12/05/2017

Fórum discute o fortalecimento da Educação Quilombola

 

Quilombolas e gestores públicos dos 27 Territórios de Identidade da Bahia estão participando, em Salvador, até esta sexta-feira (11), do Fórum Permanente da Educação Escolar Quilombola. A atividade, promovida pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia, acontece no Centro de Treinamento da Secretaria de Desenvolvimento Rural. O objetivo é discutir o fortalecimento e a implementação das Diretrizes Curriculares da Educação Escolar Quilombola, junto aos municípios baianos.

A primeira reunião ordinária do Fórum também trata da efetivação da Lei 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da História e da Cultura Afro-brasileira e Africana e da formação de professores. “Estamos discutindo, durante estes três dias do Fórum, sobre a formação de professores no que tange a lei 10.639/2003, mas o foco principal é a implementação da Diretriz Curricular da Educação Quilombola nas unidades escolares dos municípios, que têm o maior contingente de estudantes quilombolas”, explica a coordenadora da Educação para a Diversidade, da Secretaria da Educação do Estado, Erica Capinan.

Para o coordenador executivo do Fórum, José Ramos de Freitas, integrante do Quilombo Ilha de Porto do Campo, em Camamu, “o Fórum é uma peça fundamental para uma Educação de qualidade nos quilombos”. José Ramos ressalta que, depois da fundação do Fórum, as comunidades quilombolas conseguiram avançar muito na discussão sobre a educação escolar quilombola e na Lei 10639/2003. “A partir do Fórum, conseguimos construir a diretriz curricular de educação escolar do Estado, que é uma referência para a diretriz nacional. Com o Fórum, também conseguimos capacitações para os professores de lideranças quilombolas”.

Já Rosimere Custódio Nazaré, da Comunidade Quilombola Lagoa do Zeca, no município de Canarana, fala sobre a importância desta representação no Fórum para as comunidades tradicionais. “Participar do Fórum e poder ajudar minha comunidade é gratificante. A partir destas discussões, conseguimos avançar em vários assuntos sobre questões raciais, educacionais, culturais. Hoje, sabemos nossos direitos e que eles têm que ser respeitados”, declara.  

Fórum Quilombola

O Fórum é uma instância do movimento social da sociedade civil organizada composto por membros dos Territórios de Identidade e tem o objetivo de monitorar e avaliar as políticas públicas da Educação Escolar Quilombola, além de fiscalizar e difundir a implementação das Diretrizes Curriculares Estaduais para a Educação Escolar Quilombola.

Prêmio Gestão Escolar 2017 será lançado nesta sexta (12), em São Paulo

O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) lança, nesta sexta-feira, 12 de maio, a edição 2017 do Prêmio de Gestão Escolar, iniciativa que tem o apoio do Ministério da Educação, da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e de instituições do terceiro setor. A cerimônia está marcada para as 10h30, no auditório 8, da Bett Educar 2017, no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center (antigo Imigrantes Expo), na capital paulista.

Esta é a 16ª edição do prêmio, que a partir de 2011, tornou-se bianual. Criado pelo Consed em 1998, a iniciativa contempla projetos inovadores e gestões competentes na educação básica do ensino público. Desde então, mais de 34 mil escolas de todas as regiões do país participaram e mais de 7 milhões de estudantes foram beneficiados com os projetos implantados pelos gestores participantes. Neste período, 90 escolas chegaram à etapa final e foram premiadas com recursos financeiros e equipamentos, além de formação e intercâmbio para os diretores.

Para participar, o gestor deve fazer sua inscrição no portal do prêmio, onde terá acesso a um instrumento de autoavaliação. "Ao analisar os processos de gestão da escola, ele vai elaborar um plano de ação, construído com a participação da comunidade escolar. Ao final, os melhores resultados serão premiados", explicou o presidente do Consed, Idilvan Alencar.

Podem concorrer escolas do ensino regular da educação básica, das redes públicas estaduais/distrital e municipais.

