07/06/2017

Após escândalos, Aécio vai a 1% em pesquisa eleitoral

 

Alvo de um pedido de prisão apresentado pela Procuradoria-Geral da República, acusado de pedir e receber propina e de tentar barrar as investigações da Operação Lava Jato, o senador Aécio Neves (MG), presidente licenciado do PSDB, terá dificuldades para retomar sua vida política por meio de eleições.

Pesquisa CUT / Vox Populi divulgada aqui em primeira mão por CartaCapital mostra que as intenções de voto no senador tucano despencaram entre abril e junho. Em 18 de maio, Aécio foi alvo da Operação Patmos, deflagrada após a delação premiada de Joesley Batista, dono da JBS.

Na pesquisa espontânea feita pelo Vox Populi, na qual os nomes dos candidatos não são apresentados pelos entrevistadores, a quantidade de menções a Aécio não completou nem 1% do total. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 40%, seguido pelo deputado Jair Bolsonaro (PSC), com 8%. Na sequência aparecem Marina Silva (Rede) e Sérgio Moro, com 2%.

Na pesquisa estimulada, na qual uma lista de candidatos é apresentada aos entrevistados, Aécio tem apenas 1% das intenções de voto em um eventual embate de primeiro turno com Lula (46%), Bolsonaro (13%), Marina Silva (9%) e Ciro Gomes (5%), do PDT.

Na pesquisa estimulada com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como candidato do PSDB, Lula novamente lidera. Ele vai a 45%, contra 13% de Bolsonaro, 9% de Marina Silva e 4% de Ciro Gomes e Alckmin.

Se João Doria (PSDB), prefeito de São Paulo, é o candidato tucano, o cenário segue estável. Lula fica com 45%, contra 12% de Bolsonaro, 9% de Marina, 5% de Ciro e 4% de Doria.

Pesquisa CUT/Vox Populi: Lula venceria no 1º turno em três cenários

Levantamento CUT/Vox Populi realizado entre sexta (2) e domingo (4) mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue como favorito na disputa presidencial de 2018. Se a eleição fosse hoje, ele venceria em três cenários já no primeiro turno.

Com o governador Geraldo Alckmin como candidato do PSDB, o petista tem 45% dos votos, ante 29% de seus adversários somados. Jair Bolsonaro (PSC) aparece com 13%, seguido de Marina Silva (Rede), com 8%. Alckmin e Ciro Gomes (PDT) aparecem empatados com 4%.

Se o postulante do PSDB for o prefeito João Doria, o cenário não seria muito diferente: Lula tem 45%, ante 30% de seus rivais. Nesse quadro, Bolsonaro tem 12%, Marina, 9%, Ciro, 5%, e Doria, 4%.

O melhor cenário para Lula, de acordo com a pesquisa, é ter Aécio como adversário. O tucano aparece com 1% das intenções de voto, atrás de Ciro (5%), Marina (9%) e Bolsonaro (13%). O presidenciável do PT tem 46%, ante 28% dos rivais.

Na sondagem espontânea, quando não é apresentado o nome de nenhum candidato, Lula tem 40% dos votos, seguido de Bolsonaro, com 8%, Marina e Sérgio Moro, 2% cada. Em simulações de segundo turno, Lula superaria Alckmin por 52% a 11%, Doria (51% a 13%), Marina (50% a 15%) e o senador afastado Aécio Neves, do PSDB (53% a 15%).

A mostra do levantamento contou com 2001 entrevistas, feitas em 118 municípios brasileiros.

7,6% dos brasileiros querem que TSE casse Temer

Horas antes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar o julgamento que pode retirar Michel Temer do Planalto, levantamento do Paraná Pesquisas confirma o sentimento da ampla maioria da população: para 79,6% dos brasileiros, o TSE deve cassar o mandato de Temer.

Apenas 16,8% dizem ser a favor da permanência do peemedebista. 3,7% não quiseram opinar. A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 6 de junho, por meio de questionário online com 2.110 brasileiros. A margem de erro é de 2% e o intervalo de confiança é de 95%.

Ministros do TSE afirmam que não votarão a ação do PSDB que pede a cassação da chapa Dilma-Temer sob pressão política. Ma a Corte está diante de uma oportunidade histórica para corrigir os rumos do País, encerrando o ciclo Michel Temer e convocando eleições diretas para seu substituto.

