02/04/2017

Cine Martaguinho é inaugurado no Hospital Martagão Gesteira

 

Um novo espaço voltado para amenizar o estresse e a ansiedade causados pela hospitalização das crianças atendidas pelo hospital Martagão Gesteira foi inaugurado, nesta sexta-feira, 31, pela Liga Álvaro Bahia contra a Mortalidade Infantil, mantenedora da unidade, localizada no bairro do Tororó.

O Cine Martaguinho possibilita o lazer com uma programação cultural e lúdica, beneficiando, mensalmente, cerca de 240 crianças e adolescentes, entre 3 e 16 anos e acompanhantes. São oito sessões mensais.

O projeto foi desenvolvido pelo serviço de psicologia do hospital, em parceria com a equipe de enfermagem, equipe médica, serviço social, nutrição e fisioterapia.

Foram investidos cerca de R$ 47,5 mil, patrocínio da empresa Monsanto por meio do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCA).

Presidente da Liga Álvaro Bahia, Carlos Emanuel Rocha comemora: “É mais uma conquista, com foco em humanizar o cenário hospitalar. Aqui, 60% das crianças atendidas são de famílias que vivem com renda de um salário mínimo ou menos. Para muitas – 70% delas vêm do interior – é uma primeira oportunidade de ter contato com a cultura, com o cinema, com os filmes”.

Moradora de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo, Amanda Menezes, 12 anos, que trata uma leucemia há pouco mais de um ano, aprova a iniciativa. “Nos ajuda a esquecer o que passamos durante o tratamento”, disse.

De acordo Anne Galvão, da coordenação de psicologia, os filmes são pensados para auxiliar no tratamento: “Podemos trabalhar diagnóstico, preconceitos e conceitos e, após o filme, ter uma sessão terapêutica conjunta”.

Reforma

A Secretaria de Comunicação do governo estadual divulgou, nesta sexta, que a segunda etapa das obras de requalificação do Martagão Gesteira será iniciada na próxima segunda-feira.

O documento que garante o início das intervenções foi assinado em solenidade com a primeira-dama do estado e presidente das Voluntárias Sociais da Bahia, Aline Peixoto, e o presidente da Liga Álvaro Bahia.

O valor de R$ 2,7 milhões investido nas obras foi arrecadado com um show da cantora Ivete Sangalo, realizado em novembro do ano passado, e um convênio assinado com a Secretaria Estadual da Saúde.

Parceria com VSBA garante segunda etapa da reforma no Martagão

A segunda etapa das obras de requalificação do Hospital Martagão Gesteira, em Salvador, será iniciada na segunda-feira (3). O documento que garante o início das intervenções foi assinado nesta sexta-feira (31), em solenidade que reuniu a primeira-dama do Estado e Presidente das Voluntárias Sociais da Bahia (VSBA), Aline Peixoto, o Presidente da Liga Álvaro Bahia, Carlos Emanuel Rocha, além de representantes da unidade hospitalar. O valor de R$ 2,7 milhões, investido nas obras, foi arrecadado através de um show beneficente da cantora Ivete Sangalo, realizado em novembro do ano passado, e um convênio assinado com a Secretária da Saúde do Estado (Sesab).

O hospital vai receber 44 novos leitos na área de atendimento oncológico, um aumento de mais de 100% em relação à atual capacidade de atendimento. Dois deles serão utilizados para o transplante de medula óssea, que ainda não é realizado na faixa etária pediátrica no estado da Bahia.

Os colaboradores também poderão contar com mais locais de apoio, incluindo sala de estar e espaço para videoconferências para capacitação dos profissionais e melhoria na qualidade da prestação de serviço oferecida aos pacientes.

De acordo com Carlos Emanuel Rocha, presidente da Liga Álvaro Bahia, instituição filantrópica responsável pela administração do Martagão, a obra vai beneficiar todo o estado. “Pretendemos entregar esta obra até o final deste ano. A nossa área de oncologia pediátrica, que já é a maior do estado, vai avançar ainda mais. Estaremos aptos a fazer transplantes de medula óssea com toda a estrutura necessária. A partir desta requalificação vamos nos tornar um centro de referência não apenas na Bahia como em todo o nordeste e vamos receber crianças de todo o Brasil”.

Primeira etapa

A primeira parte das obras, a UTI Ivete Sangalo, entregue em setembro do ano passado, contou com mais de um milhão de reais de investimento. Para a coordenadora de enfermagem do Martagão, Marcela Ribeiro, a unidade facilita a assistência de alta complexidade para crianças e adolescentes. “Os resultados tem sido muito positivos, tem beneficiado muitas crianças. Nós atendemos diariamente, temos 10 leitos em funcionamento. São cerca de 40 crianças ao mês em diversas especialidades, inclusive fazemos cirurgias cardíacas e acompanhamento pós-operatório”.

Saúde contrata, mas com menores salários

Na contramão da crise econômica, a saúde tem conseguido se manter diferente de outras áreas profissionais. Segundo a Confederação Nacional de Trabalhadores da Saúde, 40 mil vagas têm sido criadas desde o ano passado, principalmente nas áreas de atendimento hospitalar e atenção ambulatorial. Um fôlego pequeno, mas significativo, perto do contingente de desempregados que já atinge 13 milhões de brasileiros.

