03/06/2017

Feira: Após interdição, hospital deixou de realizar 80 cirurgias

 

A Casa de Saúde Santana, unidade médica da cidade de Feira de Santana, a 100 quilômetros de Salvador, interditada parcialmente após uma vistoria da Vigilância Sanitária, informou nesta quinta-feira (1º) que já deixou de realizar 80 cirurgias desde que teve o centro cirúrgico fechado, na última segunda-feira (29).

De acordo com informações do Núcleo Regional de Saúde (NRS), a medida foi tomada por conta do risco de contaminação na unidade de saúde. Também foram interditadas a farmácia e a lavanderia da unidade médica. Apenas o ambulatório da unidade de saúde está em funcionamento.

O diretor da Casa de Saúde, Germano Correa, disse que a expectativa é de que até a terça-feira (6) todos os problemas que provocaram a interdição sema resolvidos. Nesta quinta, ele entregou pessoalmente no NRS o cronograma com as providências a serem adotadas para corrigir as irregularidades identificadas pela Vigilância Sanitária.

"Vamos entregar até terça pelo menos as ações imediatas, que foi o que ficou combinado. Existem coisas a longo prazo, como a questão da lavanderia, por exemplo, que é para mudar todo o sistema, que leva muito tempo para estarmos nas condições ideais. O centro cirúrgico e a farmácia, que são setores primordiais, terça-feira já estarão em condições plenas", destacou Correa.

O coordenador do Núcleo Regional de Saúde, Edy Gomes, diz, entretanto, que mesmo que as providências sejam adotadas pela direção do hospital até a terça, a unidade não será reativada imediatamente. "A Casa só vai ser desinterditada de forma gradual, a partir do momento em que forem sanadas as não conformidades apontadas no relatório de interdição".

A diretora da Vigilância Sanitária do estado da Bahia, Conceição Riccio, disse que a unidade médica estava com alvará sanitário vencido desde março de 2011 e que já tinha sido notificada várias vezes.

"A Vigilância Sanitária de Feira de Santana vinha acompanhando a unidade e até o momento não tinha identificado uma situação mais crítica. Mas de 2011 para cá, a situação vem se agravando. Então, nesse momento, houve uma necessidade, pela avaliação da equipe, de fazer a interdição", destacou Conceição Riccio.

Conforme o NRS, o hospital, que é particular, mas atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS), informou que as áreas interditadas não possuem condições mínimas de funcionamento. Durante a vistoria, também foram lacrados os setores de nutrição e esterilização de materiais cirúrgicos.

"Problemas estruturais. Problemas sérios de documentação. A gente tem uma unidade que não tem nenhum responsável técnico, por nenhum serviço. E o ponto de oferecer risco aos pacientes ali internados e expostos a cirurgia", explicou o coordenador da NRS, Edy Gomes.

Os pacientes que procuraram o hospital, considerado de referência em cirurgias ortopédicas eletivas, que não são consideradas urgentes ou de emergência, para marcar os procedimentos foram surpreendidos pela interdição.

A ala de fisioterapia da unidade de saúde está interditada desde novembro de 2016, pelos mesmos motivos. Na época da interdição, a Vigilância Sanitária do Núcleo Regional de Saúde informou que as instalações e equipamentos do local eram precários para o funcionamento.

Juiz determina reabertura de clínica fechada pela Vigilância Sanitária em Feira

O juiz Roque Ruy Barbosa de Araújo, da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Feira de Santana, na Bahia, determinou a reabertura da Clínica de Saúde Santana, que foi fechada por prepostos da Vigilância Sanitária e do Núcleo Regional de Saúde, ambos ligados à Secretaria de Saúde da Bahia, no dia 29 de maio.

De acordo com os representantes da clínica afirmaram à Justiça, os fiscais “passaram a praticar abusos e desrespeito para com os profissionais que atuavam na referida unidade hospitalar, que a Casa de Saúde Santana foi fechada sem que fosse oportunizado para ela o contraditório, que a Casa de Saúde Santana atende pelo SUS - Sistema Único de Saúde e que os Impetrados não respeitaram a existência de pacientes em cirurgia, no momento do ato administrativo”.

Na decisão interlocutória, o juiz afirmou que os fundamentos apresentados pelos representantes da clínica são relevantes: “verifica-se que está demonstrado nos autos o perigo da demora, eis que as Impetrantes estão impossibilitadas de exercer as suas atividades, o que pode causar prejuízos para as Impetrantes e para as pessoas que têm atendimento na Casa de Saúde Santana. Ademais, no caso dos autos, não há perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão”.

