25/04/2017

Sesab alerta para a vacinação contra a influenza

 

A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) lembra à população que está em andamento a 19ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que começou no dia 17 e deve imunizar este ano 3,6 milhões de pessoas na Bahia. O público alvo são os idosos a partir de 60 anos, crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), os trabalhadores da saúde, povos indígenas, grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Em 2017, até o dia 1º deste mês, já foram notificados à Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) 82 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo que sete evoluíram para óbito.  Entre os 82 casos notificados, sete foram ocasionados pelo vírus da influenza e cinco por outros vírus respiratórios. Nos sete casos de influenza, dois foram confirmados para influenza H1N1 e cinco para influenza H3N2. Em 2016, no mesmo período, foram notificados 216 casos de SRAG, com 28 óbitos, sendo 51 confirmados para H1N1 e nenhum para H3N2.

A campanha prossegue até o dia 26 de maio. O dia 13 será o 'Dia D de Vacinação', quando estarão funcionando 3.600 unidades de saúde (centros, postos e USF) em todo o estado. O coordenador do Programa Estadual de Imunização, Ramon Saavedra, chama à atenção da população para a necessidade de se vacinar. "Para se ter ideia, no período de janeiro a julho de 2016, foram confirmados 150 casos e 30 óbitos por H1N1. A maior incidência dos casos confirmados para Influenza A H1N1 foi verificada entre os menores de cinco anos. No entanto, a maior letalidade foi verificada entre os maiores de 50 anos”.

Hipertensão pode reduzir em 16 anos a expectativa de vida

O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial (26 abril) é uma importante data para falar sobre a doença capaz de reduzir em 16 anos a expectativa de vida do paciente que não segue tratamento adequado. O médico do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, Luiz Sérgio Alves Silva, especialista em cardiologia e hipertensão arterial, esclarece as principais especificidades da doença ‘silenciosa’.

Hipertensão arterial, como explica o profissional, é uma doença na qual a força que o sangue exerce sobre a parede das artérias está elevada a maior parte do tempo. Ou seja, acima de 140 mmHg, quando o coração se contrai (sístole; pressão máxima), ou acima de 90 mmHg, quando o coração se relaxa (diástole).

“O paciente com pressão alta não sente nada. Muitas vezes, a doença é diagnosticada quando acontece uma complicação como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral, o popular derrame. Daí, a importância de, ao menos uma vez ao ano, aferir a pressão arterial com um profissional da saúde”, afirma Luiz Sérgio.

Segundo o cardiologista, os idosos são mais propensos a desenvolver hipertensão arterial. “Se uma pessoa chega aos 69 anos de idade com pressão normal, o risco de ela ficar hipertensa até o final da vida é de 90%. A doença afeta homens e mulheres. Crianças também podem desenvolver a doença, mas a frequência é menor que em adultos”. Na capital baiana, a frequência de hipertensão na população adulta de 20 anos ou mais de idade é de 30%, sendo maior nas mulheres (32%) que nos homens (32%). Em negros, o número cresce - 32% em homens e 41% nas mulheres.

Os fatores de risco de hipertensão podem ser classificados como genéticos ou adquiridos. No caso de um ou ambos os pais serem hipertensos, o risco do paciente se tornar hipertenso aumenta. É a herança genética. Já entre os fatores de risco adquiridos, o mais importante é a obesidade. No entanto, deve-se considerar consumo excessivo de sal, consumo baixo de potássio (presente nos vegetais, principalmente crus), consumo baixo de cálcio (leite e derivados), sedentarismo, consumo excessivo de bebida alcoólica e o envelhecimento.

“Enquanto não ocorrer uma complicação da hipertensão, o paciente vive normalmente. Mas, se acontecer um acidente vascular cerebral, o dano físico pode ser permanente e grave, a exemplo de paralisias. Outra complicação relevante é o infarto do miocárdio, que causa grande número de mortes no nosso país e no estado da Bahia”, avalia o médico do HGRS.

O tratamento da hipertensão pode ser farmacológico, com remédios chamados de anti-hipertensivos, e não farmacológico, que envolve mudança do estilo de vida. As adequações na rotina são tão importantes quanto o uso de medicações. Um hipertenso que não se trata tem, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma redução na expectativa de vida de até 16,5 anos.

Retardar o início do tratamento com insulina é equívoco terapêutico

O tratamento insulínico deve ser considerado sempre que o nível de controle dos parâmetros glicêmicos esteja, sistematicamente, muito além dos valores limites recomendados. A orientação integra as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD 2015/2016) para os pacientes com diabetes mellitus tipo 2 (DM2).

O tema insulinoterapia será discutido na sessão mensal de atualização em diabetes, que o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) realiza, por meio da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar), no próximo dia 2 de maio (terça-feira), das 9 às 11h30m, no auditório do Centro de Atenção à Saúde (CAS). A sessão tem como público-alvo equipes de saúde da atenção primária, centros de referência dos municípios e acadêmicos. Para maiores informações ligar para (71)3270-5676/5696.

REALIDADE

De acordo com a SBD, a insulinoterapia oportuna é a situação médica na qual o tratamento insulínico é instituído, tão logo seja clinicamente constatado um nível mais acentuado de descontrole glicêmico que exija uma intervenção terapêutica mais agressiva e intensiva.

Na prática clinica, existe tendência no retardo da introdução do tratamento insulínico, com graves prejuízos à saúde do paciente. Em grande número de casos, o tratamento insulínico só é iniciado "em último caso", o que se constitui em lamentável equívoco terapêutico.

As práticas seguras para o preparo e aplicação de insulina são necessárias para o sucesso do tratamento aliado a monitorização glicêmica no cotidiano. Uma das estratégias para esse monitoramento é a da glicemia capilar, no qual a pessoa com diabetes e a equipe de saúde poderão manter ou ajustar o plano terapêutico (tratamento farmacológico e não farmacológico), explica a coordenadora da Codar/Cedeba, Graça Velanes.

A sessão terá como palestrantes a endocrinologista e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Iraci Lúcia Oliveira - apresentará o tema "Esquema de insulinização no Diabetes tio 2 - Estudo de Casos Clínicos" - e a enfermeira e coordenadora da Codar/Cedeba, Maria das Graças Velanes, que enfocará "Práticas seguras para o preparo e aplicação da Insulina".

 

Fonte: Ascom Sesab/Ascom HGRS/Ascom Cedeba/Municipios Baianos

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