21/04/2017

Wagner sobre Cerb: ‘Se tem algo errado, prenda gente do Judiciário’

 

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, confirmou nesta quinta-feira (20) que houve um acordo entre o governo da Bahia, na época em que ele era governador, e a empreiteira Odebrecht para pagamento de uma dívida da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb) com a empresa.

Segyndo Wagner, se houve “trambique” no pagamento feito pelo seu governo à Odebrecht, para quitar uma dívida da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb) com a empreiteira, “muita gente do Judiciário” tem que ser presa, uma vez que o Estado apenas cumpriu uma decisão da Justiça.

“O Estado foi condenado pelo Judiciário [a pagar a dívida]. Se tem alguma coisa errada com aquele pagamento, tem que prender muita gente do Judiciário, porque foi o Judiciário que condenou o Estado a pagar uma dívida antiga, de 1989. A dívida do Estado era de R$ 1,4 bilhão e nós acabamos fazendo um acordo para pagar R$ 290 [milhões] em 100 parcelas, em oito anos. Eu, na verdade, só fiz beneficiar. Havia uma condenação transitada em julgado, já tinha até o pedido de penhora de máquinas da Cerb, e o valor de condenação era R$ 1,4 bi. Se acha que foi um mau negócio, aí eu não sei. Mas, vou repetir, se teve trambique, foi na condenação do Estado”, afirmou, em entrevista coletiva, em um evento em Feira de Santana.

De acordo com André Vital, ex-superintendente da Odebrecht, a construtora condicionou a doação de campanha para o governador Rui Costa (PT) na campanha de 2014 ao pagamento do débito. “Quando chegou em 2014, na época do planejamento de campanha, Marcelo Odebrecht pediu que eu procurasse Cláudio Melo Filho para dar um recado a Wagner, dizendo que qualquer apoio ao candidato do PT estaria relacionado à resolução do assunto da Cerb”, afirmou o executivo, no acordo de colaboração premiada.

Desafio

O secretário ainda voltou a criticar os delatores da Operação Lava Jato. “Por enquanto [na Lava Jato], só tem notícia de delatores, que, para se safar da prisão, dizem o que querem: verdade e mentira. Eu estou muito tranquilo.

“Quero saber de uma coisa: qual o delator que aponta uma obra superfaturada na Bahia para apontar? Se me apontarem uma, eu calo a boca. A obra do metrô, a maior do meu governo, eles [Odebrecht] nem sequer entraram na licitação e eles sabem o porquê. Queriam que eu colocasse um bilhão a mais e eu não coloquei. Meu governo não tem nenhum escândalo de corrupção". "Eu estou muito tranquilo. As doações de campanha estão todas escrituradas. Só tem notícias de delatores que, para se safar da prisão, dizem o que querem”, desafiou.

TCU mantém direito de Jaques Wagner de exercer cargos públicos

O Tribunal de Contas da União (TCU) não aceitou os argumentos do ministro André Luís de Carvalho, relator do processo que investiga irregularidades de nomeações do Ministério da Defesa quando Jaques Wagner (PT) era o titular, e o petista segue podendo ocupar cargos públicos.

A decisão do TCU segue o que fora apontado pelos técnicos da Corte. Assim, Wagner, que era investigado por nomear o marido de Ideli Salvatii para cargo na Organização do Estados Americanos (OEA), terá que pagar uma multa de R$ 15 mil.

Negromonte mudou de opinião sobre reforma trabalhista

O Palácio do Planalto e os líderes governistas no Congresso conseguiram que vários deputados mudassem de opinião da noite para o dia e a urgência para a reforma trabalhista foi aprovada no Congresso.

Em menos de 24 horas, 24 deputados que haviam votado contra a aceleração da urgência mudaram de ideia e nesta quarta-feira (19) apoiaram a tese do Governo Federal. Dentre os parlamentares, está um baiano: Mário Negromonte Jr. Além dele, outros dois deputados do PP mudaram o voto.

O VN tentou contato com o deputado Mário Negromonte Jr., mas não conseguiu até o fechamento da publicação.

Otto se opõe a Wagner: ‘Não vou disputar Senado de novo. Ponto final’

O senador Otto Alencar (PSD) descartou, nesta quarta-feira (19), a tese apresentada pelo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner (PT), de que o parlamentar dispute o Senado novamente em 2018, apesar de ter mais quatro anos de mandato, para “fortalecer” a chapa de Rui Costa (PT), que será candidato mais uma vez ao Palácio de Ondina.

“Não tem porque eu, com mandato de senador, disputar outro mandato de senador. Seria redundância política. Eu agradeço a ele [Wagner] a lembrança. Faz isso mais por amizade, até por brincadeira, mas não vou, de maneira nenhuma, disputar eleição de senador tendo mandato. Descarto totalmente. Não tem essa possibilidade. Não é hora de falar [de eleição] ainda. A hora de falar é em março de 2018. Aí ele fala essas coisas, faz essas conjunturas… Não tenho interesse. Eu não vou disputar. Ponto final”, enfatizou, em entrevista ao bahia.ba.

Nos bastidores, o comentário é de que Otto pode articular a candidatura à reeleição do hoje secretário estadual de Educação, Walter Pinheiro, que é senador licenciado. O titular da pasta se filiaria ao PSD e concorreria ao lado do próprio Wagner, em uma chapa com Rui e o vice-governador João Leão (PP), mantidos em seus postos.

Mudanças

Sobre a possibilidade de saída de Fernando Torres da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), hipótese não descartada pelo governador, o senador Otto Alencar garantiu a sua permanência no posto, apesar de o seu aliado José Rebouças ter sido demitido pelo deputado licenciado da chefia de gabinete. Ao bahia.ba, ele assegurou ainda que o titular da Sedur fica no PSD.

“Ele é secretário e vai continuar secretário. Só sairá se quiser. Ele é deputado federal, ajudou muito na formatação do partido. Foi quem mais conseguiu assinaturas, nove mil. Ele é membro fundador do partido. Não tem estresse, não tem tensão”, atenuou.

‘Para Pernambuco tudo, para os demais o que sobrar’

O ministro Mendonça Filho (Educação) continua ampliando o seu raio de influência em Pernambuco, já que apareceu na última pesquisa do Instituto Maurício de Nassau com 10% de intenções de votos dos pernambucanos para o governo estadual.

Ele liberou nesta quarta-feira (19) R$ 87 milhões para o Instituto Federal de Pernambuco (IF-Sertão), as Universidades Federal, Federal Rural, Universidade do Vale do São Francisco (Univasf) e Fundação Joaquim Nabuco.

Os recursos serão aplicados na manutenção, custeio e pagamento de assistência estudantil, dentre outras necessidades.

Desde o início do ano, o MEC já repassou R$ 96 milhões para as instituições federais em Pernambuco, o que só aconteceu porque o ministro é pernambucano e deputado federal pelo DEM.

Para todo o Brasil, foram destinados, R$ R$ 199,52 milhões. Desse valor, R$ 27,26 milhões serão destinados especificamente para o pagamento de despesas relacionadas à assistência estudantil.

Outros R$138,19  milhões foram transferidos às Universidades Federais, incluindo repasses para hospitais universitários. Já a rede federal de educação profissional, científica e tecnológica receberá R$ 59,73 milhões.

O restante, R$ 1,59 milhão, foi repassado às unidades Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), Instituto Benjamin Constant (IBC) e Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).

Desde o início do ano, o MEC repassou R$ 1,9 bilhão para as instituições federais, incluindo o que foi destinado ao pagamento de despesas das universidades e institutos federais.

 

Fonte: Ação Popular/Municipios Baianos

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