18/06/2017

Festival de cobranças nos serviços aéreos encarece viagem

 

Foi-se o tempo em que viajar de avião significava pagar apenas pelo custo da passagem e taxa de embarque. Quem escolheu um destino nacional para passar as férias de julho deve preparar o bolso para as tarifas extras cobradas pelas companhias aéreas por refeição, assentos maiores e melhores e até bagagens. A lista de gastos adicionais varia de acordo com a companhia escolhida, e para ninguém ser pego de surpresa, o Estado de Minas consultou os custos em três das principais operadoras do Brasil: Azul, Gol e Latam.

A última novidade da aviação brasileira é a cobrança de lanches ofertados nas aeronaves da Latam, em voos domésticos. Na terça-feira passada, a companhia anunciou o novo serviço, batizado de “Mercado Latam” e que vai oferecer aos passageiros um cardápio com 52 produtos. A alegação da empresa é que a nova política vai dar mais liberdade para o cliente escolher e pagar apenas pelos serviços que quiser adquirir.

Ainda segundo a assessoria de imprensa da Latam, o Brasil é o quinto país a implementar o novo serviço – que já foi adotado em voos nacionais da Latam na Colômbia, Peru, Chile e Argentina. O cardápio deverá ser renovado duas vezes por ano, com a manutenção dos produtos mais bem avaliados. As refeições podem ser adquiridas de forma avulsa – com valores a partir de R$ 4 para um copo de café – ou em combos, oferecidos a partir de R$ 14 para misto quente ou salada de fruta com uma bebida quente.

A Gol começou a cobrar por lanches, de forma gradativa, em 2009. Atualmente, o passageiro pode escolher entre um snack ou minicookie, gratuitamente. Por mais que isso, tem que pagar. Quem quiser saborear uma salada durante a viagem terá que desembolsar R$ 25. Incluído um refrigerante de lata, a refeição encarece em mais R$ 8. Na modalidade combo, um misto especial, snack e uma bebida saem por R$ 35.

A assessoria de imprensa da Azul garante que não faz parte dos planos da empresa cobrar pelo lanche oferecido aos passageiros. Nos voos domésticos e com destino à América do Sul, a companhia oferece salgadinhos, bolinhos de laranja, snacks e bebidas à vontade (suco, refrigerante, água e café). No entanto, se o cliente quiser mais espaço para “esticar as pernas” tem de gastar pelo menos R$ 30 a mais que o preço da passagem – valor que varia conforme o destino. Na Latam, o conforto custa R$ 1 a menos frente a cobrança da Azul, tarifa que também depende da rota da viagem.

COTAS DE PESO

A partir da próxima terça-feira, as bagagens serão um peso a mais no bolso dos passageiros da Gol. A empresa colocará em vigência a tarifa Light, que implicará passagens mais baratas para quem não vai despachar malas. Se depois de pagar pela bagagem o passageiro estiver carregando volume superior aos 10 quilos permitidos na mala de mão, poderá contratar o serviço à parte. Até 23 quilos pagará R$ 30 nos canais de autoatendimento e agências de viagem. No balcão de check-in o custo é de R$ 60.

A Latam vai começar a cobrar pelas bagagens no fim deste mês. Quem comprar o serviço junto da passagem vai pagar R$ 30 a mais. A qualquer momento antes do voo, o valor cobrado será de R$ 50. Já as compras feitas no balcão do check-in, lojas ou totens de aeroportos custarão R$ 80. Desde o último dia 1º a Azul optou por oferecer desconto de 30% no valor da passagem para quem não despachar malas. Se mudar de ideia, o cliente terá de desembolsar R$ 30 por bagagens até 23 quilos. Caso ultrapasse a cota de peso máximo, pagará por quilo excedente tarifas variando de R$ 12 a R$ 30, dependendo do destino.

Cobrança por despacho de bagagem afetará turismo, diz Fecomércio RJ

A Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ) criticou nesta terça-feira, 2, a liberação da cobrança extra por despacho de bagagens por parte das companhias aéreas.

A medida está em vigor no País desde sábado, 29, por força de uma decisão judicial. Segundo a entidade, a decisão terá um impacto negativo no transporte de passageiros.

"Em meio aos contratempos vividos hoje na economia, as empresas precisam trabalhar pelo aumento de sua base de clientes, de forma a incrementar o faturamento, em lugar de criar novos custos a incidirem sobre uma cartela menor de consumidores", defendeu a Fecomércio RJ, em nota oficial.

A Federação informa que já tinha identificado queda na intenção do brasileiro de utilizar o transporte aéreo em viagens, através de pesquisa de mercado realizada anualmente sobre o setor de turismo.

A cobrança extra de bagagens teria potencial para impactar viagens realizadas por aproximadamente 5,9 milhões de brasileiros e, consequentemente, o desempenho do comércio de bens, serviços e turismo no País, apontou a entidade.

Projeto promete tornar internet em Salvador mais barata e veloz

A equação internet = velocidade + baixo custo está mais perto do soteropolitano. A partir de julho, será implantada na capital baiana o projeto piloto OpenCDN, uma parceria do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) com a Associação Brasileira de Internet (Abranet) e a Universidade Federal da Bahia (Ufba) que promete um ganho até 10 vezes em relação ao custo no fornecimento de banda larga.

O presidente da Abranet, Eduardo Parajo, ilustra o objetivo do projeto citando como exemplo as ligações interurbanas e locais. "Hoje, para a uma pessoa que está em Salvador acessar Facebook, ela precisa buscar a informação em São Paulo, com a OpenCDN ela vai acessar direto de Salvador. É como substituir uma ligação interurbana por uma local para acessar o mesmo conteúdo". 

OpenCDN é uma maneira alternativa de distribuir internet que trabalha com pequenos servidores agindo em parceria para oferecer um serviço de melhor qualidade e menor custo. A descentralização ainda contribui com o desenvolvimento regional da Internet.

Cerca de 10 pequenos servidores já manifestaram interesse em operar junto ao OpenCDN de Salvador. Entre elas, a JSX Telecom (AS52696), Play-IP Telecom (AS61648), PDN Telecom (AS262687), Linkvida Telecom (AS265028), e Viva Tecnologia Telecom (AS266413).

 De acordo com Parajo, as empresas fornecedoras de internet que desejam se tornar parceiras do projeto precisam conectar com o ponto de distribuição, na Ufba e outras localidades da Região Metropolitana. Para isso, elas precisam contratar ou construir redes de fibra ótica.

 

Fonte: em.com/Agencia Estado/Bahia Econômica/Municipios Baianos

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