Na Bahia, isso tem se refletido com a construção de novas unidades de saúde pelo estado, a exemplo mais recentemente do Hospital da Mulher, e da inauguração do HGE2 – nova estrutura física que amplia os serviços e atendimentos do Hospital Geral do Estado.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), no Hospital Geral Roberto Santos, foram contratados 73 profissionais entre janeiro e fevereiro de 2015, entre enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Já nas unidades básicas do Município, foram 3.700 contratações, nos últimos quatro anos, de áreas mais diversas, entre médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, dentistas.

 Abertura de vagas

Esse crescimento, contudo, é uma “faca de dois gumes”. Embora novas vagas tenham sido criadas, os problemas continuam com a redução nas remunerações, e no fechamento de outros postos de trabalho – fatores que, no geral, não ajudam a melhorar o ambiente para o profissional de saúde, e consequentemente, impactam negativamente para o paciente.

De acordo com o diretor do Sindisaúde – Rede Privada, Jamilton Góes, o que está acontecendo por meio institucional é que, como forma de cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, as unidades de saúde do Estado estão sendo assumidas por organizações sociais da iniciativa privada, ao invés de preencher a quadro de funcionários com a realização de concurso público.

“Com o crescimento dos hospitais, a oferta realmente aumentou. No entanto, a exploração da mão de obra também aumentou, e os salários reduziram”, aponta Góes. Essa redução nas remunerações tem vindo na ordem de até 50%, o que dificulta até mesmo manter-se no mercado.

O diretor do Sindisaúde explica que para manter-se ativo, o profissional de saúde precisa estar se atualizando constantemente, seja através de cursos de qualificação ou especializações. No entanto, o salário que está em média de R$ 1.000 a 1.300, pela atividade em 30 horas semanas, é fator desmotivador para grande parte dos profissionais, que precisam entre ter maior liberdade financeira e os cursos.

“Neste aspecto, o sindicato faz constantemente convenções coletivas, pedindo às empresas que facilitem e incentivem o crescimento profissional de seus colaboradores, com o menor custo possível ao trabalhador”, explica o diretor do Sindisaúde.

Na área da enfermagem, o que tem acontecido é a substituição da mão de obra. Segundo a presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado da Bahia (SEEB), Lúcia Duque, cada vez mais aos hospitais privados e filantrópicos estão optando pelo desligamento de enfermeiros com mais anos de profissão para a contratação de profissionais ainda em início de carreira.

 Um dos motivos que colaboram para essa medida é, também, a remuneração profissional. Duque explica que um profissional com trajetória aproximada dos 30 anos de serviço ganha consideravelmente mais que um profissional recém-formado, ou com pouco tempo de atuação.

 Além disso, ainda é difícil de medir se a empregabilidade é alta, visto que os enfermeiros, pelo menos, conseguem e decidem acumular vínculos, seja porque encontram dispõem de tempo, seja por conta da baixa remuneração.

Assim, a orientação de Lúcia Duque é pelo segmento de dois caminhos, que seria buscar o sindicato para juntar-se a uma luta coletiva por melhores condições de trabalho e remuneração, enquanto que, por outro, também procurar se especializar, a fim de tornar-se um profissional atualizado.

Macacos do Zoológico não oferecem risco relacionado à febre amarela

Cerca de 200 primatas, de diferentes espécies, vivem no Parque Zoobotânico de Salvador, localizado no bairro de Ondina. Apesar das dúvidas e apreensão de baianos e turistas, eles não oferecem risco à população de infecção por febre amarela. A coordenação do parque, que é ligado à Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema), tem recebido ligações e perguntas de visitantes e esclarece que não há motivo para medo desses animais nem para agressões a outros macacos que vivem na natureza.

“Os primatas são hospedeiros assim como nós, humanos. Mesmo que um macaco esteja doente, ele não é capaz de fazer a transmissão direta ao homem”, explica o coordenador e médico veterinário do Zoo de Salvador, Vinícius Dantas. O veterinário acrescenta que, “na verdade, a morte deles [primatas] serve como um alerta para a vigilância sanitária saber da presença do vírus e do risco da doença chegar aos humanos, mas não através do macaco. Temos que tratar esses animais como parceiros e não como vilões”.

De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), fragmentos do vírus da febre amarela foram encontrados em quatro macacos mortos na capital baiana, nos bairros de Vila Laura, Paripe e Itaigara. No entanto, o veterinário do Zoológico destaca que ainda são necessários exames mais detalhados para afirmar que os animais morreram por complicações da febre amarela. Em todo o estado, até o momento, 23 casos foram positivos para a presença do vírus em primatas.

Nenhum caso do tipo foi registrado entre os animais que vivem no Zoológico e algumas medidas de prevenção já foram tomadas pela equipe. “Infelizmente, não há vacina para esses animais. Algumas espécies são mais sensíveis à doença e o que estamos fazendo é colocar esses macacos em locais com uma tela de proteção que impede a passagem dos mosquitos. São medidas preventivas para diminuir o risco de ficarem doentes, mas as pessoas não precisam ter medo ou deixar de vir ao Zoológico”, afirma Dantas.

 

Fonte: A Tarde/Tribuna/Ascom Sesab/Municipios Baianos

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