19/05/2017

Codevasf relata trabalho de proteção ao Rio São Francisco

 

Na quarta, 17, técnicos do Operador Nacional do Sistema Elétrico anunciaram que o reservatório de Sobradinho está com apenas 14,27% de sua capacidade. No mesmo Rio São Francisco, o reservatório de Três Marias está com 30,83% da sua capacidade e Itaparica com 19,19%. Fontes extraoficiais dizem que a Bahia tem 50% de sua energia gerada no sistema eólico, estando em funcionamento quase 100% das caríssimas termoelétricas.

Kênia Marcelino, presidente da Codevasf, expôs, hoje, aos participantes da  Plenária Ordinária do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), que ocorre em Recife (PE) até amanhã, sexta-feira (19), o trabalho desenvolvido pela instituição para lidar com o cenário de agravamento da escassez hídrica e indicou as providências que estão sendo adotadas para suporte aos projetos públicos de irrigação mantidos pela empresa na bacia do São Francisco.

De acordo com a Presidente da Codevasf, mais de R$ 35 milhões foram investidos somente em 2015 na instalação de sistemas de bombeamento flutuante – que permitem a captação de água para os projetos de irrigação mesmo com a redução da vazão do rio São Francisco – e em ações de desassoreamento.

“Os projetos públicos de irrigação da Codevasf estão sendo continuamente equipados com infraestrutura para captação nesse contexto de redução dos níveis da água ao longo do rio São Francisco e na barragem de Sobradinho”, afirma Kênia Marcelino.

Ela destaca que intervenções são necessárias não apenas para garantir irrigação e travessia, mas principalmente abastecimento humano.

Municípios do Oeste da Bahia recebem ferramenta que ajuda a planejar o crescimento econômico

As prefeituras de Luís Eduardo Magalhães, São Desidério e Formosa do Rio Preto, no Oeste da Bahia, receberam gratuitamente, nesta quarta-feira (17), um aplicativo que ajudará os municípios a planejar a expansão agropecuária sustentável em seu território e a monitorar o desmatamento. O Portal Ambiental Municipal (PAM) é uma ferramenta criada pela The Nature Conservancy (TNC), a maior organização ambiental do mundo, para apoiar governos e produtores na conservação dos recursos naturais. Na Bahia, o aplicativo foi oferecido às prefeituras como parte do projeto Caminhos Sustentáveis, que a TNC, a Bunge e os sindicatos rurais da região desenvolvem desde 2013.

Em municípios amazônicos, como Itaituba e Trairão, no oeste do Pará, o PAM já tem contribuído para facilitar a aplicação do Código Florestal. Uma das funções do sistema é arquivar e facilitar a consulta simultânea de dados sobre cada propriedade rural do município, obtidos por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é o primeiro passo para o cumprimento da legislação ambiental. Obrigatório em todo o Brasil desde 2012, o CAR consiste em um mapa da propriedade feito a partir de imagens de satélite, que revelam tamanho e localização das áreas produtivas e das áreas preservadas, bem como os passivos ambientais da propriedade. O CAR passa a ser a referência para o governo constatar se algo mudou naquela propriedade, dali em diante. Quando o governo constata, por exemplo, que uma área preservada se reduziu, ele pode verificar mais facilmente se o desmatamento foi legal ou ilegal e quem é o responsável pela área, de forma a coibir o avanço da perda de vegetação. Da mesma forma, as prefeituras também podem usar esses mapas para verificar, por exemplo, que trechos precisam ser restaurados ou preservados para formar corredores de florestas entre as propriedades rurais e pode orientar os produtores de uma região para atuarem nesse sentido. Isso aumenta a capacidade do governo de agir como indutor de paisagens mais sustentáveis.

“O CAR avançou enormemente no Brasil todo, nos últimos anos, mas agora ele precisa ser utilizado em toda sua potencialidade. Os governos precisam ser capazes de aplicar os dados que obtiveram em ações mais eficientes de controle do desmatamento, mas também de coordenação dos esforços de restauração florestal”, explica Teresa Moreira, especialista em Governança Ambiental da TNC.

Na região do Matopiba – área de divisa entre os estados de Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, em que se encontram os três municípios que receberam o PAM – a ferramenta terá um papel fundamental na conservação ambiental do Cerrado e na expansão da produtividade. A expansão acelerada da soja na região gera renda e empregos, mas precisa ser planejada para se evitar os danos que o cultivo descuidado pode trazer ao solo, à vegetação e aos rios.

