14/05/2017

Bahia: Conta de água terá reajuste de 8,8% a partir de 6 de junho

 

A tarifa das contas de água e esgoto será reajustada em 8,8% na Bahia, a partir do mês de junho. O aumento foi divulgado pela Agência Reguladora de Saneamento Básico do Estado da Bahia (Agersa), no fim da tarde desta sexta-feira (12).

A agência informou que atendeu à solicitação que a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) havia feito há dois dias. A nova tarifa vai começar a ser cobrada no dia 6 de junho. A Agersa afirmou que autorizou o reajuste de foram extraordinária, após constatar um desequilîbrio financeiro na Embasa, com base em estudos da Fundação Instituto de Administração (FIA).

Segundo a Agersa, os estudos apontam que, para corrigir o desequilíbrio gerado pela expansão dos serviços, a concessionária necessita de um incremento tarifário de 53,1%, percentual que não foi autorizado pela agência. A correção tarifaria autorizada, de acordo com a Agersa, pretende também garantir a continuidade dos investimentos que estão sendo feitos visando as necessidades de abastecimento em todas as regiões da Bahia, conforme argumentou a Embasa.

Rui entrega sistema de abastecimento de água no município de Santana

Mais de 1200 moradores do município de Santana, a 813 quilômetros de Salvador, agora contam com água tratada em suas casas. Um novo Sistema de Abastecimento de Água foi inaugurado pelo governador Rui Costa, neste sábado (13), beneficiando cinco povoados.  O investimento foi de R$ 1,4 milhão. Na oportunidade, Rui também entregou equipamentos para a agricultura familiar local e assinou ordem de serviço que autoriza a construção de uma Unidade de Beneficiamento de Leite. Um investimento de R$ 518 mil que irá garantir a qualidade dos laticínios comercializados, aumentando a renda dos produtores da região.

Sobre o sistema de abastecimento, Rui destacou que “garantir água encanada nas casas de cada família significa mais saúde e qualidade de vida para a população. Estou feliz por inaugurar mais um sistema de abastecimento de água no estado, desta vez aqui em Santana”. Com cerca de 230 mil metros de comprimento, a nova rede de distribuição beneficia os povoados Alagoas, Várzea do Mourão, Caraíbas, Jacaré e Porto Certo (Distrito de Porto Novo).

O governador visitou ainda a 4ª Exposição Agropecuária de Santana (Exposantana), onde entregou equipamentos para melhorar a agricultura no município. A implantação da Unidade de Beneficiamento do Leite, que teve início das obras autorizado neste sábado, terá capacidade para produzir 1,5 mil litros, por dia, garantindo a qualidade do leite comercializado in natura e beneficiado, e reduzindo perdas. Atualmente, existem 100 produtores de leite no município. Com a construção da unidade, o número poderá chegar a 150 novos produtores, em 2018. O convênio foi firmado com a Associação das Comunidades da Escola Família Agrícola de Santana (Acefasa)."A unidade vai permitir que os produtores de leite possam melhorar o valor agregado dos seus produtos, gerando renda e mais desenvolvimento para a cidade", destacou Rui Costa.

Seca não deve afetar o PIB do agronegócio em 2017

No início do ano de 2017, o fenômeno da seca atingiu 219 municípios da Bahia, que decretaram estado de emergência e cerca de 4,2 milhões de pessoas foram afetadas, mas os efeitos maiores atingem os municípios que tem como uma das atividades principais a agricultura de subsistência.

Por isso, a estiagem não deve afetar de forma tão intensa o PIB agropecuário no ano de 2017, quanto afetou no ano passado, pois a produção de grãos no extremo oeste baiano (soja, algodão, milho e feijão), que tem maior peso na composição do Produto agropecuário, tem apresentado desenvolvimento satisfatório e não foi atingido pela seca este ano.

A seca atinge mais os municípios que tiveram participação na estrutura produtiva da agropecuária acima de 40,0% e esse municípios tem pouca participação na geração do PIB.

Nos três primeiros meses de 2017, grande parte do território baiano esteve com volumes de chuva abaixo dos 50 mm, fora dos padrões considerados de normalidade. As regiões do estado mais afetadas com a estiagem foram as do norte, nordeste, recôncavo, chapada diamantina e sudoeste, onde as chuvas foram escassas e abaixo do normal.

As regiões oeste e do litoral sul, por outro lado tiveram volumes de chuva mais intensos, cujas precipitações médias ficaram em torno dos limites de 75 mm a 150 mm. As informações são da Superintendência de Estatística e Informações - SEI.

Abastecimento de água será interrompido em vários bairros de SSA

Embasa informa que, para realizar serviço de manutenção em  tubulação que abastece o centro de reservação situado no Cabula, o fornecimento de água será temporariamente interrompido em alguns bairros de Salvador, nesta segunda-feira (15), das 8 às 20 horas. O abastecimento será retomado gradativamente após a conclusão do serviço, com previsão de plena regularização em até 48 horas.

Não sentirão os efeitos da interrupção temporária os imóveis que contam com reservação adequada para satisfazer as necessidades diárias de consumo de seus moradores.

  • Confira a lista de localidades afetadas:

Monte Serrat, Bonfim, Calçada, Uruguai, Mares, Roma, Jardim Cruzeiro, Massaranduba, Boa Viagem, Ribeira, parte do Lobato, São Caetano, Fazenda Grande do Retiro, Boa Vista de São Caetano, Capelinha, Bom Juá, IAPI, parte de Pero Vaz, Bairro Guarany, Curuzu, Santa Mônica, parte da Liberdade, Largo do Retiro, San Martin, Largo do Tanque, Alto do Pará, parte da Av. Barros Reis, São Gonçalo, Engomadeira, Arraial do Retiro, Cabula, parte de Pernambués, Jardim Brasília, Tancredo Neves, Arenoso, parte de Narandiba, Jd. Santo Inácio, Sussuarana, Mata Escura, Calabetão, parte da Boca do Rio, parte de Patamares, parte de Pituaçu e Jd. Jaguaribe.

