17/06/2017

Feira comemora o Dia de Conscientização da Doença Falciforme

 

O Centro Municipal de Referência à Pessoa com Doença Falciforme vai promover na próxima segunda-feira, 19, a partir das 8h, uma programação em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme com passeio de trenzinho para as crianças assistidas, saindo do Centro Social Urbano (CSU), no bairro Cidade Nova.

Esta é uma maneira de chamar a atenção da sociedade para essa patologia. Já nos dias 20 e 27, haverá uma ação de coleta de amostra de sangue, no distrito de Jaíba, para detecção precoce da doença.

A anemia falciforme, que antes era caracterizada como uma doença mais presente nas pessoas negras, passou a atingir a população de modo geral. “Isso é devido à miscigenação”, afirma a coordenadora do centro de referência, Luciana Brito.

Esta é uma doença hereditária (passa dos pais para os filhos) e não tem cura. Caracteriza-se pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, tornando-os parecidos com uma foice, daí o nome falciforme. Essas células têm sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia.

Os principais sintomas são: anemia com icterícia (olhos amarelados), dores ósseas e articulares, atraso no crescimento e desenvolvimento infantil, inchaço e dor nos punhos, tornozelos, dedos e risco maior de contrair infecções.

Segundo dados, a Bahia é o estado que mais tem doentes falcêmicos. Estima-se para cada grupo de 650 nascidos vivos, um tem a enfermidade. E para cada 17 nascidos vivos, um tem o traço da doença, que pode ser diagnosticada pelo Teste do Pezinho e, quando adulto, pelo exame de eletroforese de hemoglobina.

SERVIÇO DE PONTA

A doença pode ser diagnosticada pelo Teste do Pezinho e, quando adulto, pelo exame de eletroforese de hemoglobina. Feira de Santana é o único município baiano que atualmente oferece o exame de Doppler Transcraniano aos pacientes com anemia falciforme.

Através do exame é possível avaliar o fluxo sanguíneo em crianças e adolescentes que possuem a doença, prevenindo contra um acidente vascular cerebral (AVC) - o risco de uma criança com a doença vir a sofrer um AVC é 300 vezes maior do que para uma que não apresenta este problema de saúde.

O centro de referência funciona no Centro Social Urbano (CSU), funciona de segunda a sexta-feira, e é mantido apenas pelo município, através da Secretaria de Saúde, sem contrapartida estadual, federal ou de outros municípios. Conta com vários profissionais: hematologista, neuropediatra, clínico, nutricionista, equipe de enfermagem, serviço social e fisioterapeuta.

Prefeitura de Feira é a que mais investe em qualificação de mão-de-obra

O Governo Municipal de Feira de Santana é o que mais investe na qualificação de mão-de-obra na Bahia para as famílias em situação de vulnerabilidade social. A constatação é do gerente regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Edmundo Franco, ao celebrar convênio da instituição com a Prefeitura, através da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedeso) e a Caixa Econômica Federal, na manhã desta sexta-feira, 16, para atender mais 2.400 pessoas de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida.

Durante a assinatura do convênio, no Paço Municipal Maria Quitéria, o prefeito José Ronaldo de Carvalho ressaltou a preocupação e compromisso da administração municipal com a geração de emprego e renda para as famílias de menor poder aquisitivo. Lembrou também que neste novo convênio estão sendo investidos recursos da ordem de R$ 1.131.009,60.

Edmundo Franco lembra que Feira de Santana foi uma das cidades brasileiras pioneiras na implantação deste convênio, no ano passado, e que também a que melhor se desempenhou, quando teve recursos de apenas R$ 293 mil e contemplou 540 alunos. “Tanto que fomos procurados pelos Senai de Tocantins e do Ceará para que os cursos implantados em Feira de Santana fossem modelo para aqueles estados”, frisou.

O vice-prefeito Colbert Martins Filho enfatizou o marco que representa os investimentos. “Aqui se tratam de recursos públicos investidos na capacitação de pessoas para a transformação em profissionais cada vez mais competentes. E a Prefeitura com isso demonstra que tem, além de responsabilidade com geração de trabalho, também social”.

Com a iniciativa, conforme explica o secretário Ildes Ferreira, de Desenvolvimento Social (Sedeso), órgão municipal que ficará encarregado pela coordenação dos cursos, está sendo desenvolvido um importante trabalho social nas unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida. “Além de ajudar as pessoas com a geração de empregos, a iniciativa também tem o viés de criar condições de vida mais harmônicas e mais pacíficas nestas localidades”, avaliou.

