11/06/2017

MP-BA investiga reestruturação do Hospital Otávio Mangabeira

 

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou um inquérito civil para apurar irregularidades no processo de reestruturação do Hospital Especializado Otávio Mangabeira, realizado pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

Após a reformulação, a instituição passará a ser gerida por uma organização social. De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed-BA), Francisco Magalhães, “a privatização do hospital traz malefícios à população”.

“O hospital é o único especializado no atendimento a pacientes portadores de doenças pulmonares e a tuberculose é a patologia que mais se sobressai. Nós verificamos que o perfil que o hospital está se transformando irá trazer prejuízos para a população. Nós queremos saber para onde o paciente que tem uma grande resistência imunológica vai?”, questionou o presidente. 

O MP-BA afirmou que ainda não tem posição sobre o caso, mas que o inquérito investigará a nova forma de gerenciar o hospital, que passaria a ser administrado por uma organização social.

“O perfil de atendimento do hospital irá mudar. Isso está sendo objeto de investigação”, explicou o MP-BA.

A averiguação está sendo realizada conjuntamente entre o MP-BA e o Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde (Cesau).

O Ministério apontou que a reestruturação do hospital já teria iniciado, de acordo com suas investigações preliminares. A Sesab, no entanto, negou a informação.

A Secretaria destacou a mudança física que será realizada na unidade hospitalar. Serão mais de R$ 36 milhões investidos entre obras e equipamentos.

“A unidade passará por uma ampla reforma, incluindo a rede elétrica, hidráulica e lógica. O hospital continuará com o mesmo perfil assistencial, ofertando ações diagnósticas e terapêuticas de média e alta complexidade, em regime ambulatorial e de internação hospitalar”, afirmou a Sesab.

A nova unidade irá ganhar 20 leitos de UTI Geral, 9 leitos de UTI com isolamento individual, especializado em doenças respiratórias.

O hospital irá realizar procedimentos de média e alta complexidade relacionados a patologias do pulmão, pleura, mediastino, traquéia e parede torácica.

A Sesab ainda informou que o ambulatório de Pneumologia Infantil e o Centro de Referência em Fibrose Cística da Bahia será mantido.

A expectativa da secretaria é que as intervenções tenham início ainda neste ano.

Sífilis avança em bebês no Brasil e contraria metas da Unicef

A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e do Unicef tinha estabelecido uma previsão de redução para 0,5% caso de sífilis congênita em cada bebê nascido vivo no Brasil, porém os dados, que antes eram de um em cada mil, saltou para 6,5 em mil em 2015.

"Vimos acontecer exatamente o contrário. A sífilis teve um aumento significativo", afirma o pediatra Gil Simões, diretor do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), que há quatro décadas atende crianças em hospitais da rede pública e fez um levantamento dos casos baseado nos números do Ministério da Saúde.

Em nota, o Ministério da Saúde diz que “diversos fatores podem contribuir para o aumento dos casos notificados de sífilis registrado nos últimos anos, entre eles a melhoria da vigilância e do diagnóstico”.

Gil Simões diz que o aumento dos casos é observável em maternidades e serviços pediátricos.

"Sem dúvida, a vigilância e o diagnóstico melhoraram. Mas isso só não explica o que vemos nos hospitais. Os casos de sífilis eram raros. Agora são frequentes", salienta.

Para ele, o principal problema é a falta de assistência médica de qualidade, especialmente no pré-natal.

"Há ainda um abismo de classes. Os mais pobres são os mais atingidos porque, muitas vezes, não têm acesso a um pré-natal bem feito. E isso não tem a ver apenas com o número de consultas. Ainda faltam capacitação e atualização dos profissionais de saúde no manejo das DSTs".

Os dados oficiais mais recentes, do Boletim Epidemiológico de 2016 do Ministério da Saúde, indicam que, entre 2014 e 2015, a sífilis adquirida teve um aumento de 32,7%, a sífilis em gestantes de 20,9%, e a congênita de 19%. Em 2015, o número total de casos notificados de sífilis adquirida no Brasil foi de 65.878, sendo os homens 60,1% deles.

Conferência da ONU define mais de mil compromissos para proteger os oceanos

Um total de 1.161 compromissos voluntários para proteger os mares foram assumidos por diversos governos e organizações da sociedade civil e internacionais durante a Conferência sobre os Oceanos promovida pelas Nações Unidas em Nova York durante toda esta semana.

O presidente da Assembleia Geral da ONU, Peter Thomson, afirmou que a conferência foi um ponto de partida para deter o ciclo de degradação dos recursos marinhos causada pelas atividades humanas. Falando a jornalistas nesta sexta-feira (9), ele disse "estar seguro que a partir do evento, ninguém poderá dizer que não sabia da gravidade do problema, que não sabia que a acidificação estava acabando com a vida marinha".

Segundo a Agência Brasil, Thomson disse que ninguém pode dizer que não sabia que "haverá mais plástico do que peixes nos oceanos em 2050, que tantas espécies marinhas estão em extinção pelo consumo de peixes capturados de forma ilegal ou pela pesca excessiva".

Entre os 1.161 compromissos adotados, 460 têm como meta eliminar a poluição causada por materiais plásticos e produtos de microplásticos no mar, muito comum na indústria de cosméticos. Outros 315 compromissos irão controlar e acabar com a sobrepesca.

Os especialistas querem ainda realizar mais pesquisas para aumentar o conhecimento científico sobre a vida marinha.

Peter Thomson disse ainda que houve um grande apoio entre os participantes para ampliar as zonas de proteção marinhas e costeiras. E foram formadas várias alianças para reduzir a acidificação dos mares.

A Conferência dos Oceanos termina com um chamado de ação contendo todos os assuntos acordados pela comunidade internacional no evento para implementar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 14: Promover a conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.

 

 

Fonte: BN/Municipios Baianos

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