29/04/2017

Inscrições abertas para o 7º Fórum Nacional de Museus

 

Estão abertas as inscrições o 7ª Fórum Nacional de Museus (FNM). O evento, direcionado para museólogos, gestores, pesquisadores, estudantes e demais interessados na área de museus e memória no Brasil, acontece entre os dias 30 de maio e 4 de junho, em Porto Alegre (RS).

Os interessados devem se inscrever, pela internet, até o dia 26 de maio. A partir dessa data, as inscrições poderão ser feitas no local do evento. O fórum, promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), terá como tema a Recomendação da Unesco sobre a Proteção e Promoção de Museus e Coleções.

Já considerado como referência para as políticas públicas nas próximas décadas, o documento destaca o papel dos museus e suas coleções em um processo de desenvolvimento que se quer cada vez mais sustentável. 

Programação

A programação do fórum contará com três conferências internacionais, nove painéis, com 27 convidados nacionais e estrangeiros, oito minicursos, apresentação de 49 trabalhos de pesquisa, além de grupos de trabalho, reuniões paralelas, atividades culturais e feira temática.

Os painéis tratarão de temas diversos como educação, criatividade, propriedade intelectual, comunicação e financiamento sob a perspectiva da área de museus. Foram convidados representantes de museus de todas as regiões brasileiras, além de painelistas da Colômbia e Espanha.

Já os oito minicursos oferecidos este ano, com carga horária de 8h cada, tratam de temas de grande interesse dos profissionais da área de museus. As Comunicações Coordenadas nas modalidades apresentação oral e pôsteres são espaço de intercâmbio de pesquisas acadêmicas e relatos de experiências. Os grupos de trabalho dentro do FNM também são voltados para a discussão especializada de temas e questões da política de museus no Brasil.

Na programação ainda aparecem reuniões específicas – como as de Pontos de Memória e da Rede de Educadores de Museus – além de atividades culturais, como exposição de artesanato, lançamento de publicações e visitas a museus da capital gaúcha. Durante todo o evento, haverá um espaço com estandes com produtos relacionados à cadeia produtiva dos museus.

Toda a programação é gratuita mediante inscrição.

A programação completa estará disponível nos próximos dias. Outras informações podem ser obtidas pelo endereço eletrônico forumnacionaldemuseus@museus.gov.br.

Inscrições abertas para o Prêmio Ibero-americano de Educação e Museus

Com o objetivo de identificar, destacar e fortalecer a capacidade educativa dos museus, o programa Ibermuseus lançou nesta terça-feira (25) a 8ª edição do Prêmio Ibero-Americano de Educação e Museus. As inscrições ocorrem até 25 de maio.

“O Prêmio Ibero-Americano de Educação e Museus é uma iniciativa que reconhece e reafirma o enorme potencial educativo dos museus e do patrimônio cultural como espaços de reflexão crítica e questionadora”, explica a presidente do Conselho Intergovernamental do Programa Ibermuseus, Magdalena Zavala Bonachea.

Desde sua primeira edição, em 2010, o prêmio contribui para promover o trabalho educativo das instituições da região.

Ao longo de sete edições, foram reconhecidos 53 projetos de 12 países, que se caracterizaram pelo comprometimento social com as comunidades, por promover a diversidade e o encontro intercultural, assim como o desenvolvimento sustentável. Além desses, outros 92 projetos receberam menção honrosa.

Propostas

O prazo para a apresentação das propostas é de 25 de abril a 25 de maio de 2017, por meio da página do Ibermuseus. Podem participar do edital museus, instituições culturais ou educativas dos 22 países que compõem a Comunidade Ibero-americana, vinculados à administração pública, ou instituições particulares sem fins lucrativos que atuem nas áreas de educação e museus.

O prêmio se divide em duas categorias: Reconhecimento a projetos realizados ou em curso, no qual se premiarão práticas de ação educativa iniciadas no máximo um ano antes da publicação do edital ou concluídas não mais de um ano antes da mesma publicação; e Fomento a novos projetos.

Serão premiados três projetos na categoria I e cinco na categoria II. O investimento total será de US$ 75 mil (dólares americanos). Na categoria I, o primeiro lugar receberá US$ 15 mil; o segundo, US$ 7 mil, e o terceiro, US$ 3 mil. Na categoria II, os cinco contemplados receberão US$ 10 mil cada um.

Os projetos selecionados farão parte do Banco de Boas Práticas, como referência e modelo de ação para todas as instituições da Ibero-América.

