28/06/2012

FEIRA: Governo não comparece a Sessão Especial

 

Apesar do discurso,  gastar dinheiro público vinculando na imprensa  nota que está aberto ao diálogo e que a intransigência em relação a greve é dos professores, o governo do Estado, através da Secretaria de Educação,  recusou o convite de comparecer a Sessão Especial realizada nesta quinta-feira (28), às 9:00h, na Câmara Municipal de Feira de Santana, que tinha como objetivo discutir a greve dos professores e buscar oferecer alternativas para o diálogo e solução do problema, cujo argumento não convenceu a ninguèm. Com a recusa da SEC, ficou claro que quem não quer dialogar é o governo.

A galeria da Câmara ficou lotada de professores, que se frustaram com a ausência de representantes do governo, apesar da tentativa de intermediação do vereador do PT, Marialvo Barreto. Outra ausência sentida e bastante criticada foi do lider do governo Zé Neto, que já havia confirmado em entrevista pela manhãa sua ausência, temendo ser vaiado. E olha que ele é candidato a prefeito.

A Sessão foi presidida pelo vereador Justiniano França e aberta pelo autor do requerimento Marialvo Barreto. Compuseram a Mesa, além do presidente, os professores Marlede, sendo substituida depois por Edila de Oliveira, já que tinha outro compromisso, Germano Barreto e Edson Pereira de Araújo, além do deputado estadual Targinio Machado. Esteve ainda presente e chamado ao Plenário da Casa os professor Jonatas Monteiro (candidato a prefeito pelo PSOL), que se pronunciou como professor, como deixou claro.

Estivram presente à Sessão, os vereadores Marialvo Barreto (autor do requerimento), Roberto Tourinho, Roque Pereira, Ailton Mô, David Neto, Lulinha, Sargento Joel e Angelo Almeida.

Abriu os trabalhos o vereador Marialvo Barreto, que explicou o objetivo da sessão foi furado com a ausência do representante do governo, já que a intenção era criar ali, um caminho para a reabertura do diálogo e seria a oportunidade de ser construido caminhos para uma saída do impasse.

Chamada a se pronunciar a profa. Marlede, externou sua decepção pela ausência da SEC naquela Sessão, demonstrando com a atitude quem é o intransigente, em seguida falou da luta histórica da categoria em conquistar o piso salarial nacional e que com a medida tomada pelo Governo Wagner se aceitarem, estarão rasgando a Lei sonhada.

Já Germano Barreto foi mais enfático, além de historiar as lutas da categoria e o sonho dos servidores públicos, na esperança de melhores dias com o governo Wagner, o presente que receberam foi o pior tratamento que um governante já deu aos funcionários e disse: "Nem ACM chegou a tanto"  indo mais além, "ACM se vivo fosse seria aprendiz".

O professor fez um histórico da conquista do piso e relatou que a luta não é pelo 22,22%, mas sim para que o governador não rasgue uma lei duramente conquistada e perguntou, se alguem presente apoiaria rasgar o 2 de Julho ou  a Lei da Abolição da escravatura.

Segundo Germano, aceitar a proposta de Wagner seria rasgar a lei do Piso salarial. No seu pronunciamento rendeu homenagem aos 05 colegas professores que faleceram após a greve ´e mais especificamente depois de receberem a notícia que não receberia os salários e que seu crédito na cesta do povo estava cortado. E afirmou que além de traidor Wagner também vai carregar nas costas o peso dessas 05 mortes. 

Reclamou também Germano da ausência dos outros candidatos a prefeito, já que o problema da educação de Feira também é uma bomba relógio prestes aexplodir e a bomba irá cair no colo do próximo prefeito

Outro pronunciamento que chamou a atenção do público, foi o do deputado Tragino Machado, que entre uma série de acusações ao governador, falou que sempre esteve contra o carlismo e por isso sofreu as marcas do chicote de ACM, mas que ACM junto a Wagner seria um aprendiz, pois enquanto ele era turrão, bruto e ameaçador,  mas e no outro dia esquecia tudo, já Wagner é o inverso, trata bem, é carinhoso e cordato, só que no outro dia baixa a chibata. E disse mais "que a pior coisa do homem e do político e a traição e Wagner é um traidor".

J,a o professor Jonatas conclamou a categoria a ir até as últimas consequencias, até que para servir pedagogicamente de exemplo para os seus alunos, mostrando que neste Estado se você quiser conquistar algo tem que lutar e, voltar agora e sem ganhos, é dar o exemplo de que não vale a pena lutar.

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