22/06/2017

Rota Cultural Caminhos do Frio 2017, na PB, divulga programação

 

A programação da Rota Cultural Caminhos do Frio 2017 foi lançada, nesta terça-feira (20), durante um evento no auditório da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur). Passando por nove cidades do Brejo paraibano - Areia, Pilões, Remígio, Solânea, Serraria, Bananeiras, Matinhas, Alagoa Nova e Alagoa Grande -, o roteiro acontece de 3 de julho a 3 de setembro. Confira a programação completa.

A edição 2017 começa em Areia, com o tema “Frio Cachaça e Arte”, de 3 a 9 de julho. A programação conta com trilhas, passeio a cavalo e bicicleta, exposições e música na praça central, além da Oficina de Cachaça, com degustação das cachaças do Brejo. Uma das atração do Caminhos do Frio em Areia é a cantora Lara Amélia.

Em seguida, o evento vai para Pilões, onde a programação acontece de 10 a 16 de julho. O tema é “Flores, Cultura e Arte”. A cidade tem atividades de aventura, a exemplo de passeio de ciclismo, caminhadas ecológicas e rapel em locais como a Cachoeira de Ouricuri, a Cachoeira da Manga e a Pedra do Espinho. Entre as atrações musicais, estão Cezzinha e Os 3 do Xamego.

Em Remígio, o tema é “Cultura e Agroecologia na Serra”, de 17 a 23 de julho, com shows de Alcymar Monteiro, Os Fulano e Alex Cohen. Além de música e apresentações culturais, a rota tem corrida de jegue, concurso do jegue mais enfeitado e feira gastronômica.

“Memorial de Fé, Arte e Cultura” é o tema do Caminhos do Frio em Solânea, de 24 a 30 de julho. Na programação, tem oficinas, visitas a pontos turísticos da cidade e ao Memorial Santuário do Padre Ibiapina. Entre as atrações musicais, tem show de Os Nonatos.

De 31 de julho a 6 de agosto, o roteiro passa por Serraria, com uma programação com o tema “Natureza, Engenho e Seresta”. O sábado à noite vai ser comandando por Ton Oliveira e Amazan, mas durante a semana, a cidade ainda oferece várias atrações, como uma triha ecológica no Engenho Martiniano e Baixa Verde e visitação à Fábrica de Cachaça.

m Bananeiras, o tema é "Aventura e Arte na Serra" e o evento acontece de 7 a 13 de agosto. A programação tem encontro de grupos de ciclismo, trilha para a Cachoeira do Roncador, trilha 4x4, além de shows de Chico César e Tuareg's.

A próxima parada do Caminhos do Frio é em Matinhas, de 13 a 20 de agosto, com o tema "Laranja, Arte e Cultura". O público vai poder aproveitar uma trilha ecológica para a Cachoeira do Pinga e trilhas ecológicas religiosas para a Pedra de Santo Antônio e a Igreja de São Severino.

Alagoa Nova, com o tema "Festival da Galinha e da Cachaça", participa do roteiro de 21 a 27 de agosto. A programação conta com visitação aos Engenhos Vitória e Serra Preta, rapel na Barragem de Nova Camará e shows de Val Donato e Os Gonzagas.

A programação chega ao fim em Alagoa Grande, de 28 de agosto a 3 de setembro. O tema da cidade é "Rota Cultural Jackson do Pandeiro". A cidade oferece uma exposição de Jackson do Pandeiro, show da banda Jackson Envenenado, além de atividades de aventura.

O Caminhos do Frio aproveita o clima frio da Serra da Borborema, localizada a uma altitude de 550m, e realiza com uma programação diversificada, contemplando música, teatro, gastronomia e trilhas ecológicas.

MPF pede elaboração de planos de segurança dos açudes de Poções e Camalaú, na PB

O Ministério Público Federal (MPF) em Monteiro, no Cariri da Paraíba, ajuizou uma ação civil pública, nesta terça-feira (20), com pedido de liminar, para que a Justiça determine ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e à Secretaria de Estado dos Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia (SERHMACT) que apresentem, em 60 dias, o Plano de Segurança das Barragens de Poções e Camalaú, incluindo o Plano de Ação de Emergência para as referidas barragens.

Caso a Justiça Federal acate o pedido, e em caso de não cumprimento da obrigação eventualmente determinada pela Justiça, o MPF pede o fechamento das comportas da Estação Elevatória-EBV6, com a paralisação do bombeamento de água no Eixo Leste, meta 3 L, impedindo que o fluxo d'água chegue aos açudes de Poções e Camalaú. Ainda como medida coercitiva, o Ministério Público pede que seja estabelecida multa diária e pessoal no valor de R$ 50 mil aos representantes legais dos órgãos demandados.

A ação também contém pedido de determinação à Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) para analisar os planos de segurança apresentados pelo Dnocs e Estado da Paraíba em prazo não superior a 60 dias.

Para o MPF, a ausência de plano de segurança de barragem é inaceitável. O órgão ressalta que a elaboração dos planos já foi, inclusive, recomendada pelo Tribunal de Contas da União.

O Plano de Segurança de Barragem está previsto na lei federal que estabeleceu a Política Nacional de Segurança de Barragens. No entanto, apesar da lei ter estabelecido o prazo de dois anos, contados a partir da data de sua publicação, para que os empreendedores submetessem à aprovação dos órgãos fiscalizadores o relatório especificando as ações e o cronograma para a implantação do Plano de Segurança de Barragem, até o presente momento os açudes de Poções e Camalaú encontram-se sem plano de segurança.

Conforme aponta o MPF na ação, até o presente momento, Dnocs, Estado da Paraíba e Aesa mantêm-se em atitude negligente, “colocando em risco toda a coletividade e, ainda, incrementando o risco à integridade da estrutura das obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco, as quais, registre-se, são avaliadas até o momento de R$ 8 bilhões de reais”.

“Após desastres ambientais como o da Barragem de Camará (PB) e a tragédia de Mariana (MG), não é admissível que a situação perdure, não é aceitável que se deixe em risco a incolumidade do meio ambiente e se deixe jogada à sorte a vida dos cidadãos que se encontram na zona de influência dessas barragens, que agora vão receber quantidades significativamente maiores de água do que historicamente têm recebido”, argumenta o Ministério Público Federal.

O MPF ainda reitera que os danos que podem ocorrer do rompimento das barragens são gravíssimos. “É patente, considerando a magnitude do empreendimento e os danos causados pela simples abertura de comportas que, se ocorrer um rompimento da barragem, inequivocamente haverá danos ambientais (poluição da água, destruição de flora e fauna) e à população que vive à jusante, com perdas econômicas, de qualidade de vida e eventualmente da própria vida”, aponta.

 

Fonte: G1/Municipios Baianos

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