Cultura é responsável por cerca de 4% do PIB brasileiro

O Atlas Econômico da Cultura Brasileira, lançado  pelo Ministério da Cultura, estima que os setores culturais brasileiros representavam, em 2010, cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) anual do País.

A coleção, que terá seis partes, visa estabelecer uma padronização para medir a participação da cultura no Produto Interno Bruto. O Atlas aponta ainda para algumas das cadeias produtivas que serão estudadas de forma prioritária: audiovisual, games, mercado editorial, música e museus e patrimônio.

"O fato de termos a dimensão econômica da cultura pouco contabilizada leva a certa descrença do próprio governo de que o setor tenha um grande impacto econômico. O Atlas vai mostrar o quanto do que se produz de riqueza vem da área cultural, o que levará à conscientização do governo de que, em vez de se cortar recursos da cultura em um momento de crise, é importante fazer o contrário: investir em cultura para movimentar a economia e fazê-la crescer", disse o ministro da Cultura, Roberto Freire.

A pesquisa para a elaboração do Atlas começou em 2013 e foi desenvolvida em cooperação com a Universidade Federal Rio Grande do Sul (UFRGS). Segundo o coordenador do Núcleo de Estudos em Economia Criativa e da Cultura da UFRGS, Leandro Valiati, os setores nacionais da música e da moda atualmente são os mais pujantes economicamente. No entanto, sofrem com a falta de reconhecimento econômico.

“A cultura brasileira é extremamente rica e pode servir como um insumo importante para se pensar em desenvolvimento econômico, tanto no mercado de trabalho como na geração de renda, de ocupação e de exportação. Nesse sentido é lógico que quando você tem crise econômica, os que mais sofrem são aqueles projetos, setores para os quais não é tão reconhecível a importância econômica.”

A medição do "PIB da Cultura" já existe em 21 países no mundo, sendo sete na América do Sul (Colômbia, Chile, Uruguai, Argentina, Peru, Bolívia e Equador). No Brasil, segundo o ministério, os dados existentes não são construídos com a periodicidade necessária para poder ser comparados. Também não há consenso no setor sobre quais setores e subsetores deveriam ser acompanhados.

Atlas

Com investimento de R$ 1,3 milhão por parte do MinC, a obra completa da Coleção Atlas tem conclusão prevista para abril de 2018. Os próximos volumes serão lançados a cada trimestre. Em junho, deve ser lançado o terceiro. Também serão publicados cadernos setoriais contendo informações específicas sobre a cadeia produtiva de setores que compõem a economia da cultura.

O Atlas estará disponível em formato digital no Portal do MinC a partir de julho, em uma plataforma digital aberta, que poderá ser atualizada automaticamente on-line e dar transparência aos dados do setor.

Maracatu Rural de Pernambuco é um dos patrimônios imateriais do Brasil

O Maracatu Rural, tradição do interior de Pernambuco, é uma manifestação cultural popular que ocorre durante o Carnaval e a Páscoa. Em 2014, a festa foi tombada como patrimônio imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Também conhecido como Maracatu de Baque Solto, de Orquestra, de Trombone ou de Baque Singelo, o Maracatu Rural é composto por dança, música, poesia e está associado ao ciclo canavieiro da Zona da Mata, mas também tem apresentações na Região Metropolitana do Recife.

Os mais antigos maracatus foram criados em engenhos e têm como fundadores trabalhadores rurais, trabalhadores do canavial, cortadores de cana-de-açúcar, entre fins do século XIX e início do XX.

“A época em que começou a surgir a figura do caboclo de lança e o Maracatu Rural coincide um pouco com a abolição. Tem uma corrente de pensamento que considera o maracatu rural uma brincadeira do negro liberto”, explica o pesquisador César Mendonça, da Fundação Joaquim Nabuco.

“E também na Zona da Mata tinha a questão do escravo, tinha a questão do índio, que foi arrancado da sua cultura como o negro foi. Podemos considerar um movimento de revolta, de indignação pelo que eles viviam”, complementa Mendonça.

Desde então, a tradição se mantém viva passando de pais para filhos, tendo como origem a cidade de Nazaré da Mata. Um dos grupos mais tradicionais com sede na cidade, o maracatu Cambinda Brasileira tem 99 anos.

Segundo Mayra Veloso, diretora do grupo, o trabalho dura o ano todo, não apenas o Carnaval, e já se espalhou por outros estados. “Eu digo que eu sou uma eterna pesquisadora, é muita informação. Para quem quer saber de onde vem seu povo, seu estado, sua tradição é muito importante conhecer”, afirma.

 

Fonte: Portal Brasil/Municipios Baianos

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