03/06/2017

Paulo Afonso sedia debates com comunidades tradicionais

 

O município de Paulo Afonso, no Território de Identidade Itaparica, sediará nas próximas quinta (8) e sexta (9) a 19ª Reunião da Comissão Estadual para a Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais (CESPCT), instância vinculada à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Bahia (Sepromi). O evento, que acontece no Hotel Belvedere, centro da cidade, é uma estratégia de interiorização dos debates e políticas públicas que envolvem os segmentos tradicionais da Bahia, diálogo com as populações locais e construção de ações conjuntas entre Governo do Estado e a sociedade civil.

O evento será aberto pela secretária da Sepromi, Fabya Reis, que preside CESPCT. Estão previstos relatos de experiências, além de visitas a comunidades indígineas, de terreiros, de fundo e fecho de pasto, de municípios como Paulo Afonso, Abaré e Glória. Na pauta haverá, ainda, exposição das ações governamentais, rodas de diálogo e explanações sobre o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC) e o contexto dos segmentos tradicionais no semiárido baiano.

Parceiros na região

Na articulação do encontro, no conjunto dos parceiros regionais, estão a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), estruturas vinculadas à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR); Núcleo de Estudos em Povos e Comunidades Tradicionais e Ações Socioambientais (Nectas) da Universidade do Estado da Bahia (Uneb); Instituto Acção; e ONG Agendha (Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza, Desenvolvimento Humano e Agroecologia).

Saiba mais sobre a CESPCT

A Comissão Estadual para a Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais (CESPCT) é uma instância colegiada, de caráter deliberativo, com a finalidade de coordenar a elaboração e implementação da Política e do Plano Estadual de Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais da Bahia. O grupo é formado por 18 representantes da sociedade civil, dos seguintes segmentos: indígenas, ciganos, terreiros, marisqueiras e pescadores, fundos e fechos de pasto, geraizeiros, quilombolas e extrativistas, sendo composto também pelo poder público, em igual número.

  • Serviço:

O quê: 19ª Reunião da Comissão Estadual para a Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais (CESPCT).

Quando: Quinta e sexta - 8 e 9 de junho de 2017.

Onde: Hotel Belvedere – Av. Apolônio Sales, 457, centro – Paulo Afonso/BA.

Paulo Afonso: Parceria entre Prefeitura e Rede Globo traz transmissão do show de Fagner no São João

A Vila do Forró 2017, cenário dos festejos juninos de Paulo Afonso, este ano, mais uma vez será mostrada ao vivo para todo o Nordeste pelas mais de vinte emissoras afiliadas da Rede Globo na Região. A confirmação foi feita nesta quarta-feira, 31/5, pelo secretário Municipal de Cultura e Esporte, Jânio Soares. Segundo o secretário, a transmissão será feira no sábado (24/6) durante o show do cantor cearense Fagner, uma das atrações mais esperadas da programação.

“Os festejos juninos de Paulo Afonso buscam manter a tradição, com atrações que agradam todos os gostos. Isso faz de Paulo Afonso uma das cidades mais procuradas durante o mês de junho; e com a transmissão pela Rede Globo, a expectativa é de que haja um aumento significativo de público”, comentou Jânio Soares.

Para a programação que será aberta no dia 22 de junho, já estão confirmadas as presenças de Jorge de Altinho (quinta-feira, 22); Assisão e Joquinha Gonzaga (sexta-feira, 23); Fagner (sábado, 24) e Flávio Leandro (domingo, 25), além de bandas e cantores da cidade.

Para animar o São Pedro do Bairro Tancredo Neves, de 30 de junho a 02 de julho, as principais atrações, também já confirmadas são: Gabriel Diniz (sexta-feira, 30/06); Ciel Rodrigues (sábado, 01/07) e Solange Almeida (domingo, 02/07).

Deputado condena violência contra 67 famílias do povo Kariri Xocó, em Paulo Afonso

Liderados pelo Cacique Jailson dos Santos, representantes do povo indígena Kariri Xocó, de Paulo Afonso, denunciaram ao presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Marcelino Galo (PT), a destruição e o incêndio da aldeia durante o despejo da tribo, formada por 67 famílias, na última quinta-feira (25).

De acordo com Jailson, a área, de 170 hectares no total, esteve abandonada por 30 anos e “pertence ao DNIT”, órgão do Governo Federal. Na ação, relata o líder indígena, “tudo foi destruído, das malocas às plantações”. “Imploramos que os órgãos do governo se sensibilize com nossa situação, porque há um grupo de grileiros tomando as terras, isso está causando sofrimento para as famílias e para nossas crianças”, afirma o cacique, que participou do “1º Acampamento dos Povos Indígenas”, encerrado na quarta-feira (31) no Centro Administrativo, em Salvador.

Galo (PT) condenou a ação e a classificou como parte da “escalada de agressões contra os parentes indígenas”. ”Há uma clara escalada na violência contra os povos indígenas e na Bahia não é diferente. Essa reintegração de posse joga 170 pessoas na rua, muitas crianças, todas elas provisoriamente abrigadas em uma escola desativada há cinco anos, sem energia ou água. É inadmissível que tratemos, até hoje, os nossos parentes indígenas dessa forma. Qual o bem maior a ser preservado aqui? O direito à vida e a dignidade dessas pessoas ou a propriedade de uma área pública abandonada pelo Estado brasileiro?”, questiona o parlamentar, que garantiu apoio político ao grupo.

“Esse não é um problema dos povos indígenas, esse é um problema da sociedade brasileira e do Estado brasileiro. Essa ação em Paulo Afonso é desumana. Ela coloca inúmeras famílias em situação de vulnerabilidade, desconhece o drama das crianças expulsas, dos idosos, tudo porque a compreensão é que a propriedade está acima da vida. Essa energia da justiça deveria ser gasta é na demarcação das terras de nossos parentes”, afirmou Galo.

Rui recebe membros do Movimento Unido dos Povos Indígenas

Membros do Movimento Unido dos Povos Indígenas da Bahia (Mupoiba) foram recebidos pelo governador Rui Costa, na Governadoria na tarde de quinta-feira (1).

Durante a reunião foram apresentados ao governador projetos de melhoria para 22 comunidades indígenas do estado. Estiveram presentes na reunião, caciques, lideranças sociais, e representantes de ONGs indigenistas e o secretario de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Carlos Martins.

Carlos Martins acredita que o encontro foi um passo importante na evolução das relações do estado com os povos indígenas da Bahia. “Foram discutidos vários pontos fundamentais. A questão da reforma e ampliação das escolas nas aldeias, a discussão sobre a demarcação de terras e a possibilidade do estado ajudar em conversas sobre projetos produtivos. É um avanço muito grande que estabelece uma nova pauta e uma nova agenda positiva na construção dessa relação”, afirma.

Para o coordenador do Mupoiba, Kâhu Pataxó, o diálogo abre novas possibilidades. “Quero agradecer ao governador por ter se disponibilizado a iniciar esse diálogo, eu acho muito importante essa conversa. Nós falamos sobre algumas ações que podem ser executadas em nossa comunidade. Ele colocou a equipe dele inteiramente à nossa disposição para que nossas reivindicações possam ser realizadas. Temos um grande trabalho pela frente. Vamos colocar a mão na massa e trabalhar para que a comunidade possa ter acesso a novas ações públicas”.

 

Fonte: Ascom PMPA/Secom Bahia/Municipios Baianos

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