13/05/2017

Barreiras: Inema planeja ações de combate a incêndios florestais

 

Discutir as diretrizes e as ações que serão tomadas para fortalecer o combate e a prevenção de queimadas no município de Barreiras. Este foi o objetivo da reunião realizada na sede da Unidade Regional do Inema, nesta última segunda-feira (08), com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo- Sematur, Bahia Sem Fogo e a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia – Aiba.

No encontro foram discutidos o plano de ações concretas para prevenção e o combate de incêndios florestais em áreas urbanas e rurais, intensificando a fiscalização e monitoramento geográfico. Também foi debatido a necessidade de realização de cursos, treinamento de brigadistas do Programa Bahia Sem Fogo, reuniões públicas, oficinas com as comunidades rurais, campanhas de prevenção e sensibilização social.

A coordenadora do Programa Bahia Sem Fogo, Fabiola Cotrim afirmou que “é importante sensibilizar de forma crescente a população da região, principalmente em época de estiagem, entre os meses de julho a dezembro, que ocorre uma grande incidência de incêndios florestais em todas as regiões da Bahia, apontando como fator decisivo para essas ocorrências a falta de sensibilização e conscientização das pessoas quanto à gravidade dessa ação, por isso a importância da formação continuada dos colaboradores dos órgãos, brigadistas, representantes das p O planejamento integrado ainda propõe a ampliação do monitoramento que vem sendo feito pela Aiba em uma área de 790 mil hectares na região Oeste, em parceria com a Sematur e Inema, permitido assim, agilidade nos processos de identificação dos focos, verificação aérea, confirmação de incêndios e ação de combate dos brigadistas. O projeto prevê além da identificação do foco de calor, a disponibilização de aeronaves com rádio, carros pipas, máquinas e equipamentos como pá carregadeiras, tratores com grades para aceiros, pulverizadores autopropelidos, ônibus e toda linha de equipamentos de proteção individual – EPI,s  e manuais.

Para a diretora de Meio Ambiente da Aiba, Alessandra Chaves, “as ações preventivas de monitoramento associadas a articulação entre diferentes instituições contribuem para diminuir os impactos do fogo na região, tanto em áreas produtivas quanto nos remanescentes de vegetação nativas, reduzindo assim os prejuízos econômicos e ambientais.

Além das representantes da Aiba e do Programa Bahia Sem Fogo, participaram do encontro o secretário da Sematur Ailton José da Silva juntamente com o subsecretário Demósthenes Júnior, o técnico Ronaldo Ursulino e o coordenador regional do Inema, Saul Reis.refeituras municipais e outros segmentos da sociedade”.

Bahia: Impactos com suspensão de Licenciamento Ambiental podem ultrapassar bilhões

O Licenciamento Ambiental foi a pauta do encontro realizado entre representantes dos produtores rurais baianos e o Governo do Estado, na Casa Civil, nesta semana em Salvador. O vice-presidente de Desenvolvimento Agropecuário da FAEB, Guilherme Moura, acompanhado pela assessoria jurídica e ambiental da Federação, discutiu os impactos da decisão de suspender o Licenciamento Ambiental, baseado na Lei Estadual nº 13.597/2016 e Decreto nº 16.963/2016, com os secretários da Casa Civil, Bruno Dauster, do Meio Ambiente, Geraldo Reis, e da Agricultura, Vitor Bonfim; além do procurador-geral do Estado, Paulo Moreno e da diretora geral do Inema, Márcia Telles.

A Lei que estabelece procedimentos específicos para a regularização de imóveis rurais no estado foi suspensa por meio de uma ação civil pública, ajuizada pelo Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual, e determina que o Inema retorne com o licenciamento ambiental das atividades agrossilvipastoris de acordo com a legislação federal em vigor, de caráter nacional/geral sob a pena de multa. Os produtores baianos, que realizavam suas atividades de acordo com a Lei Estadual, passaram a ficar irregulares, e impedidos de adquirir, por exemplo, crédito junto aos bancos.

“Essa decisão colocou todos os produtores rurais da Bahia na ilegalidade. O impacto que isso traz para a classe produtora é enorme. Mais de 741 mil produtores rurais baianos, em uma área total de 29 milhões de hectares vão ter impactos e terão grandes prejuízos”, ressaltou Guilherme Moura.

Só no oeste do Estado, segundo a Aiba – Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia, o prejuízo é de R$8 bilhões. Um montante que já é alto, e num ano de crise, seca e insegurança jurídica, deixa o produtor rural ainda mais preocupado.

A FAEB, juntamente com a Aiba, Sindicatos dos Produtores Rurais de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, e demais representantes dos produtores, seguem em busca de uma solução que possa resolver a situação. “A agropecuária é o segmento que tem dado as melhores respostas nesse momento de crise profunda que o país está vivendo, é preciso sensibilidade para resolver esta situação. Não mediremos esforços para que o produtor rural volte a trabalhar com tranquilidade”, pontuou Moura.

Presidente da Abapa se reúne com gestor da Embrapa Monitoramento por Satélite

O presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato, esteve reunido, nesta sexta-feira (12), com o Chefe Geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, Dr. Evaristo Eduardo de Miranda. Na ocasião, Busato o convidou para participar do desenvolvimento de um projeto de mapeamento das áreas de algodão para identificar o tamanho e a influência que a cotonicultura tem sobre a economia e a sociedade da região.

Segundo Júlio, Dr. Evaristo está prestando um enorme trabalho para o agricultor e para a agricultura brasileira. “Seu trabalho demonstra claramente o que está acontecendo  com a agricultura e a ecologia em nosso país, retirando as mistificações, achismos ou ideologias, simplesmente com a compilação e apresentação de dados reais e oficiais, que mostram claramente ao Poder Público e a toda sociedade, que o agricultor brasileiro, por sua conta, preserva 19% do território Nacional com biomas originais, já que o mesmo, comprou e pagou por essas terras, que segundo o Código Florestal Brasileiro, tem que ser preservadas”, disse o presidente. Dr. Evaristo é um dos coordenadores e principal responsável pelo trabalho que a Embrapa realizou sobre o Mapeamento Geográfico e Econômico  do Matopiba e que proporcionou melhor entendimento das dificuldades, deficiências e potencialidades dessa região.

Os últimos dados levantados pela Embrapa Monitoramento por Satélite, mostram que o Brasil tem 67% de sua área preservada, as cidades ocupam 3% do território nacional e somente 9% do território brasileiro é utilizado pelos agricultores para produzir alimentos. Quando somarmos tudo que está preservado, como reservas indígenas, mata atlântica, unidades de conservação, reservas legais, biomas como caatinga e pampa (esses últimos, preservados, mas explorados com algum tipo de pecuária extensiva), chegam a 80% do território brasileiro. “Com esses números, constatamos que estamos bem acima da média mundial de preservação ambiental, que é de 9% dos territórios nos países ricos, e que diante desse cenário e da necessidade de desenvolvimento do Brasil, temos potencial para avançar com sustentabilidade. Com este e outros trabalhos, a Embrapa e a equipe do Dr. Evaristo de Miranda, têm demonstrado com dados, que estão ao lado da verdade, da agricultura e dos agricultores brasileiros, e a eles dedicamos nossa gratidão”, ressaltou Júlio, que na ocasião, entregou o convite para que o gestor da Embrapa participe da 13ª edição da Bahia Farm Show.

 

Fonte: Ascom Aiba/Faeb/Abapa/Municipios Baianos

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