O veredito ficará por conta de três membros do Supremo Tribunal Federal, dois membros do Superior Tribunal de Justiça e dois advogados indicados pelo STF e nomeados pelo Presidente da República.

O julgamento começa com apresentação do relatório feita por Herman Benjamin, relator do caso. Depois, cada advogado terá 15 minutos para apresentar seus últimos argumentos. Em ordem pre-definida, cada ministro declara seu voto e apresenta as razões de sua decisão.

‘Com 3% de aprovação, Temer virou margem de erro’, diz deputado

Diante da pesquisa CUT/Voz Populi divulgada nesta terça-feira, que aponta Michel Temer com apenas 3% de aprovação entre os brasileiros, o deputado federal baiano Valmir Assunção (PT) diz que o peemedebista "virou margem de erro".

"Não tem mais para onde cair. 3% é quase menor que a margem de erro de uma pesquisa eleitoral. Temer virou margem de erro. São níveis alarmantes de rejeição de um governo criado de um golpe parlamentar contra uma presidenta eleita pelo voto do povo. Temer aumentou o desemprego e retirou direitos históricos da classe trabalhadora", diz Assunção.

Valmir também comemora os dados da pesquisa sobre o pleito de 2018. Se as eleições fossem hoje, o ex-presidente Lula ganharia de todos os adversários. "O povo pensa em uma solução direta, que é Lula", diz o deputado.

Lula venceria o segundo turno com 52% das intenções de votos se o candidato tucano fosse Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que ficaria em segundo lugar, com 11% dos votos. Se o PSDB resolver apostar no discurso do novo, Lula teria 51% dos votos no segundo turno e o prefeito de São Paulo, João Doria, 13%. Lula também ganharia de Marina Silva (Rede) por 50% a 15%. Se o candidato for o Aécio, Lula sobe para 53% e Aécio teria 5%.

Após delações, Alckmin não se elegeria ao Senado, diz pesquisa

Levantamento realizado pelo Paraná Pesquisas sobre o cenário eleitoral do estado de São Paulo mostra que o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta pavimentar uma candidatura a presidente em 2018, teria dificuldades em se eleger até para o Senado.

Segundo os delatores da Odebrecht Benedicto Júnior e Luiz Bueno, Alckmin recebeu R$ 8,3 milhões em 2014 e R$ 2 milhões em 2010 não declarados.

Segundo a pesquisa, realizada com eleitores da cidade de São Paulo, Alckmin aparece em 4º lugar na preferência do eleitor paulista para o Senado, com 24,9% das intenções de voto. Em primeiro aparece o apresentador José Luiz Datena (PP), com 30,3%, seguido do vereador e ex-senador Eduardo Suplicy (PT), com 29,4%, e do deputado Celso Russomano (PRB), com 28,5%.

A pesquisa foi feita na modalidade estimulada, com o nome dos candidatos, e os entrevistados poderiam responder dois nomes.

A pesquisa foi realizada entre os dias 29 e 31 de maio, com 1.210 eleitores da cidade de São Paulo. O grau de confiança é de 95% e a margem de erro é de 3%.

Kotscho: Cada vez mais cercado, Temer vive dia infernal

Michel Temer vive nesta terça-feira 6 "um dia infernal", avalia o jornalista Ricardo Kotscho, em seu blog.

Kotscho lembra que, "logo ao amanhecer", Michel Temer ficou sabendo que prenderam mais um de seus "homens de confiança", o seu ex-ministro Henrique Eduardo Alves; às quatro e meia da tarde, termina o prazo para que ele responda às 82 perguntas que lhe foram enviadas ontem pela Polícia Federal e, às sete da noite, recomeça no Tribunal Superior Eleitoral o julgamento da chapa Dilma-Temer que pode cassar seu mandato.

"Cada vez mais cercado por todos os lados, rejeitado por nove em cada dez brasileiros, com sua base de sustentação rachada, o presidente agora se dedica apenas a fazer sua própria defesa no STF e no TSE para garantir o foro privilegiado. Como ele vai arrumar tempo para governar o país no ano e meio de mandato que lhe resta? É humanamente impossível alguém conseguir trabalhar nestas condições", escreve o jornalista.

 

 

Fonte: CartaCapital/RBA/27/Municipios Baianos

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