29/03/2017

Instituto Iris inicia curso de Gestão Cultural do Projeto Ori

 

Com objetivo de formar e requalificar jovens negros e pardos em gestão cultural, o Projeto Ori selecionou 250 alunos, a maioria deles do interior do Estado, com idade entre 19 e 30 anos para adquirir conhecimento em áreas como História da África, Políticas Públicas para afrodescendentes, gestão da cultura, legislação do terceiro setor, projetos de empreendedorismo, economia criativa, entre outros.

A aula inaugural acontece nesta sexta-feira (31), às 19 horas, no Auditório da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, no Canela. A iniciativa é apoiada pelo Fundo de Cultura da Bahia (secretarias da Cultura e da Fazenda), através do Setorial de Formação e Qualificação em Cultura 2016.

Segundo a coordenadora do Projeto, a jornalista e mestre em Cultura, Joana Fialho, o curso é reconhecido como de extensão e contará com carga horária de 30 horas, sendo dividido em 13 módulos. "O foco é capacitar jovens afrodescendentes para que se tornem multiplicadores. Ao final, todos terão que apresentar e defender um projeto para ter acesso ao certificado".

O Ori é uma realização do Instituto Iris – Instituto de Responsabilidade e Investimento Social - Instituto Brasileiro de Diversidade e Instituto de Mídia Étnica, com apoio do Baobá e Faculdade de Educação da UFBa, que concederá o certificado. A ideia, explica Joana Fialho, surgiu em 2010, com o professor Hélio Santos, objetivando capacitar jovens para lidar com a riqueza e diversidade do patrimônio baiano, tendo como perspectiva a mobilidade social voltada para suas comunidades de origem.

A pretensão é formar uma nova rede de jovens afro-descendentes habilitados a potencializar a economia da cultura, reunindo conhecimento sobre aspectos históricos, econômicos e políticos do mercado cultural da Bahia. "Vamos contar com workshops, palestras e visitas técnicas que envolvam relações raciais e de gênero, visando valorizar e fortalecer a cultura afro-brasileira e a equidade de gênero". O curso conta também com as parcerias da Universidade Federal do Recôncavo e Casa do Samba (Santo Amaro) e Universidade Estadual de Santa Cruz (Ilhéus), onde também ocorrerão atividades.

O superintendente de Promoção Cultural da Secretaria da Cultura da Bahia, Alexandre Simões, avalia que o curso atende os ideais do setorial de Formação e Qualificação em Cultura, formando jovens multiplicadores para questões sensíveis da cidadania, como as que envolvem gênero e raça, estendendo a uma rede de projetos. "Certamente, esses jovens vão ampliar o debate e serão multiplicadores em suas comunidades de origem".

Governo reforma casa de farinha da comunidade de Cordoaria

A produção agrícola e a economia familiar da comunidade de Cordoaria, no município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, ganhou um reforço fundamental. Depois de 10 anos, a Casa de Farinha de Cordoaria volta a funcionar plenamente.

A entrega da reforma foi realizada na manhã deste domingo (26).

Com um investimento de R$ 121 mil, o Projeto Multicultivo Quilombolas de Cordoaria foi contemplado pelo Edital de Matriz Africana da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).

O projeto contemplou a reforma da estrutura física da casa e a compra de balança, máquinas de beneficiamento, como cevadeira de mandioca, prensa, raladores e motores elétricos.

 Serão beneficiadas 35 famílias, como a de Florisvaldo Gomes, mais conhecido com Seu Dadu, que comemorou a reinauguração da casa. “Foi da farinha que tirei o sustento da minha família, estou contente em ver que vamos voltar a fazer farinha aqui”, diz emocionado.

De acordo com agricultor “nos bons tempos”, eram produzidas 10 sacas (50 quilos cada) por dia. “Agora, com a casa totalmente reformada e modernizada, teremos capacidade para superar a produção que a gente fazia antigamente”, planeja, Seu Dadu.

Presente no evento, a secretária do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Olívia Santana, falou ressaltou o trabalho coletivo. “Para a reforma, teve o apoio importante do Governo do Estado, mas foi fundamental a organização da comunidade para o sucesso do projeto”, destaca.

Na oportunidade, foram entregues para os beneficiados kits, contendo carrinho de mão, botas, luvas e ferramentas além dos banco de sementes de plantas medicinais, ervas e mudas de mandioca.

Evento em Senhor do Bonfim promove a descentralização das políticas culturais

Entre os dias 24 e 26, numa iniciativa para fortalecimento e promoção dos Conselhos Municipais de Cultura no território, o evento Políticas Culturais em Piemonte Norte do Itapicuru aconteceu no município de Senhor do Bonfim. O Art.14 da Lei Orgânica de Cultura da Bahia prevê que os sistemas municipais de cultura têm por finalidade articular e integrar políticas, ações, instituições públicas e privadas no âmbito municipal para a promoção do desenvolvimento com pleno exercício dos direitos culturais e assim serão reconhecidos quando formalmente instituídos.

Em contribuição ao funcionamento do Sistema Estadual de Cultura e como incentivo às criações dos Planos e Editais Municipais de Cultura, o evento trouxe mesas de debates que contaram com as orientações dos conselheiros estaduais, durante os três dias de evento.

Debates

Os desafios dos municípios, a importância do poder público municipal, o Fomento ao Sistema Municipal de Cultura, com os Conselhos, Planos e o Fundo de Cultura, foram alguns dos assuntos debatidos pelos conselheiros Emílio Tapioca e Pawlo Cidade, no encontro.

A importância dos patrimônios culturais da cidade e região, os caminhos para Proteção e preservação do patrimônio material e imaterial. O papel do Estado, sociedade civil e Câmara de Patrimônio do Conselho Estadual de Cultura foram debatidos pela conselheira e presidenta da Câmara de Patrimônio, Ana Vaneska.

Além das discussões sobre os Setores da Cultura com o conselheiro Jorge Carrano, os participantes ainda puderam discutir Legislação Cultural, Plano Estadual de Cultura, Lei Orgânica, Pró-Cultura, Lei Rouanet e a PEC 421/14 com o conselheiro estadual Silvio Portugal.

O presidente do CEC, Márcio Ângelo Ribeiro, parabenizou a Secretaria de Cultura de Senhor do Bonfim pela iniciativa das reuniões, e lembrou da luta permanente dos agentes e gestores culturais com a carência dos municípios na adoção ao Sistema de Cultura.

“Existem algumas cidades que não tem nenhum órgão que represente a cultura, nenhuma diretoria. Apesar disso, vemos que a sede de conhecimento é muito forte por parte dos agentes municipais de cultura. Esperamos que outros territórios se interessem pelo projeto e deem-nos apoio para que cheguemos aos municípios e possamos dar continuidade ao trabalho de qualificação e sensibilização municipais para o exercício e consolidação dos Sistemas de Cultura no nosso Estado” finalizou Ribeiro.

Nauvinha Aguiar, representante territorial de cultura em Piemonte do Itapicuru, considerou o evento como um momento ímpar de capacitação e esclarecimentos quanto ao processo formativo. “O Conselho Estadual de Cultura veio até o interior para estabelecer laços de produção cultural crítica aos sujeitos envolvidos. A iniciativa foi extensiva ao Território de forma que a abrangência resultou em ideias que foram além do Município de Senhor do Bonfim e ganharam dimensão interterritorial. Foi o início de uma rica parceria com promissoras expectativas de nova formação, dessa vez, para responder aos anseios comuns, realizadas por setores específicos“, explicou a representante territorial.

 

 

Fonte: Secom SecultBa/Ascom Setre/Municipios Baianos

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