19/04/2017

Feira: Ida de Ronaldo para a base de Rui é questionada

 

A deputada estadual Luiza Maia, do PT, disse não acreditar na migração do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), para a base do governo Rui Costa (PT). A informação circula há certo tempo nos bastidores, e ganhou corpo após declarações públicas do ex-governador Jaques Wagner sobre a “boa relação” com o democrata, que é aventado para se filiar ao PP e disputar uma vaga no Senado.

“Eu não ouvi nenhum comentário sobre isso. Mas quem vem para o PT para somar, trazer inclusão social, dar atenção aos segmentos mais pobres da sociedade, é bem-vindo. Mas não sei, ele é um dos caciques do DEM. Rui se relaciona com todo mundo, é um republicano. Não acredito nisso não”, declarou a petista.

Em entrevista publicada ontem pela Tribuna, Zé Ronaldo desconversou ao ser questionado sobre o assunto. “Aprendi ao longo da minha vida a manter uma relação de respeito institucional com as autoridades. Tenho com Jaques Wagner, mantenho com Rui, diria até que temos um relacionamento pessoal bom, de homens e cidadãos, e mantemos realmente uma relação muito respeitosa. E com certeza isso continuará, porque sempre coloquei o interesse da administração pública acima do interesse pessoal. Agora, política nem ele falou comigo nem eu falei com ele. Em nome da Justiça e da verdade, não tratamos desse assunto”, garantiu.

O democrata também adotou um tom de neutralidade ao avaliar o desempenho de Rui à frente do Executivo estadual, apontando que as obras têm diminuído por conta da crise. A opinião, no entanto, não é compartilhada por Luiza Maia. “Acho que é discurso da oposição. Mesmo com toda a situação, os estados estão dividindo o salário, o Rio é bem menor que a Bahia e com o orçamento bem maior. Vários estados brasileiros estão em dificuldade. A oposição não vai elogiar o que o governo está fazendo, o que nenhum outro tem feito”, pontuou.

A parlamentar também se mostrou convicta de que partidos como DEM e PSDB foram alguns dos principais integrantes de esquemas de corrupção envolvendo a Petrobras e a Odebrecht. “Eles representam a elite entreguista desse país que sempre deu bola a banqueiro e empresário. O que eles tiveram de vantagem é que eles estavam protegidos pelo Judiciário, e agora perderam o controle e todo mundo está delatado e envolvido”, disse. “A destruição da política em democracia é muito ruim.

Com ou sem erros, eles chegam lá através do voto. Estamos vendo a besteira que Temer, que não chegou pelo voto, está fazendo ao tentar implantar a política neoliberal. Lula começou fazendo uma pequena transformação, mas eles não quiseram, e depois acabaram derrubando uma presidenta eleita. O desemprego acabando com  os programas sociais. Estão destruindo o nosso país do ponto de vista da sua população. Não podemos voltar à década de 90, quando tudo ficava concentrado nas mãos de uma pequena elite”, acrescentou.

“Zé Ronaldo será bem-vindo à base de Rui”, diz Wagner

O secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Jaques Wagner, se posicionou sobre a relação cordial mantida entre o governador Rui Costa (PT) e o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), que é especulado para uma possível aliança com o PT baiano.

Nesse sentido, o democrata deixaria sua atual legenda para se filiar a alguma da base, como o PP. “Se quiser vir, será sempre bem-vindo. Nunca tive conversa com ele sobre esse assunto, mas, é óbvio, que é prefeito de uma cidade importante, a segunda maior cidade do Estado, e eu digo sempre que se cresce na política ampliando o seu grupo e não excluindo. Mas não tenho notícias ainda de ele se descolar para o nosso grupo. Se for uma decisão dele, claro que a gente está sempre disposto a conversar”, disse Wagner em entrevista coletiva, em Feira.

Os rumores dão conta de que, uma vez filiado ao PP, Ronaldo deixaria o comando do Executivo feirense para pleitear uma vaga no Senado, na chapa de Rui, que quer estar cercado de bons quadros.