Representante da Caixa Econômica Federal, o gerente regional de Habitação, Gilberto Reis, parabenizou o Governo Municipal pelos investimentos nas unidades dos programas habitacionais. “Feira de Santana é o município brasileiro que teve maior contratação de unidades habitacionais proporcionalmente. E esta iniciativa de hoje é muito importante para a manutenção das famílias nas unidades, aumentando a capacidade das pessoas terem seus empregos”.

Ao todo serão 120 turmas distribuídas em diversos cursos, nas áreas de alimentação, eletricidade, informática, construção civil, calçados, vestuário e mecânica, com cargas horárias variando entre 60 a 120h. Os alunos serão qualificados nas próprias comunidades onde residem.

As aulas começam na próxima segunda-feira, 19, contemplando inicialmente os moradores dos empreendimentos Videiras e Figueiras, na avenida Iguatemi, bairro Mangabeira.

Balé Baby do Projeto Arte de Viver hipnotiza e emociona

Sorriso estampado no rosto e uma agitação característica de quem não tem mais que 6 anos de idade. Emoção transbordando no palco e, principalmente, na plateia onde dezenas de papais e mamães acompanhavam a apresentação do Balé Baby, uma das oficinas do Projeto Arte de Viver.

A pequena Lara Vitória, de 4 anos, é uma das alunas. Olhos brilhando de felicidade. Na plateia, a mamãe Sara Alves que, assim como dezenas de pais e mães, não conseguia controlar o orgulho. E quem conseguiria?

“Minha filha está realizando meu sonho. Sempre quis estudar balé, calçar a sapatilha, mas as condições financeiras não permitiam. Graças a esse projeto maravilhoso aqui desenvolvido no Maestro Miro eu estou realizando o sonho dela e o meu também”, destaca Sara.

Na plateia, olhos hipnotizados voltados ao palco, onde cada movimento da criançada arrancava um largo sorriso e muitas palmas. Pais, mães, irmãos, tios, primos, numa reunião de famílias. “A gente fica olhando assim e nem acredita que aquela ‘pessoinha’ tão miúda está ali dançando, e outro dia mal andava direito”, salienta a emocionada  aposentada Damiana Santos Nascimento, avó de aluna.

VÁRIAS OFICINAS

O Projeto Arte de Viver realiza sonhos. Além do Balé Baby, tem as oficinas de violão popular, canto, coral, teclado, violão, violino teatro, teatro infantil teatro adolescente, teatro adulto e teatro da melhor idade. Espaço também para a dança através do balé infantil, jazz dance, dança popular, dança tribal, dança do ventre, dança de salão, dança terapia, capoeira e street dance, e artes plásticas com pintura em tela e desenho em quadrinho.

Na manhã de quinta-feira, 15, o resultado de pouco mais de três meses de aulas foi apresentado no palco no Centro de Cultura Maestro Miro, equipamento mantido pela  Fundação Egberto Costa.

O Programa Arte de Viver recebeu 1.908 alunos nas diversas oficinas ofertadas pelo programa, no primeiro semestre de 2017. Uma grande estrutura. “Ao todo são 30 professores que ministram as 90 turmas que se distribuem entre o Centro de Cultura Maestro Miro e os três Centros de Artes de Esportes Unificados (CEUs das Artes) do município”, explica Lane Pedreira, chefe da Divisão de Cultura Popular.

HOMENAGEM

“O Arte de Viver emociona. Ver esses pais e familiares aqui, transbordando emoção, é a recompensa. E tudo isso é fruto da parceria do Maestro Miro com a Fundação Egberto Costa, além da sensibilidade do prefeito José Ronaldo. Aqui a arte chega para essas pessoas que, em sua grande maioria, não teria condições de pagar por esses cursos”, destaca Luiz Augusto Oliveira, diretor do Centro de Cultura Maestro Miro.

Para o professor Adauto Silva, um dos mais emocionados no evento, ali no palco antes de uma apresentação de alunos de um balé infantil, estava sendo apresentado um trabalho que tem uma receita infalível: “Misturamos dedicação e muito amor pelo trabalho e pelas crianças”, disse o professor, que foi homenageado pelos pais e pelas crianças.

Além da apresentação do Balé Baby, a manhã de quinta-feira também teve performances do Balé Adauto Silva e de alunos do colégio João Durval Carneiro.

 

Fonte: Secom PMFS/Municipios baianos

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