31/03/2017

Espetáculo As Filhas de Oiá realiza apresentação no TVV

 

A Família Griô Mamulengo da Chapada e Grãos de Luz e Griô trazem para Salvador o espetáculo As Filha de Oiá. As apresentações acontecem nesta sexta-feira (31), às 15 horas, na Praça Dois de Julho, Campo Grande, e no sábado (01 de abril), às 20 horas, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha, localizado no Passeio Público.

Adaptado da obra literária As Filhas de Oiá, da escritora Lillian Pacheco, o espetáculo de mamulengo conta a história de meninas e mulheres negras, filhas de Oiá, que enfrentam o racismo por gerações em busca de sua identidade e ancestralidade. A peça traz um elenco de jovens, formados das oficinas de teatro e música do Ponto de Cultura Grãos de Luz e Griô, além das participações especiais da cantora Juliana Ribeiro e da atriz Luciana Souza.

Durante todo este semestre a peça circulará em 12 espaços culturais, escolas e universidades públicas de 11 municípios da Chapada Diamantina e em Salvador. Livre para todas as idades, o objetivo do espetáculo é formar público para a apreciação da cultura do boneco de mamulengo, fortalecer a cultura negra feminista, valorizar suas histórias de vida e mitos afro-brasileiros.

O espetáculo As filhas de Oiá foi aprovados pelo edital setorial de teatro 2016 e conta com o apoio financeiro do Governo do Estado através do Fundo de Cultura das Secretarias da Fazenda e de Cultura.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.

Sobre o Ponto de Cultura Grãos de Luz e Griô

Localizado na cidade de Lençóis, Chapada Diamantina, o Ponto de Cultura Grãos de Luz Griô, trabalha há mais de 20 anos em comunidades locais e do Brasil, com educação, tradição oral e desenvolvimento sustentável. Em Lençóis congrega mais de 600 crianças e jovens, 40 educadores de 6 escolas e 250 participantes e mestres griôs de diversas manifestações culturais. A partir de sua experiência com o diálogo entre o conhecimento formal e os saberes e fazeres da tradição oral sistematizou a Pedagogia Griô, que inclui em sua prática de sala de aula a contação de historias integradas a mitos da identidade e ancestralidade do povo brasileiro.

Exposição “Amém & Axé” mistura arte e religiosidade no Solar Ferrão

Depois da mostra ‘Mestres da Capoeira’, o Centro Cultural Solar Ferrão traz uma nova exposição temporária. Desta vez, misturando arte e religiosidade, a exposição ‘Amém & Axé’, estará aberta à visitação a partir desta próxima sexta (31), e aborda sobre duas vertentes religiosas através das fotografias de Ricardo Sena (que compõem a parte Axé) e das esculturas de santos católicos (Pop Saints), no estilo kitsch, da artista Giórgia Legalle (que compõem a parte Amém). A entrada é gratuita e pode ser conferida até o dia 30/04.

A designer industrial e de interiores Giórgia Legalle, que atua há mais de 12 anos na área de decoração, pintura e desenvolvimento de esculturas estilizadas, possui uma linha de criação voltada para a estética kitsch, a qual se baseia na reinvenção de formas de expressão convencionais. Os ‘Pop Saints’ (Santos Pops), peças exclusivas criadas pela artista, são figuras kitsch de santos católicos pintados com cores fortes, flores e ornados com elementos customizados.

“A linha Pop Saints foi fundada com a missão de trabalhar com santos na pintura automotiva, na tendência ‘color blocking’ [cores vibrantes], mediante a grande procura e seguindo o ditado de que ‘Salvador tem 365 igrejas, uma para cada dia do ano’”, explica. “As esculturas de santos da Igreja Católica como São Cosme e São Damião, Santa Bárbara, Nossa Senhora Aparecida, Santo Antônio e orixás como Iemanjá são feitos em pintura automotiva com auto brilho e fosca Hi-Tec, que trata-se de uma pintura luminosa. Além desta técnica, existe a linha floral e com aplicações de contas, pérolas e outros elementos de caracterização e customização”, conclui.

Já a parte ‘Axé’ conta com as fotografias de Ricardo Sena, que trabalha com a luminosidade em suas fotos, remetendo a uma “pomba da paz”. O fotógrafo mostra um recorte em fotografias, todas em preto e branco, sobre festividades e rituais das religiões de matriz africana, tendo como geografia do trabalho as cidades de Salvador, Santo Amaro, Cachoeira e a Ilha de Itaparica. “As fotografias desta exposição não se limitam à função de documentar, como objeto de memória, o universo infindável que é o do Axé. A intenção é apresentar o desafio de colocar em diálogo o caráter documental com uma poesia imagética bem elaborada, ainda que casuística”, pontua Ricardo.

