26/04/2017

Salvador sedia III Festival de Ilustração e Literatura Expandido

 

Crie, imagine, sonhe, ocupe! É com este mantra que o III Festival de Ilustração e Literatura Expandido vai movimentar a cena cultural de Salvador, entre os dias 4 e 7 de maio. Tendo como espaço de encontro o Palácio da Aclamação, no Campo Grande, o festival traz em sua programação, gratuita, diversas oficinas, exposições, lançamento de livro, conversas coletivas, performances, atividades infantis e sedia Feira Ladeira, acontecimento que reúne artistas gráficos, ilustradores, editores e escritores de diversas nacionalidades, em torno das artes impressas e publicações independentes. O projeto é uma realização da Movimento Contínuo com produção da Multi Planejamento Cultural e tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura da Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

Ao incorporar, nessa edição, o conceito de “expandido”, o festival ensaia propor algumas rupturas de fronteiras entre linguagens artísticas, a começar pelo tema deste ano que é “Leitura Expandida”, como explica a idealizadora e coordenadora do projeto, Flávia Bomfim. “Queremos expandir nossos entendimentos sobre a Leitura. Falamos de leitura de livros, mas também de leitura de mundos, de mãos e de corpos, de áureas e da íris, de plantas, de tempos e de nuvens, ou seja, é uma leitura que vai além do texto ou da imagem impressa, e que para alcançar camadas mais complexas precisamos reaprender a ver, e reaprender a ler” reitera.

Reconfigurando os rituais de compartilhamento de saberes e experiências, o FILExpandido traz a informalidade do encontro como premissa para essa troca. Artistas e educadores que trabalham com o livro e refletem sobre a leitura foram provocados a questionar os seus próprios fazeres em uma tentativa de des-institucionalizar os seus lugares de fala. “O que pode um livro?” e “Leitura Expandida - caminhos possíveis a partir de uma educação pela Arte” são os temas desses encontros que acontecerão nos dias 5 e 7 de maio, às 15hs.

“Ainda no sentido da dilatação de fronteiras convidamos artistas que transitam e produzem em diversas linguagens para proporem ações performáticas coletivas que nos provoquem, ainda, sobre o tema da leitura”, comenta Flávia. Para essas ações expandidas foram convidados os músicos Pedro Filho e Mariana Marin, o performer e dançarino Leonardo França, a atriz e escritora Raiça Bomfim e as artistas visuais Elena Landinez e Vânia Medeiros.

Para abertura do III Festival de Ilustração e Literatura, o artista gráfico espanhol Isidro Ferrer apresenta a conferência “Elogio à Desordem”, um convite à construção de novos olhares, sentidos e materialidades. Isidro também apresentará a exposição “Coleção de Assombros” com 36 cartazes em grande formato, criados para os mais diversos eventos, situações e ideias ao longo dos últimos 15 anos. Em seguida, o festival abre espaço para o lançamento do “Rumor”, primeiro livro de poemas da baiana Tenille Bezerra com participação especial de Mateus Aleluia. A noite de abertura encerra com um duo entre os músicos Mateus Aleluia e Arto Lindsay.

“Elogio à Desordem” também é o tema da oficina que Isidro Ferrer ministrará nas manhãs dos dias 5 e 6 de maio. Sempre destaque da programação, as oficinas são pensadas para todas as idades, assim como para profissionais e amadores. Nesta edição foram também convidados para ministrar oficinas para adultos o português André Letria, as chilenas Leonor Pérez e Maria José Ferrada, a mexicana Gimena Romero e a paulista Valquíria Prates. A colombiana Elena Landinez e a baiana Rebeca Silva comandarão as oficinas infantis; “Cidades Invisíveis” no dia 6 (sábado) e “Criança pinta muito - Seres fantásticos” no dia 7 (domingo).

Projeto artístico reúne nomes e discute afetividade de mulheres negras

A jornalista, atriz e performer Mônica Santana resolveu unir as práticas da comunicação com o teatro para criação do seu mais novo projeto artístico, intitulado Cartografando Afetos. A primeira ação pública do projeto será desenvolvida na quinta-feira (27), às 19h, no Espaço Cultural da Barroquinha. O encontro é aberto ao público e discute temas que atravessam as subjetividades como identidade de gênero, solidão, sororidade, feminismo negro e espiritualidade.