Estudo sobre escritores nordestinos abre escola para a comunidade em Camamu

Qual a relação de escritores como João Ubaldo Ribeiro, Jorge Amado, Graciliano Ramos e Ariano Suassuna com a região e o povo Nordestino? É na perspectiva de estimular a leitura e fortalecer o sentimento de pertencimento dos estudantes com o local onde eles vivem que o Colégio Estadual Manoel Benício Dias, localizado na cidade de Camamu (329 km de Salvador), na região Sul do Estado, está promovendo o projeto sobre os Escritores Nordestinos. Por meio do projeto, os estudantes desenvolveram pesquisas sobre vários escritores ao longo das primeiras unidades e, nesta semana, promoveram a III Feira Literária, que foi aberta à comunidade.

Além de pais, mães e responsáveis, a escola foi aberta para estudantes de outras unidades escolares do município e da região. Na oportunidade, foram realizadas exposições, recitais e encenações teatrais para a apresentação dos resultados do projeto. “Tivemos por volta de dois mil visitantes na escola durante o evento. Conseguimos alcançar nosso objetivo, que era passar conhecimento sobre os escritores nordestinos para nossos alunos e fomentar para eles e a comunidade a questão da identidade nordestina, através da Literatura”, comenta a diretora do Colégio, Tânia Alves.

A turma do estudante Wesley Nascimento Costa da Hora, 17, 9º ano, apresentou a obra “Capitães da Areia”, do baiano Jorge Amado. “Foi interessante e um grande aprendizado. A turma ficou muito unida e estimulou nossa leitura, porque toda a sala teve que ler o livro e saber sobre Jorge Amado para as apresentações e explicar para os visitantes. Quero continuar lendo obras de autores nordestinos”, conta o estudante.

Já Sara Beatriz Anjos de Souza, 12, 7º ano, pesquisou sobre o escritor alagoano Graciliano Ramos. A obra pesquisada e apresentada para o público que visitou sua sala foi “Vidas Secas”. “Foi um trabalho enriquecedor. Tivemos a oportunidade com o livro que poucos conheciam. Para a atividade, dividimos a turma em equipes e cada uma ficou com uma tarefa, entre linha do tempo, exposição das obras do escritor, biografia, contexto histórico do que estava acontecendo no país no ano em que o livro foi lançado e encenação do livro. A ideia de interagir com estudantes de outras escolas também foi legal”, comemora Sara.

'Respeita as Mina' integrará ações do projeto Grafitaê

Durante o lançamento do 'Grafitaê: Escola conta e pinta a sua história', nesta quarta-feira (10/05), na Escola Estadual Helena Matheus, em São Cristóvão, Salvador, foi divulgado que o projeto da Secretaria da Educação da Bahia será desenvolvido em parceria com as campanhas da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), ‘Respeita as Mina’ e ‘Quem ama, abraça’, que são voltadas para o enfrentamento e combate à violência contra as mulheres.

A informação foi dada pelo superintendente de Políticas para o Desenvolvimento da Educação Básica da Secretaria da Educação, Ney Campello. Segundo ele, os projetos das duas pastas tem muita coisa em comum e é preciso destacar a importância em serem trabalhados juntos nas escolas estaduais.

Durante o evento, o secretário da Educação, Walter Pinheiro destacou como o projeto pode auxiliar no trabalho pedagógico nas escolas. “O Grafitaê é um movimento que deve contagiar diversas escolas da nossa rede, onde estamos mostrando à população que é possível expressar com arte aquilo que se aprende na sala de aula. E que de certa forma vamos combinar com outros fatores como a música, a dança, a matemática e a ciência, além da possibilidade de contar a história dos estudantes, fortalecendo sua identidade”, ressaltou.

O Grafitaê chega com o intuito de promover o empoderamento juvenil através do incentivo à liberdade de expressão, criatividade e interação com o grafite dentro do ambiente escolar. Até o final deste ano, 270 escolas estaduais receberão o projeto. Serão escolhidas 10 escolas de cada um dos 27 territórios de identidade da Bahia. Em 2018, mais 270 escolas atendidas.

Presente no evento, a secretária de Políticas para as Mulheres da Bahia, Julieta Palmeira, elogiou a iniciativa e declarou que “está no leito da educação promover e incentivar a expressão dos estudantes das várias formas”.

 

Fonte: Ascom Educação/Consed/Municipios Baianos

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