05/04/2017

Canal do Xingó bombeará água para 5 municípios sergipanos

 

O projeto de construção do Canal do Xingó, apresentado em 2013, bombeará água captada da Barragem da Usina PA IV, região da Vila Matias, em Paulo Afonso, para os municípios sergipanos de Canindé de São Francisco, Poço Redondo, Porto da Folha, Monte Alegre e Nossa Senhora da Glória, assim como para Paulo Afonso e Santa Brígida, na Bahia. A primeira etapa do projeto terá cerca de 130 quilômetros e beneficiará aproximadamente 70 mil pessoas.

Com vazão de até 36 metros cúbicos por segundo, o Canal do Xingó percorrerá por gravidade os primeiros 103 quilômetros do canal até Poço Redondo, em Sergipe.

Nos encontros que estão sendo realizados nos municípios a serem beneficiados, a arqueóloga Michelle Tizuka e a engenheira Magda Moreira –  representante da CODEVASF, apresentam detalhas sobre os impactos ambientais provocados pelo projeto, promovendo educação ambiental nas escolas, requisito exigido para liberação da licença ambiental. Em Paulo Afonso, a equipe que conta com a colaboração de artistas e representantes da Secretaria Municipal de Educação, está percorrendo escolas municipais do centro, bairros e área rural.

Na região onde será construído o Canal do Xingó – margem direita do Rio São Francisco, foram identificados centenas de sítios arqueológicos, alguns com pinturas rupestres. O local da pesquisa faz parte do Bioma da Caatinga, e abrange os municípios baianos de Paulo Afonso e Santa Brígida, no submédio São Francisco – e os municípios de Canindé de São Francisco, Poço Redondo, Porto da Folha, Monte Alegre e Nossa senhora da Glória – Oeste de Sergipe.

Além dos sítios com pinturas rupestres, durante o levantamento arqueológico foram identificados ainda, sítios com artefatos líticos como pilões, lâminas de machado, lascas e fragmentos de cerâmica e louça. Segundo os arqueólogos, os artefatos líticos, são, na maior parte polidos, como lâminas de machado, mão de pilão e o próprio pilão – objetos usados para o preparo dos alimentos que necessitam ser triturados. Podem ainda estar relacionados à construção de canoas para a pesca e na agricultura.

Remanso, Sento Sé e Sobradinho vão implantar disciplina de empreendedorismo em sala de aula

Estudantes do ensino fundamental de escolas públicas em Sobradinho, Remanso, Sento Sé, Canudos e Paulo Afonso, no Norte da Bahia, vão aprender na sala de aula noções de empreendedorismo. Durante um ano, as escolas classificadas no edital do Programa Jovens Empreendedores Primeiros Passos (JEPP), desenvolvido pelo Sebrae, vão inserir a disciplina de empreendedorismo na grade curricular da escola ou por meio de atividades extras. Em todo o estado, 43 municípios serão beneficiados.

O objetivo do programa é disseminar o empreendedorismo no ensino formal e despertar nas crianças características empreendedoras que as tornem no futuro jovens e adultos inovadores e atuantes. Assim, o curso, aliado a um ambiente de aprendizagem, incentiva os alunos a buscarem o autoconhecimento, novas experiências, além do espírito de coletividade.

Para o gerente regional do Sebrae em Juazeiro, Carlos Cointeiro, a educação exige novos métodos de ensino que preparem os estudantes para o atual cenário econômico e social do país. “Nós estamos contribuindo com esse processo, levando a cultura empreendedora, por meio do JEPP, para dentro das escolas. E essa parceria possibilita que o empreendedorismo faça parte da rotina dos alunos e forme cidadãos criativos e com espírito empreendedor”, destaca.

De forma dinâmica e interativa, o JEPP vai tratar em nove cursos, temas ligados ao comportamento empreendedor, cultura da cooperação e da inovação, sustentabilidade, ética, cidadania, em diversas áreas de mercado, como indústria, comércios, serviços. Para atender essa proposta os professores das instituições de ensino classificadas no norte baiano serão capacitados no mês de maio para atuar no programa. A metodologia será aplicada aos estudantes a partir do segundo semestre deste ano e segue até 2018.

Demissão em massa na fábrica da Coca Cola em Petrolina

De acordo informações, o representante do Sindicato das Industrias de Bebidas de Pernambuco (Sindbebi), Vanilson Reis, que a empresa da Coca-Cola, localizada no Distrito Industrial em Petrolina, sertão de Pernambuco demitiu na manhã desta segunda-feira (03) cerca de 80 funcionários do setor de fabricação da empresa.