O fotógrafo possui obras no acervo permanente do Museu da Fotografia Baiana - Espaço Pierre Verger, em Salvador. Além disso, possui trabalhos selecionados em concursos e salões nacionais de fotografia, e foi consecutivamente o primeiro colocado na Bienal de Arte Fotográfica Brasileira em Cores  (edições XXII e XXIII). O artista obteve menção honrosa na XXVIII Bienal de Arte Fotográfica Brasileira em Preto e Branco e foi medalha de ouro no XIX Salão Nacional de Arte Fotográfica em Londrina.

  • SERVIÇO

EXPOSIÇÃO “AMÉM & AXÉ”

Período: 31/03/2017 até 30/04/2017

Visitação: terça a sexta, de 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h

Entrada: grátis

Local: Galeria do Centro Cultural Solar Ferrão |Rua Gregório de Matos, nº 45, Pelourinho

MAM-BA recebe quadros inéditos de Chico Mazzoni na mostra 'Retratos do Mundo Flutuante'

'Retratos do Mundo Flutuante' intitula a mostra inédita do artista visual, cenógrafo, restaurador e arquiteto, Chico Mazzoni, que entra em cartaz no dia 6 de abril na Capela do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). Com 31 quadros (incluindo três dípticos e um tríptico), o artista imprime a influência da cultura japonesa em seus trabalhos, "numa busca da paisagem improvável, dos retratos do mundo que flutua na nossa imaginação", pontua.

Com uma expressão plástica que transita entre a figuração e a abstração, ele buscou expressar uma linguagem contemporânea na coleção, que levou dois anos para ficar pronta. Durante o processo, foi utilizada pintura acrílica e acrílica em baixo relevo sobre telas em formatos 80 X 80 cm, 90 X 90 cm, 100 X 100 cm. Sobre expor no MAM-BA, Chico Mazzoni afirma que "este é um museu referência para as artes visuais da Bahia. A qualidade teatral e dramática do espaço da Capela, com seus vários compartimentos, possibilitam a montagem de uma exposição que se revela aos poucos, proporcionando sempre novas surpresas, tal como nos surpreendem as paisagens", conclui.

Influência Japonesa

De acordo com o artista, as primeiras culturas que o atraíram logo na infância foram a egípcia e a japonesa, entretanto, em 'Retratos do Mundo Flutuante' é a cultura japonesa que se destaca em suas influências. "Pela sua estranheza, o imaginário japonês esteve presente em mim, influenciando, ora de maneira sutil, ora escancaradamente, o meu processo criativo", explica.

Nesta mostra inédita ele buscou inspiração no Ukiyo-e, "não de maneira óbvia, mas procurando as sutilezas da forma, da cor e da maneira inovadora de conceber e tratar a paisagem, para apresentar as minhas paisagens imaginárias, difusas e abstratas”, declara. O termo literalmente traduz-se como "imagens do mundo flutuante transitório", derivado originalmente da ideia budista do caráter fútil e ilusório da existência mundana.

Também é conhecido como uma estampa japonesa desenvolvida ao longo do período Edo, executada com blocos de madeira usados para impressão entre os séculos XVIII e XIX. Um dos expoentes do Ukiyo-e foi o citado Hokusai, auto proclamado pintor louco, que retira do estilo o sentimentalismo, fazendo uma pintura formalista adequada às suas ilustrações para trabalhos literários. É responsável pela popularização da paisagem enquanto vertente (famosas Vistas do Monte Fuji e A Grande Onda de Kanagawa).

Sobre o artista

Chico Mazzoni além de artista visual, também é cenógrafo, restaurador e arquiteto. Com 33 anos de carreira como artista, já realizou 17 exposições individuais entre 1983 e 2015 e participou de 58 exposições coletivas entre 1972 e 2017. Entre as mostras individuais estão: Tramas Sinceras. 2014 - Palacete das Artes, Salvador-Bahia; Cidades Invisíveis. 2010 - Centro Cultural Correios, Salvador-BA; 2006 - POP-UP - EBEC Galeria de Arte, Salvador, BA; Desenhos. 1983 - Aliança Francesa, Salvador-BA; Imaginália. 1984 - Hotel Meridien, Salvador- BA; Arte-de-Cor. 1985 - Forma, Salvador, BA; CENA & ÓTICA. 1987 - Forma, Salvador, BA; DeZENho. 1988 - Museu de Arte da Bahia, Salvador-BA, entre outras.

  • SERVIÇO

Exposição 'Retratos do Mundo Flutuante' de Chico Mazzoni

Quando: Abertura dia 6 de abril (quinta-feira)

Horário: 18h

Visitação: De 7 de abril a 7 de maio (terça a domingo, das 13h às 19h)

Onde: Capela do MAM-BA

Entrada gratuita

 

Fonte: SecultBa/Municipios Baianos

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