Falta d'água pode estar relacionada ao aumento da infestação do mosquito da dengue

O último resultado do Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) apontou que 67 localidades de Salvador têm o Índice de Infestação Predial (IIP)  pelo Aedes aegypti considerado alto. Isso acontece quando esse valor é maior ou igual a quatro - ou seja, de cada cem casas visitadas, pelo menos quatro têm focos do mosquito.

Considerando o valor médio de toda a cidade, o índice saltou de 1,1% em janeiro deste ano, para 3,1% em abril - o levantamento foi feito entre 4 e 7 de abril. Para a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o que explica o aumento do índice é, curiosamente, a falta de água na cidade.

Em nota, a pasta afirmou que a “intermitência no abastecimento de água na capital pode ser um dos fatores determinantes para o aumento do indicador”. Isso porque o estudo revelou, ainda, que os depósitos preferenciais dos focos estão dentro dos domicílios, em baldes, tonéis e outros recipientes utilizados para armazenamento de água.

Para a coordenadora de Vigilância à Saúde da SMS, Isabel Guimarães, a interrupção no abastecimento de água que acomete a capital nos últimos meses pode ser um dos fatores determinantes.

Reservatórios no solo

“Vários fatores contribuem para o aumento do indicador nesta época do ano. As condições climáticas com chuvas e forte calor facilitam a reprodução dos mosquitos. Outro fator a ser considerado é o armazenamento de água em depósitos a nível de solo, local onde as equipes de campo mais encontram focos do Aedes aegypti. Naturalmente, quando não há um fornecimento regular de água nas residências, as pessoas buscam se organizar através do armazenamento em recipientes, que são prato cheio para proliferação do vetor se não estiverem devidamente tampados ou cobertos”, explica.

Em São Paulo, a Secretaria de Saúde também relacionou o aumento no número de casos de dengue à falta de água: em 2015, a falta de água no Sistema Cantareira impactou os casos na Zona Norte; no ano passado, o problema no Alto Tietê refletiu nos casos de  dengue em Guaianases.

Por causa dos episódios inesperados de falta de água no bairro de Massaranduba - onde o índice de infestação é de 4,5% - , o administrador José Luiz Paixão, 49 anos, diz que é normal ter uma romaria de vizinhos na porta da sua casa. “Aqui na minha residência não falta água porque a gente tem um reservatório grande. Às vezes, os vizinhos vêm pedir água aqui”, conta.

A estudante Laiane Mesquita, 34, conta que toda vez que falta água em Periperi, ela armazena em dois baldes grandes, de cerca de 100 litros, apesar de ter tanque. “Eu tenho o maior cuidado, a água fica tampada, quando acaba eu lavo o tanque e coloco de cabeça para baixo”, revela. Ela torce que os vizinhos tenham o mesmo tipo de precaução.

A Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa), responsável pelo abastecimento, respondeu que se os usuários dispusessem de tanques não seria necessário usar recipientes inadequados.

“A Embasa informa que não responde pela forma de armazenamento da água, ação que é de responsabilidade do usuário. Para que a oferta de água não seja prejudicada em caso de manutenções ou variações de pressão na rede de abastecimento, é necessário que os imóveis possuam reservatório com capacidade adequada às necessidades de consumo de seus moradores”, disse, em nota.

Alerta

Na maioria das localidades estudadas pelo LIRAa - 149 ao todo -, a situação é de alerta. Nestes locais, o índice de infestação foi maior ou igual a 1% e menor ou igual a 3,9%.

As localidades campeãs em infestação do Aedes são Cassange e Nova Esperança, ambas com 8,8%.  Em seguida vêm a Barragem dos Macacos, São Tomé e Tubarão, com 8,5%. Em terceiro lugar estão Lobato, Plataforma II e São João do Cabrito, com 8,2%.

Na outra ponta da tabela, com o índice de infestação predial considerado satisfatório, estão cinco localidades. O menor número está no Alto do Peru, com índice de 0,2%, seguido de Cabula I e Pernambués II, com 0,5% cada, e por São Caetano I, com 0,7%.

O distrito sanitário que tem o maior risco endêmico é o do Subúrbio Ferroviário, com índice de 5%. Em segundo lugar, vem o distrito de Itapagipe, com 4,7%, seguido por São Caetano/Valéria B, com 4,5%. Nenhum dos 20 distritos tem o índice de infestação considerado  satisfatório - inferior a 1%.

O menor índice é o do distrito da Liberdade, de 1,4%. Lagoa da Paixão e Valéria, que lideraram o ranking da infestação entre 2 e 7 de janeiro com 10,8%, não saíram da situação de risco, mas diminuíram o índice para 6,3%.

Menos casos

Apesar do aumento da infestação, Salvador tem apresentado queda acentuada no número de casos confirmados de dengue, zika vírus e chikungunya. Entre janeiro e abril deste ano, 116 casos de dengue foram confirmados - no mesmo período de 2016 foram 626. De chikugunya, foram 11 infectados até abril contra 79 no ano anterior. Foram 15 casos de zika, contra 32 de janeiro a abril do ano passado.

Assim como no resto do Brasil, dengue, zika e chikungunya tiveram uma redução na Bahia, nos primeiros meses de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). A redução é de quase 10 vezes.

 

Fonte: G1/Bahia Econômica/Ascom SEI/Correio/Municipios Baianos

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