O bate papo Cartografando Afetos: mulheres negras e afetividades, reunindo nomes como a poetisa e Prof. da Universidade Federal da Bahia, Lívia Natália; a psicóloga e membro do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT da Bahia, Ariane Senna; a universitária e membro da Marcha do Empoderamento Crespo, Samira Soares; e a jornalista e idealizadora do Movimento Mais Amor Entre Nós, Sueide Kintê.

O projeto é realizado em parceria com a fotógrafa e videomaker Priscila Fulo. Juntas, as duas entrevistam mulheres negras sobre afetividade, subjetividade e como esses temas se tangenciam com preconceitos, violências, fortalecimento, espiritualidade e políticas.

As entrevistas resultarão num vídeo, que será lançado em agosto deste ano e também darão subsídios para construção da dramaturgia do novo espetáculo da artista.

Mônica Santana é vencedora do Prêmio Braskem de Teatro 2016 na categoria Revelação, pela criação do espetáculo Isto Não É Uma Mulata, que vem se destacando entre festivais nacionais, além de garantir a inclusão da artista na Lista das Mulheres Inspiradoras de 2016 pela Ong Think Olga, bem como nos destaques do ativismo negro baiano pelo Correio Nagô e identificada entre as 25 Mulheres Negras Mais Influentes da Web Brasileira de 2015, pelo Blogueiras Negras.

O projeto Cartografando Afetos, Negro Amor conta com a realização da Giro Produções Culturais, com apoio financeiro do Governo do Estado através do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, das secretarias da Fazenda e de Cultura. Cartografias foi contemplado no Edital Setorial de Culturas Identitárias 2016 com apoio do Centro de Culturas Populares e Identitárias – CCPI/SecultBA.

  • SERVIÇO

Bate papo Cartografando Afetos: mulheres negras e afetividades

Data: No dia 27 de abril, quinta-feira, às 19h

Local: Espaço Cultural da Barroquinha

Entrada franca

Votação define encontros musicais do Conexões Sonoras

O público votou e conectou os artistas do Conexões Sonoras. Com uma votação acirrada, o público definiu que no dia 21 de maio, Salvador vai receber o show de Emicida e ao lado dos baianos da banda OQuadro, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. Já dia 15 de julho, o projeto se muda para o Largo Tereza Batista, no Pelourinho, com a brasiliense Flora Matos que dividirá o palco com a IFÁ. Com Fernando Anitelli apresentando "O Teatro Mágico em Voz e Violão", no dia 26 de agosto, também na Tereza Batista, os baianos vão poder conferir o incrível show da Orquestra Contemporânea de Olinda. A combinação foi feita entre os dias 11 e 20 de abril, no site conexoessonoras.com.br.

O Conexões Sonoras, além de amadurecer a sua proposta de conectar artistas - passando a envolver o público nessa conexão, também põe em prática outra faceta do projeto, a gravação em estúdio de uma música nascida de cada conexão por ele promovida. Sendo assim, as atrações que tocarão no mesmo dia, também gravarão uma canção juntas, que, ao fim do projeto, resultarão em três produtos audiovisuais exclusivos.

Após cada show será disponibilizado no site oficial e redes sociais do projeto o clipe dos encontros inéditos promovidos pelo Conexões Sonoras. Assim, o público poderá curtir quantas vezes e quando quiser aquela conexão promovida por eles mesmos.

O Conexões Sonoras é uma realização da Ruffo Marketing, Cultura e Arte, com patrocínio da Oi, através do Oi Futuro, e do Governo do Estado, através do Fazcultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Os ingressos serão vendidos a R$ 40 e R$ 20 (cota de 40% de meia entrada), na bilheteria e balcões do TCA e no site ingressorapido.com.br para o primeiro show, e na plataforma de vendas online Sympla para os demais.

  • SERVIÇO

Conexões Sonoras

Atrações: Emicida, Flora Matos, Fernando Anitelli, IFÁ, Orquestra Contemporânea de Olinda e OQuadro

Datas: 21 de maio, 15 de julho e 26 de agosto

Local: Concha Acústica do Teatro Castro Alves (Campo Grande) e Largo Tereza Batista (Pelourinho)

Valor: R$ 40 e R$ 20 (cota de 40% de meia entrada)

Ingressos: na bilheteria e balcões do TCA e no site ingressorapido.com.br para o primeiro show, e na plataforma de vendas online Sympla para os demais.

 

Fonte: Ascom Dimus/Ascom SecultBa/Municipios Baianos

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