Segundo o sindicato, os trabalhadores foram pegos de surpresa após tomarem o café da manhã. Os produtos deixarão de ser produzidos em Petrolina e irão para o Porto Suape em Recife”, informou o sindicalista.

Ainda segundo Vanilson os problemas gerados pela empresa se arrastam há anos. “Uma empresa que funcionou há mais de 30 anos em Petrolina passando por vários mãos sempre prejudicando os trabalhadores. As demissões já vem acontecendo desde quando Solar assumiu”. Ele citou alguns supostos casos de abusos. “Em cada veículo o motorista e um descarregador faziam serviços de descarregamento, o fato foi comunicado ao Ministério do Trabalho e nada de providências. Petrolina está de luto, triste, peço ajuda ao prefeito Miguel Coelho e aos empresários para que tentem resolver este problema porque todas estas pessoas tem famílias e a empresa estava funcionando muito bem em nossa cidade”.

Ele afirmou que vai reunir a categoria para ver quais decisões serão tomadas, inclusive com relação aquelas pessoas que tem estabilidades e outras que sofrem de doenças ocupacionais. ”É uma empresa que fez o que quis contra os trabalhadores, o que está acontecendo em Petrolina é o que vai acontecer no país caso o povo não abra os olhos com este governo golpista”, alertou Vanilson Oliveira.

Em nota enviada para a imprensa, a Empresa Solar afirmou que vai cumprir com todas as obrigações trabalhistas.

Fórum discute fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas

Membros do Fórum Baiano de Comitês de Bacias Hidrográficas (FBCBH) realizaram, na segunda-feira (3), na sala de reuniões do Tribunal de Contas do Estado (TCE), a 14ª reunião ordinária, com a participação do secretário do Meio Ambiente (Sema), Geraldo Reis, da diretora geral do Instituto do meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Márcia Teles, e equipe técnica da Sema.

Durante o encontro, representantes do poder público, usuários de recursos hídricos e da sociedade civil dialogaram sobre questões importantes para o fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas do Estado da Bahia (CBH’s). Segundo o titular da Sema, “nossa gestão propõe uma linha de atuação que preza pelo controle social e ações compartilhadas. O governo vai trabalhar muito para que a Bahia tenha comitês qualificados e preparados para atuarem como co-responsáveis pela gestão de recursos hídricos no estado”.

Na pauta, a apresentação de um suporte técnico, operacional e administrativo que será ofertado pelo Governo do Estado para subsidiar e qualificar ainda mais o trabalho desenvolvido pelos CBH’s, em todo o estado. Serão destinados para cada Comitê de Bacia 14 kits básicos formados por equipamentos como mesas, telefones, cadeiras, armários e computadores com impressoras.

De acordo com a técnica Elba Alves, da superintendência de Políticas e Planejamento Ambiental (SPA/Sema), “a secretaria fará um levantamento das instalações físicas situadas nos municípios pólos que podem ser utilizadas para abrigar as centrais, e, para desenvolvimento das atividades, contarão com o suporte da mão de obra de profissionais do programa Primeiro Emprego e estagiários de ensino superior das Universidades locais”.

A formação para os membros dos CBHs nas áreas de recursos hídricos, controle social e outros temas foi anunciada durante o encontro. As capacitações serão feitas por meio dos programas de Formação em Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Formar) e Educação Ambiental, por meio de cursos presenciais e à distância, rodas de diálogos, oficinas, encontros formativos, entre outras atividades.

Para o presidente do CBH do Salitre, Manoel Ailton Rodrigues, morador da comunidade remanescente quilombola São Tomé, distrito de Campo Formoso, a participação da sociedade civil nas decisões sobre a preservação dos recursos hídricos é fundamental. “Eu também ajudei a criar o Comitê de Bacias, e acho que é um espaço estratégico para diálogo com o poder público, para mobilização popular, por isso é preciso torná-lo casa vez mais um colegiado deliberativo, que lute por uma política das águas mais efetiva”.

Durante o encontro, ainda foi feito um panorama geral sobre os Planos de Bacias do Estado da Bahia e a sinalização para inserção dos Comitês de Bacias no Programa Nacional de Fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas (Procomitês), com prazo limite até dezembro desse ano.

 

Fonte: PAN Noticias/Ascom Sebrae/Ascom Sema/Municipios Baianos

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