Apesar de determinar a reabertura, o magistrado só concedeu o pleito da clínica em parte, pois não suspendeu o auto de infração: “não há razão para suspensão do referido Auto de Infração, eis que as infrações sanitárias atribuídas às Impetrantes têm de ser apuradas no processo administrativo próprio”.

Mulheres são maioria entre pessoas em tratamento contra tabagismo no CAPSad

Cerca de 20% das pessoas que estão em tratamento contra algum tipo de vício no CAPSad de Feira de Santana tentam se livrar do cigarro. Mulheres são maioria neste grupo. Na quarta-feira, 31, foi celebrado o Dia Mundial sem Tabaco.

De acordo com a coordenadora do Centro de Atendimento Psicossocial Álcool e Drogas, Carolina Carvalho, este índice aumenta consideravelmente quando o tabaco está associado a outras drogas ilícitas e lícitas.

Mulheres em tratamento no CAPSad ser maioria entre os dependentes do tabaco reflete números nacionais. “O fumo se tornou um problema de saúde pública”, afirma a coordenadora. E os efeitos no organismo das mulheres são mais danosos do que no dos homens, apontam estudos.

O aumento de consumo do cigarro entre mulheres, de acordo com especialistas, está associado a uma série de fatores, seja para aliviar a ansiedade, o estresse e a depressão, ou, até mesmo, as tensões do trabalho e de casa. Há ainda razões mais subjetivas, relacionadas com identidade, autoestima, aceitação social, sentir-se madura ou sexy.

No CAPSad, o dependente tem à disposição tratamento contra este e outros vícios. Seja ele medicamentoso – nas tardes de terças-feiras, ou terapêutico – sempre às sextas-feiras pela manhã. Nos fumantes são fixados na pele adesivos de 21mg, 14mg e 7mg, a depender do grau de dependência, que repõem a nicotina e os livram das crises de abstinência.

No primeiro caso os grupos são fechados. Significa que formado, não é mais permitida a entrada de novos dependentes. No segundo caso, é aberto. Qualquer pessoa pode iniciar o tratamento, independente do estágio atingido pelo grupo. Em média, 80% das pessoas que se submetem aos tratamentos conseguem largar o vício.

“Os benefícios para o organismo de largar o fumo são grandes, principalmente para as mulheres”, disse a coordenadora. O tratamento não define prazo para que o fumante largue o vício. Para se medir o grau de dependência todos respondem ao Teste de Fagerstrom, cuja pontuação indica se ele é muito baixo, baixo, médio, elevado ou muito elevado.

SESP pretende ampliar coleta seletiva em Feira de Santana

Com o intuito de reduzir a quantidade de lixo e proporcionar oportunidades de trabalho e renda a pessoas de baixo poder aquisitivo, a Prefeitura Municipal de Feira de Santana, por meio da Secretaria de Serviços Públicos (SESP), vem intensificando estudos e reuniões para ampliação da coleta seletiva, que é o recolhimento dos materiais que são possíveis de serem reciclados.

De acordo com o secretário da SESP, Justiniano França, a coleta seletiva de resíduos sólidos, como plásticos, vidros, metais, isopores e papeis, já acontece regularmente no município de Feira de Santana em 17 órgãos municipais e nos conjuntos Milton Gomes, José Falcão e Centenário.

Ele informou também que o material reciclável coletado é encaminhado para cooperativas de reciclagem, a exemplo da Cooperativa dos Badameiros de Feira de Santana (COOBAFS) e Associação Regional dos Trabalhadores(as) em Materiais Recicláveis de Feira de Santana (ARTEMARES). “Vale salientar que o material coletado da operação ‘Bota Fora’ também é destinado a cooperativas”, disse.

Justiniano fez questão de salientar que a coleta seletiva é de grande importância para o desenvolvimento sustentável, “uma vez que a reciclagem é uma atividade econômica com benefícios sociais e ambientais”.

Partindo desse pressuposto, o secretário disse que a SESP tem buscado ampliar a coleta seletiva em todo o município. “Nessa nova etapa, nós estamos discutindo o projeto da coleta, em assembleias, com representantes de condomínios residenciais e de cooperativas. Temos feitos várias reuniões com esta finalidade e, inclusive, neste mês de junho,  alguns encontros já estão agendados. Na próxima terça-feira, às 19h30, por exemplo, vamos nos reunir com representantes da COOBAFS, síndico e moradores do Condomínio Azul Ville Duo, no bairro Papagaio. Também já está programada para aquela localidade uma reunião no Condomínio Viva Mais”.

Justiniano acrescentou que, nos meses subsequentes, serão visitados os condomínios dos bairros SIM, Santa Mônica e Santo Antônio dos Prazeres, visando à implantação da coleta seletiva nestas localidades.

 

Fonte: G1/BNews/Secom PMFS/Municipios Baianos

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