15/06/2017

Bahia: Ana Nery aumenta cirurgias cardíacas e reduz espera

 

A espera para uma cirurgia cardíaca na Bahia reduziu de dois anos para até quatro meses, com o aumento de 114% no número de procedimentos realizados no Hospital Ana Nery (HAN), em Salvador, entre 2015 e 2016. No ano passado, 1902 cirurgias foram realizadas, enquanto o ano anterior registrou 885. A expectativa para 2017 é de que este número supere a marca de 2,1 mil.

Entre as causas do aumento estão a inauguração de uma nova sala de cirurgia em 2016, a ampliação do número de leitos pós-operatórios e a melhoria na gestão da unidade. O hospital, que oferece atendimento totalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é referência estadual e responsável por 40% de todas as cirurgias cardíacas na Bahia.

Os problemas do coração podem aparecer de uma hora para outra, como foi o caso de Antônio Roque Argolo Bispo, 55 anos. O motorista estava de férias com a mulher, em uma casa de praia, em janeiro deste ano, quando passou mal. “Voltando da praia, fui subir um morrozinho e desmaiei duas vezes. Procurei um cardiologista, fiquei sabendo qual era o meu problema, dei entrada aqui [no Ana Nery] pela regulação, passei por cateterismo e outros procedimentos e já fiz a cirurgia. Uma operação dessa, pelo que andei pesquisando por alto, não teria saído por menos de R$ 30 mil. Eu não teria a menor condição de fazer em um hospital particular”, afirma Antônio Roque.

Segundo o diretor-geral do Ana Nery, o cardiologista Luís Carlos Passos, além da ampliação do número de cirurgias, o hospital passou a atender os pacientes eletivos e com condições clínicas melhores. “Assim, desafogamos outras unidades e os resultados também são bem melhores, porque os pacientes puderam ser preparados para os procedimentos cardíacos. Com a prática diária, os médicos ainda ficam cada vez mais experientes na cirurgia cardíaca. O hospital se preparou para ter cirurgias cardíacas todos os dias”, explica.

Médica alerta para os cuidados com fumaça e barulho dos fogos de artifício

Falta pouco para o São João, período em que as fogueiras e fogos de artifício dominam as ruas e fazem a alegria da criançada. No entanto, é importante atentar para os cuidados necessários com a saúde, já que a exposição à fumaça e o estrondo das bombas, foguetes e rojões podem prejudicar as vias aéreas e auditivas.

A mistura de partículas e produtos químicos produzidos pela combustão e liberadas na fumaça pode causar sintomas leves ou mais severos na inalação. “A fumaça irrita os olhos, nariz e garganta, podendo agravar ainda mais os sintomas de quem já sofre com problemas respiratórios como rinite e asma”, explica a otorrinolaringologista Clarice Saba.

O estouro dos fogos de artifício pode causar zumbido, aquele barulho ininterrupto no ouvido semelhante a um chiado, apito ou grilo. “Isso vale como alerta também para o som muito alto em ambientes fechados, que pode causar esse sintoma”, complementa a médica.

A otorrinolaringologista dá algumas dicas para evitar problemas nesse período junino: “evitar fogueiras e o uso de fogos de artifício em ambientes pequenos, abafados ou com aglomeração de pessoas; circular em locais distantes da fumaça, no lado oposto à direção do vento; e caso algum sintoma se agrave, procurar ajuda médica”.

Municípios e órgãos recebem 103 veículos para área da saúde

O governo estadual entregou nesta terça-feira, 13, 55 ambulâncias para 55 municípios baianos, 46 veículos para a Superintendência de Vigilância e Proteção à Saúde (Suvisa) e dois Hemóveis (unidades para coleta de doações de sangue) para a Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba).

O reforço dos veículos entregues à Suvisa visa fortalecer o sistema de vigilância sanitária, laboratórios de referência e os nove Núcleos de Saúde da Bahia.

Segundo o governo, os 103 veículos representam um investimento superior a R$ 11,4 milhões. O estado informou já ter entregue 178 ambulâncias em 2017, além de haver outras 106 encomendadas.

O governador Rui Costa participou da solenidade de entrega das ambulâncias aos prefeitos, no estacionamento da Governadoria, no Centro Administrativo. “Isso vai melhorar a vida e dar dignidade aos pacientes que precisam de locomoção”, disse o governador. “É um veículo novo para cada Núcleo de Saúde do interior, para viabilizar, facilitar e melhorar a assistência do estado, da Coordenação Regional com cada unidade municipal”, completou.

Hemoba

Cada unidade móvel da Fundação Hemoba tem capacidade para armazenar 220 bolsas de sangue, além de uma estrutura adaptada para acolhimento do doador, triagem clínica, bem como mobiliários, equipamentos e utensílios necessários para seleção hematológica.

“Essas unidades móveis representam uma parcela importante da nossa coleta, na capital, em torno de 20% do que é coletado, e isso vai reforçar o estoque de sangue para o atendimento de toda a população”, declarou o diretor-geral da Hemoba, Marinho Marques.

As picapes entregues à Suvisa farão o trabalho do órgão nas ruas da capital e do interior. “A nova frota vai viabilizar o trabalho da vigilância sanitária. Cerca de 90% do trabalho é feito na rua, extramuros, fora da instituição”, explica a superintendente Rívia Barros.

Prefeito

O prefeito de Retirolândia (a 230 km de Salvador), Vonte do Merim, comemorou a entrega: “Pegamos uma administração com três ambulâncias quebradas. Conseguimos dar um paliativo, mas essa ambulância nova vai ajudar demais o nosso município”.

 

Fonte: Ascom Sesab/Tribuna/A Tarde/Municipios Baianos

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