“O projeto Caminhos Sustentáveis vem cumprindo um importante papel na conscientização dos produtores rurais da região, que cada vez mais enxergam o desenvolvimento sustentável como o futuro da agricultura, equilibrando aspectos econômico, ambiental e de responsabilidade social”, ressalta Michel Santos, Diretor Global de Sustentabilidade da Bunge.

A entrega do PAM às prefeituras dos Oeste da Bahia faz parte de um conjunto de avanços já obtidos pelo projeto Caminhos Sustentáveis, nos últimos cinco anos. Entre os principais resultados da iniciativa estão o mapeamento de 100% das propriedades rurais dos três municípios e o apoio para a expansão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) na região. TNC e Bunge ainda promoveram um workshop e um Guia de Boas Práticas Agrícolas e Água, publicação que orienta o produtor do Oeste da Bahia sobre a importância e as técnicas de conservação dos recursos hídricos na propriedade rural.

BB oferece desconto de até 95% para liquidação de dívidas de produtores rurais

Micro, pequenos e médios produtores de todo o estado podem ser beneficiados pelos descontos de 20% a 95% que o Banco do Brasil está oferecendo para a liquidação de saldos devedores de operações de crédito rural. O benefício tem base na Lei Federal nº 13.340 e varia conforme 3 fatores: data de contratação, valor originalmente contratado e região.

Em todo o país, cerca de 241 mil produtores poderão ser beneficiados pela medida. A Bahia tem o maior número de produtores com possibilidade de ter acesso aos descontos: mais de 61 mil clientes do BB, com financiamentos a empreendimentos localizados na área de abrangência da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).  O  valor total contratado no Estado é superior a R$ 693 milhões (o maior volume do país - cerca de 26% do total nacional).

Podem ser contempladas operações adimplentes ou não, contratadas até 31/12/2011, sendo que um mesmo mutuário poderá obter o desconto em mais de um financiamento, obedecido o teto de R$ 200 mil em valores contratados.

O secretário estadual de Agricultura, Vitor Bonfim, destacou a importância da lei que oferece descontos tão significativos para produtores. “Os baianos precisam aproveitar essa oportunidade e se dirigir às agências do BB localizadas em todo o estado para fazer essa negociação e quitar seus débitos com o banco, podendo, a partir daí, fazer novas operações de crédito”, disse o secretário. 

Para o superintendente Estadual do BB na Bahia, Carlos Motta, “esta é uma oportunidade ímpar para os produtores rurais, principalmente no nosso estado. Com essa medida, buscamos dar novo fôlego ao produtor, fortalecendo uma das principais vocações do nosso país”.

Segundo a Lei, a concessão do rebate para liquidação dos financiamentos tem vigência até 29/12/2017.  “Apesar de haver prazo até o final deste ano, é muito mais vantajoso que o produtor procure o BB o quanto antes, uma vez que os juros continuam incidindo sobre os saldos até a liquidação.”, complementa Motta.

Os mutuários que possuem operações de crédito abrangidas pela lei podem procurar qualquer agência do Banco do Brasil para consultar as operações e o percentual de desconto a que têm direito, além de simular o valor a ser pago para quitação da dívida.

Atrasos em linhas de transmissão limitam expansão da energia eólica

Os dados apresentado por debatedores da audiência pública na Câmara Federal sobre energia eólica promovida por iniciativa do líder do PR, deputado José Rocha, demonstram que atrasos na construção de linhas de transmissão impedem a chegada ao consumidor da energia dos parques eólicos, além de comprometer o calendário dos empreendimentos que estão em fase de construção.

A ausência de novos leilões para compra de energia também afasta as empresas que têm interesse no setor, destacou o deputado José Rocha durante a audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara que teve a presença de representantes do Ministério de Minas e Energia, Chesf, Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia e da Associação Brasileira de Energia Eólica, além do prefeito de Caetité, Aldo Gondim.

O parlamentar baiano disse que o Governo Federal deve tomar medidas para superar os atrasos das linhas em fase de construção e promover mudanças para evitar que o problema se repita em novos projetos.

Dados apresentados pelo deputado José Rocha apontam que a Bahia tem 68 parques eólicos em operação comercial, mais de 150 projetos em fase de construção/outorga e alcançou o posto de segundo maior gerador de energia eólica do país, com 6,2 milhões de MWh em 2016. Atualmente, cerca de 50% da energia consumida no Nordeste é proveniente da geração eólica.

 

Fonte: Ascom Codevasf/O Expresso/Muraldo Oeste/Municpios Baianos

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