Principalmente diante da possibilidade de haver dissidências na base em 2018. A mais especulada é a de o senador Otto Alencar (PSD) debandar para o lado do prefeito ACM Neto (DEM), virtual candidato ao governo do Estado, o que o próprio Otto nega com veemência.

Ronaldo também nunca escondeu a amizade que tem com o vice-governador João Leão (PP), o que alimenta ainda mais as especulações. Além disso, comenta-se que o feirense pode se filiar ao PSD, e assim ganhar uma vaga na majoritária. Há quem diga que ele dificilmente conseguiria o feito na chapa de Neto, já que teria de enfrentar partidos como PRB, PMDB e PSDB, dificultando a presença de dois democratas na majoriária.

Em fevereiro, um encontro de Rui com o presidente da Câmara Municipal de Feira, Ronny Vieira (PSDB), deu o que falar. Em suas redes sociais, o vereador escreveu que o convite para jantar no Palácio de Ondina partiu do próprio governador. “Fomos recebidos com muito carinho para um delicioso jantar, onde conversamos bastante sobre vários assuntos. Estamos todos muito gratos pela recepção do governador e da primeira-dama”, postou o tucano.

Ronaldo pode ser o vice de Rui em 2018

O mais novo burburinho em torno do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), e o governador Rui Costa (PT) é que o democrata estaria sendo cotado para a vice na chapa do petista em 2018. Para que isso se concretizasse, Ronaldo iria se filiar ao PP ou ao PSD.

Em entrevista publicada nesta segunda-feira (17) pela Tribuna da Bahia, no entanto, o demista desconversou sobre a possibilidade de mudar de lado, ressaltando que “conversa com todos” e que mantém respeito institucional pelo governador.

Por outro lado, pessoas ligadas ao prefeito ACM Neto (DEM) teriam dito que a manobra se trata de uma estratégia de ambos os correligionários, com o aval do governo Temer, para “roubar” um dos partidos da base governista. A informação foi veiculada pelo site Políticos do Sul da Bahia.

“Se tiver apoio, serei candidato”, diz Zé Ronaldo

Prefeito de Feira de Santana, o ex-deputado federal José Ronaldo de Carvalho (DEM) declarou, em entrevista exclusiva à Tribuna, que alimenta pretensões políticas para 2018, caso obtenha o apoio necessário para isso. Após desconversar sobre os rumores de que poderia filiar-se ao PP, da base do governador Rui Costa (PT), o democrata relembrou a época em que concorreu ao Senado, em 2010.

“Foi uma campanha dificílima, sem materiais totais, mas fizemos uma campanha digna, honrada. Conheço a Bahia toda, lideranças de todas as regiões, me acho em condições de exercer um cargo majoritário. Então, se eu puder disputar um pleito em 2018, não vou esconder, vindo uma candidatura, eu iria com simpatia. Mas não pode ser um desejo meu, não pode ser uma coisa única na minha cabeça. A vontade eu tenho, mas tenho que ter apoio de grupo, de políticos e da sociedade. Então, se esses apoios surgirem, eu não tenho nenhum receio de enfrentar uma luta”, disse, para emendar: “Se tiver apoio, serei sim, candidato”.

Zé Ronaldo também falou sobre as ações que tem empreendido para enfrentar o problema da seca, comenta a boa relação mantida com o governo estadual e ainda avalia a economia e os impactos da Lava Jato na política nacional.

“Foram abertos inquéritos contra mais de 200 pessoas. A abertura de inquérito também dá a oportunidade para as pessoas se defenderem, mostrarem a sua verdade. Mas acredito que com o passar do tempo as pessoas inocentes vão conseguir provar a sua inocência. Mas vale a sociedade tomar conhecimento. Aquele que não provar, aí é com a Justiça. Mas acho também que a política nacional passa por uma grande transformação. A Lava Jato vem dando, ao longo desses anos, uma forte contribuição à política nacional. Acho que ela vai conseguir mudar a mentalidade de muita gente que está na vida pública e pensa em obter benefício de ordem pessoal. Acho que isso vai ajudar e muito a fazer uma mudança na política, que quando as pessoas participarem da política a vejam como um patrimônio da sociedade, emendou.

 

Fonte: Tribuna/PoliticaLivre/Municipios Baianos

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