17/05/2017

Cachoeira e S. Félix recebem Mostra Permanente de Resistências

 

De maio a junho, o Cineclube Mário Gusmão, leva às ruas de Cachoeira e São Félix, no Recôncavo Baiano, a Mostra Permanente de Resistência. As sessões são sempre nas quartas-feiras, às 19 horas, em diferentes locais de resistência das duas cidades. Ao todo serão exibidos 18 curtas-metragens, organizados em seis diferentes programas, que debatem questões raciais, de gênero/sexualidade, direito à terra, direito à memória, a relação território/identidade e educação. Todas as sessões serão acompanhadas de debates com realizadores, grupos de pesquisa da UFRB, coletivos e movimentos sociais.

O primeiro momento da Mostra aconteceu nos meses de março e abril com uma vivência na curadoria. Nesse espaço, discutiu-se temas e conceitos, aprofundando as discussões na questão incorporada: “O que pode o cinema diante das urgências do mundo?”. O público somou-se ao cineclube Mário Gusmão para trocar referências de filmes e curar as sessões da mostra que agora passa para o seu segundo momento: as sessões em locais de resistência das cidades de Cachoeira e São Félix.

A sessão de abertura acontecerá na quarta-feira, 17 de maio, às 19 horas, na Praça Teixeira de Freitas - Centro de Cachoeira /BA. A sessão pretende discutir questões de gênero e sexualidade. O programa é composto por quatro filmes: É sim de Verdade, direção coletiva; Cinco Vezes Luana, de Ana Carolina Marques, Gabriela Stocco, Hélène Baras, Inma Benedito, Larissa Teixeira e Laura Jotace; Arrasa, Manx, de Sofia Amaral, e Transparência, de Igor Travassos.

O Cineclube Mário Gusmão é um projeto de pesquisa e extensão vinculado ao curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), e conta com o apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

  • SERVIÇO

Mostra Permanente de Resistências - Exibições de filmes urgentes!

Data: De 17 de maio a 28 de junho, sempre às quartas-feiras

Horário: às 19h

Local: Em diferentes locais das cidades de Cachoeira e São Félix (Recôncavo Baiano)

Entrada Franca

Informações: https://www.facebook.com/CineclubeMarioGusmao/

Contato: cinemariogusmao@gmail.com

Simões Filho: Movimento faz audiência para alertar sobre riscos de aterro sanitário

Ativistas contrários à instalação de um aterro sanitário em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), teve mais um embate nesta terça-feira (16).

Uma audiência do Comitê de Bacia Hidrográfica do Recôncavo Norte vai ouvir representantes do Ministério Público, da prefeitura local, do Inema [autarquia estadual de meio ambiente] e da empresa Naturalle Tratamento de Resíduos, que já levanta a obra.

Depois dessa etapa, o movimento "Nossa água, Nossa Terra, Nossa Gente" espera uma solução.

Conforme os ativistas, a prefeitura não considerou o prejuízo causado pelo projeto. Um dos argumentos é que a obra – autorizada ainda na gestão anterior em dezembro passado e chancelada pela prefeitura atual– cause sérios danos ao aquífero [reservatório subterrâneo de água] São Sebastião, potencial fonte de abastecimento da região metropolitana.

A construção, situada na BA-094, sobre o Vale do Itamboatá, também, na visão dos ativistas, acarreta perdas às comunidades que moram na região, como pescadores e quilombolas, além de impactar cerca de 60 hectares de mata atlântica.

Segundo a gerente de meio ambiente e cidadania da Fundação Terra Mirim, que integra o movimento, Daniela Sampaio, a licença ambiental liberada pelo município não levou essas considerações em questão. "Esse aterro está fora da realidade sócioambiental.

Eles não consideraram os impactos nas comunidades nem a questão hídrica, no aquífero São Sebastião. A gente quer que o Inema não libere essa licença e que o Ministério Público se posicione sobre esse aterro", afirma Sampaio.

Simões Filho: Empresa responsável por aterro diz que obra segue legislação

Responsável pela construção de um aterro em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, a empresa Naturalle Tratamento de Resíduos Ltda informou que a obra segue parâmetros legais, sem danos à saúde pública e à biodiversidade.

Em nota, a companhia declarou que o empreendimento em Simões Filho “é uma Central de Tratamento e Valorização de Resíduos em total conformidade com a política nacional de resíduos sólidos, prevista na Lei 12305/2010”.

Ativistas contrários ao aterro acusam riscos ao meio ambiente, com poluição do aquífero São Sebastião, e às comunidades que moram no local.

Nesta terça-feira (16), uma audiência pública discute a instalação do aterro. Em resposta, a companhia responsável pelo projeto diz que a obra “vai preservar os recursos hídricos subterrâneos e superficiais”.

Suas ações ambientais vão além do que determina as normas para evitar quaisquer danos às águas subterrâneas, à fauna e à flora locais.

A companhia ainda afirmou que devem ser gerados mais de 600 novos postos de trabalho diretos e indiretos para a população de Simões Filho.

São Felipe: Comarca é retirada da lista de desativação do Tribunal de Justiça

Após intensos diálogos, a comarca de São Felipe foi retirada da lista de desativação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) e vai permanecer no município. A estimativa é que cerca de 100 comarcas sejam desativadas na Bahia, mas a unidade de São Felipe, que estava na lista, foi retirada graças a um esforço conjunto feito por diversas lideranças políticas, em especial o vereador João Vitor e o ex-prefeito Chiquinho Ferreira.

Eles participaram de diversas mesas de diálogo e negociação, apresentando argumentos em prol da permanência da comarca em São Felipe. Eles agradeceram ao presidente da Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB), juiz Freddy Pitta Lima, pelo empenho para a retirada da comarca do município da lista de desativação.

"Com muito esforço e diálogo, conseguimos essa grande vitória para o povo de São Felipe. Com certeza a população ganha muito com a permanência da nossa comarca. Quero deixar registrado a importante participação do ex-prefeito Chiquinho neste processo", afirmou João Vitor.

Além de acionar lideranças políticas, o vereador promoveu uma audiência pública para tratar do tema, convidando para o debate representantes de associações, do poder judiciário, lideranças comunitárias e Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinpojud).

João Vitor também encaminhou à um ofício à presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) solicitando que a instituição reavaliasse os critérios de rebaixamento da comarca de São Felipe. No ofício, João Vitor ressaltou que existe demanda judicial suficiente que justifique a permanência da comarca do município. Hoje, a comarca de São Felipe conta com 3.743 processos em andamento. E não parou por aí. Na última semana, o vereador se reuniu com o presidente da AMAB.

João Vitor também aproveitou para criticar alguns políticos de São Felipe que, sem nada terem feito, estão agora comemorando a permanência da comarca. "Infelizmente, estamos vendo alguns políticos aproveitadores comemorando a retirada da comarca de São Felipe da lista de desativação. Mas essas pessoas não fizeram nada para evitar a saída da nossa comarca, e agora querem se aproveitar do momento para dizer que trabalharam pela permanência. Quem tem boca fala o que quer, mas o povo sabe quem realmente trabalhou em prol dessa causa", desabafou o vereador.

 

Fonte: SecultBa/BN/Forte no Reconcavo/Municipios Baianos

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