado, informou o governador Rui Costa, nesta terça-feira (28). O governador afirmou que apenas aguarda a entrega de um parecer da Procuradoria Geral para anunciar o destino do complexo. Em 2013, na gestão do seu antecessor Jaques Wagner, atual secretário de Desenvolvimento Econômico, o governo chegou a conceder um financiamento de R$ 53 milhões, via Agência de Fomento da Bahia (Desenbahia), e articular outro empréstimo, de R$ 56 milhões, pela Caixa Econômica Federal, para a Real Sociedade Espanhola, que administrava o espaço.

 “Estou tomando uma decisão nos próximos dias. Eu não vou esperar o leilão. Posso desapropriar. […] Aquilo lá tem dinheiro público. Aquilo lá é um hospital. Eu quero que continue como hospital e eu posso, sim, desapropriar. Já estamos calculando o valor da desapropriação. Aquilo continuará sendo hospital e a aí gente vai ter que encontrar um modelo de aquilo ficar de pé economicamente”, considerou Rui. Entre as opções, segundo o governador, está a implantação de um modelo em que o plano de saúde dos servidores estaduais seja o novo gestor do centro médico. O leilão do Hospital Espanhol, decretado pelo governo baiano como “bem de utilidade pública”, está marcado para o próximo dia 27 de julho e o próprio Estado considera a hipótese de tentar arrematá-lo. O lance mínimo para aquisição, se o pregão for mantido, é de R$ 195 milhões.

Estado da Bahia perdeu mil leitos de UTI infantil

A Bahia perdeu 1.012 leitos de internação pediátrica nos últimos anos, sendo 111 apenas na capital. O fechamento de leitos de UTI infantil começou em 2010, no início do primeiro governo de Dilma Rousseff.

Mais de 10 mil leitos de internação em pediatria clínica, aqueles destinados a crianças que precisam permanecer num hospital por mais de 24 horas, foram desativados na rede pública de saúde nacional.

No fim de 2010, o país tinha 48 mil e 300 leitos pediátricos para uso exclusivo do SUS. Até novembro do ano passado, o número tinha baixado para 38 mil e 200, uma queda de aproximadamente 5 leitos por dia.

A análise é da Sociedade Brasileira de Pediatria, que também identificou que 40% dos municípios não possuem nenhum leito de internação nesta especialidade.

As informações apuradas junto ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), do Ministério da Saúde, preocupam os especialistas, mas não surpreendem quem sente na pele os dilemas do SUS.

"A redução do número de leitos tem um impacto direto no atendimento, provocando atrasos no diagnóstico e no início do tratamento", critica a presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Luciana Rodrigues Silva.

De acordo com ela, as doenças que prevalecem em crianças são sazonais e nos primeiros semestres de cada ano, geralmente, acentuam-se as viroses gastrointestinais.

Estas, em muitos casos, demandam internações. Além disso, ela destaca que casos mais sérios de dengue, que afetam crianças e adolescentes, bem como o aumento dos casos de alergias, infecções respiratórias e pneumonia.

Das 5.570 cidades do Brasil, 2.169 não possuem nenhum leito. Entre as que possuem pelo menos uma unidade de terapia intensiva infantil, um terço tem menos de 5 leitos e 66 deles contam com apenas um.

Ministério da Saúde inclui dança, ioga e meditação entre as práticas no SUS

Uma portaria do Ministério da Saúde, publicada nesta terça-feira (28) no Diário Oficial da União, incluiu 14 novas terapias alternativas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Em janeiro, o ministério havia anunciado que esses procedimentos seriam oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Foram incluídas na PNPIC, segundo a portaria nº 849 desta terça-feira, a arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa e ioga.

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do Ministério da Saúde foi criada em 2006 e instituiu no SUS abordagens da medicina alternativa, como fitoterapia, acupuntura, homeopatia, entre outras.

Cada município é responsável por oferecer os serviços à população nas Unidades de Atenção Básica. No entanto nem todas as cidades oferecem a totalidade das terapias que constam no PNPIC, pois cada município pode optar por práticas em que há demanda.

De acordo com o Ministério da Saúde, desde a criação em 2006 da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, mais de 5 mil estabelecimentos passaram a oferecer terapias alternativas.

  • Entenda as novas práticas incluídas no SUS

Arteterapia: uso da arte como parte do processo terapêutico.

Ayurveda: busca a cura para os males do corpo e da mente na natureza.

Biodança: é uma prática de abordagem sistêmica inspirada nas origens mais primitivas da dança, que busca restabelecer as conexões do indivíduo consigo, com o outro e com o meio ambiente.

Dança circular: é uma prática de dança em roda, tradicional e contemporânea.

Ioga: é uma prática que combina posturas físicas, técnicas de respiração, meditação e relaxamento.

Meditação: prática de concentração mental com o objetivo de harmonizar o estado de saúde.

Musicoterapia: uso dos elementos da música - som, ritmo, melodia e harmonia - com propósito terapêutico.

Naturopatia: uso de recursos naturais para recuperação da saúde.

Rui Costa: Saída de servidores estaduais da reforma é 'estranho', mas não traz 'desconforto'

Após o governo federal anunciar a retirar de servidores estaduais e municipais da proposta da reforma da Previdência, o governador Rui Costa afirmou nesta terça-feira (28) que não tem “nenhum desconforto” em tratar do tema.

“Não sou contra mexer em coisas que precisam ser modificadas. Eu mudei a Previdência da Bahia, nós temos uma nova Previdência no estado. Eu votei no início do meu governo. Nós temos que ter transparência, olhar no olho das pessoas e dizer o que é necessário. E ter argumento para convencer as pessoas”, afirmou, acrescentando, no entanto, que achou “estranho” o que foi decidido.

“Eu só acho estranho. Eu diria que o maior problema da Previdência no país não é a previdência privada, é a pública. Essa sim que tem o maior rombo do país. A Previdência pública é a mais deficitária: só na Bahia, eu tenho que tirar, por ano, R$ 3 bi, esse ano vai ser quase R$ 3 bi para pagar aposentados; não por culpa dos aposentados, mas porque durante 30 anos, governos não fizeram a proposta previdenciária”, apontou.

O governador defendeu que é necessário estabelecer um meio termo no que concerne a idade mínima para se aposentar definida na proposta, de 65 anos. “Se alguém me disser alguém se aposentando com 50 anos é cedo, eu acho cedo. Tenho 54, não me vejo em casa aposentado. Alguém se aposentar com 49, 50 anos, eu acho cedo. Agora dizer que alguém vai se aposentar com 65, eu já acho tarde”.

Rui também citou a aposentadoria rural, que para ele deveria “sair da conta previdenciária”. “Sou da opinião de que a aposentadoria rural é uma ação social, principalmente no Nordeste e no Norte brasileiro”, afirmou.

 

Fonte: Bahia Econômica/A Região/Bocão News/BN/Municipios Baianos

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