06/04/2017

Policlínica em Simões Filho deve atender Lauro de Freitas

 

Uma nova “Policlínica Metropolitana” a ser construída em Simões Filho deve passar a atender também a demanda de Lauro de Freitas por exames e diagnósticos no sistema público de saúde. Quinze cidades da Região Metropolitana de Salvador, mais de um milhão de pessoas, terão atendimento específico na policlínica. A iniciativa é resultado da criação de um consórcio de saúde entre os municípios. Um outro foi estabelecido para a região de Alagoinhas, onde também será construída uma policlínica.

Cada equipamento custará cerca de R$ 22 milhões entre obras e equipamentos, num investimento integralmente bancado pelo Estado. Já a manutenção será compartilhada entre o Estado, que financiará 40% dos custos, e os municípios consorciados, que vão cobrir os 60% restantes, proporcionalmente à sua população. Com a maior população da RMS, Lauro de Freitas deverá pagar grande parte dos custos de manutenção da policlínica a ser construída em Simões Filho.

O governador Rui Costa (PT) lembrou que 82% da população baiana ainda tem que se deslocar do interior para a capital fazer exames, cirurgias e outros procedimentos. A regionalização da saúde, uma das bandeiras da atual administração, avançaria por meio desses consórcios.

A maioria dos mais de 200 hospitais baianos não faz cirurgias nem partos. O governador mencionou a experiência de países desenvolvidos na área: “em países como a Alemanha, as pessoas chegaram à conclusão de que é melhor ter um hospital que resolva o problema de muitas pessoas do que vários hospitais que não resolvem nada”. Para ele, “as policlínicas vêm nessa direção”.

Prefeito participa de reunião para resolver impasse sobre a Policlínica em Simões Filho

O Prefeito de Simões Filho, Diógenes Tolentino (PMDB), participou nesta terça-feira (4), de uma reunião, que tinha como objetivo solucionar um impasse entre parte dos prefeitos e o Governo do Estado no que diz respeito ao regulamento para a gestão do consórcio da policlínica de saúde que será implantada em Simões Filho. A reunião desta terça-feira terminou sem sucesso.

Diante do acordo para o estado construir a Policlínica e as cidades envolvidas arcarem com 60% da manutenção, os prefeitos argumentam que o Estado deveria ter menor poder de decisão no consórcio.

No regulamento dos consórcios, o governo do estado precisa ter 2/5 dos votos no colegiado para que o seu poder de determinação seja majoritário. E é exatamente neste ponto que os prefeitos estão irredutíveis: eles querem que o estado tenha apenas 1/3.

No caso da policlínica em Simões Filho, que deve atender a 15 municípios, apenas 11 têm cadeira no consórcio atualmente: Simões Filho, São Francisco do Conde, Candeias, São Sebastião do Passé, Camaçari, Mata de São João, Santo Amaro, Saubara, Pojuca, Lauro de Freitas e Dias D’Ávila.

O fato de ter assento no consórcio ainda não é o mais significativo, pois eles têm pesos diferentes no voto a depender da população. Cidades com mais de 105 mil habitantes terão peso quatro nas decisões, enquanto localidades com até 35 mil terão um. Entre 35 e 75 mil, o peso será dois. De 75 a 105 mil, será três. Nesse contexto, argumentam os prefeitos, o governo precisaria ter apenas apoio de dois grandes municípios para vencer eventual discussão.

Um novo encontro está marcado para a próxima sexta (7), para tentar mais uma vez, resolver o impasse na questão do poder de decisão no consórcio.

Famílias pedem melhorias no atendimento médico e escolar aos autistas em Simões Filho

O último domingo (02/04) comemorou o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, no qual as famílias se mobilizam para trocar experiências e esclarecer dúvidas sobre o transtorno. Na segunda-feira (03/04), um grupo de autistas e familiares de Simões Filho fizeram uma caminhada em direção ao prédio da prefeitura para pedir mais inclusão aos portadores de autismo.

Segundo Vanusa, coordenadora do Núcleo de Atenção Terapêutica Social Pedagógica (NATESP), a prefeitura de Simões Filho precisa contratar mais profissionais para trabalhar no Núcleo. Segundo ela, desde que ocorreu a mudança na gestão administrativa da cidade, o número de funcionários da instituição tem sido menor do que nos anos anteriores. Outra reivindicação é a construção de um Centro de atendimento aos portadores de autismo.

“Queremos sair de Núcleo para um Centro de atendimento com todas as especialidades, com uma atenção especial pros pais e um atendimento digno pras crianças autistas e com qualquer deficiência, que nós temos hoje na cidade”, disse Vanusa ao Mapele News.

Idealizado pela Secretaria Municipal de Educação, o NATESP tem a finalidade de promover para a comunidade educacional um atendimento biopsicossocial. O local fornece atendimento aos portadores de necessidades especiais, como clinica médica, fisioterapia, nutricionista, psicologia e fonoaudiologia.

A coordenadora ainda disse que, a indicação da criação do centro foi encaminhada para a Câmara de Simões Filho através do vereador Boly Boly, mas ainda carece de votação e aprovação dos outros parlamentares. A expectativa é que a proposta seja votada ainda na próxima sessão ordinária, realizada nesta terça-feira (04/04).

“A nossa luta é que essas crianças possam ser incluídas de forma digna porque elas estão aí. Elas estão crescendo e elas precisam de um local pra serem habilitadas, reabilitadas e colocadas na sociedade de forma adequada. Hoje a gente não tem isso aqui em Simões Filho ainda”, completou.

 

Fonte: Vilas Magazine/Mapele News/Municipios Baianos

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