09/05/2017

Juazeiro debate uso racional da água por irrigantes familiares

 

As melhores soluções para a produção agrícola familiar racional e o desenvolvimento socioeconômico na região do baixo Salitre, no Norte da Bahia, serão discutidas num seminário promovido pela Associação Águas do Salitrinho, com apoio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). O evento ocorrerá na quarta-feira (10), a partir das 8h, no auditório da 6ª Superintendência Regional da Codevasf, em Juazeiro, no bairro de Piranga.

Com a participação de representantes de entidades de produtores, órgãos ambientais, imprensa regional e autoridades políticas, civis e militares do município e do estado, o seminário abordará as atividades do Projeto Salitrinho, que é composto por mais de 320 agricultores familiares do baixo Salitre, distribuídos numa área de aproximadamente 750 hectares, dos quais, mais de 400 hectares são considerados produtivos.

Segundo avaliação de técnicos da Codevasf e de integrantes da Associação Águas do Salitrinho, desde 2010, a realidade produtiva do projeto mudou consideravelmente, principalmente no trecho compreendido entre a foz do rio Salitre até o distrito do Junco. Com isso, a produtividade de olerícolas e fruteiras tem garantido trabalho e renda para diversas famílias da região.

O superintendente regional da Codevasf em Juazeiro, Misael Aguilar Silva Neto, explica que a Codevasf, nos últimos meses, fez algumas intervenções para desassoreamento do rio Salitre, justamente para melhorar a oferta de água para as comunidades e produtores que dependem do rio. “Agora, com esse encontro, vamos reunir órgãos dos governos federal, estadual e municipal para debatermos junto com os salitreiros melhorias e experiências para aumentar a produtividade agrícola local de forma responsável”, conclui Misael Neto.

Atualmente, os principais cultivos existentes no baixo Salitre são de culturas anuais, como melão, cebola, tomate, melancia e abóbora. Em menor quantidade, são produzidos quiabo, pimentão, pimentinha e repolho. Dentre as fruteiras, a manga e a goiaba tem destaque, seguidas pela produção de banana e acerola.

O desafio agora é melhorar a gestão da água usada na produção, o que manterá o projeto em plena atividade e evitará conflitos pela água.

Uso da água

A água do projeto Salitrinho é fornecida pela Codevasf por meio de duas adutoras, implantadas pela Companhia a partir do projeto público de irrigação do Salitre, no município de Juazeiro. Em 2015, o Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou à Codevasf que realizasse a cobrança pelo uso água, mediante tarifação específica. Até então, os agricultores familiares não pagavam por isso, já que o governo federal, por meio da Companhia, custeava todo o sistema de adução e distribuição, numa vazão aproximada de 900 litros por segundo.

Para gerenciar o uso dessa água, foi criada – em parceria com a maioria dos agricultores do projeto – a Associação Águas do Salitrinho, que hoje funciona semelhante a um distrito de irrigação. A entidade possui dois funcionários e é composta por um conselho administrativo, com oito pessoas, e um conselho fiscal, com três integrantes.

Nas reuniões realizadas pela associação, com a participação de representantes da Codevasf, são analisadas questões como o descumprimento de pontos do estatuto da associação, como o plantio de áreas de tamanho acima do permitido, inadimplência referente ao pagamento da tarifa de água e até ligações clandestinas de energia elétrica.

Rio Salitre

O Salitre é um rio que nasce na localidade de Boca da Madeira, no município de Morro do Chapéu, e percorre cerca de 333 quilômetros até desaguar em Juazeiro, a jusante da barragem de Sobradinho. Na região de Juazeiro, o rio foi subdividido em três partes: alto, médio e baixo Salitre. Devido à presença da água e à qualidade dos solos, o vale do rio Salitre foi um dos pioneiros na prática da agricultura irrigada.

  • Serviço

Seminário sobre as atividades do Projeto Salitrinho

Quando: Quarta-feira, 10 de maio de 2017

Onde: Auditório da Codevasf em Juazeiro, no bairro de Piranga

Horário: A partir de 8h

Informações: (74) 3614-6200 / 6240

Iniciada nova etapa das obras do Complexo Eólico Campo Largo

O início da concretagem das bases dos aerogeradores marca uma nova etapa das obras do Complexo Eólico Campo Largo. Os trabalhos iniciados na Central Eólica Campo Largo VII contemplam ainda serviços como escavação para implantação das bases, armações de ferragens, perfuração de estacas raiz, malha de aterramento e reaterro dos blocos concretados, concretagem das fundações, entre outros. Ao todo, 11 Centrais Eólicas serão implantadas no Complexo que contará com 121 aerogeradores de capacidade instalada total de 326,7 MW.

O trabalho de supressão vegetal para abertura dos acessos internos segue em andamento. Concomitantemente, estão em execução os serviços de terraplenagem e pavimentação dos 63 km de acessos internos que interligam os aerogeradores e as centrais eólicas que compõem o Complexo. “Estamos com 40% da supressão concluída e a previsão é finalizá-la em julho de 2017, quando também estaremos iniciando a implantação das redes de média tensão e linhas de transmissão”, afirma o gerente do Complexo, Murilo Boselli.

A implantação da rede de energia em média tensão, de 13,8 kV, que vai alimentar o canteiro de obra principal, onde estão sendo construídas as instalações provisórias dos escritórios da ENGIE, empresas contratadas e subcontratadas, já foi finalizada e deve ser energizada até o final do mês.

Na cidade de Umburanas, a Vila Residencial está na sua fase final com 98% das obras concluídas. O espaço, que contará com escritório administrativo, dormitórios, centro de convivência e quadra poliesportiva, deve ser entregue até meados de maio.

O Complexo Eólico Campo Largo está sendo implantado nos municípios de Sento Sé e Umburanas, no estado da Bahia e deve começar a operar comercialmente em janeiro de 2019 podendo abastecer uma população de até 600 mil habitantes.

Ouvidoria

Com o objetivo de registrar as demandas das comunidades e partes interessadas do Complexo Eólico Campo Largo, a ENGIE implantou a Ouvidoria. O novo canal de comunicação é um serviço aberto para receber reivindicações, denúncias, sugestões e também elogios referentes ao empreendimento.

O contato com a Ouvidoria pode ser feito através do email: ouvidoria.cecl.brenergia@engie.com, pelo telefone: (74) 3528-1252 ou ainda presencialmente na Praça Florisvaldo Carneiro Cunha n° 04, Centro, Umburanas/BA.

 

Fonte: Ascom Codevasf/Ação Popular/Municipios Baianos

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