25/06/2017

4 doenças que podem afetar o desenvolvimento da criança

 

Existem várias doenças que podem afetar o desenvolvimento da criança, justamente porque a infância é a principal fase no desenvolvimento humano exigindo então uma atenção redobrada. Depressão infantil, obesidade, déficit de atenção e hiperatividade, estresse e síndrome do pânico são as algumas das doenças responsáveis que mais afetam o desenvolvimento da criança, prejudicando sua saúde física e mental.

É importante que tanto os pais como profissionais da educação estejam atentos a qualquer ação extrema que a criança possa apresentar durante a execução de atividades simples ou mais complexas. Sendo assim, é necessário manter – se sempre informado sobre cada doença. E para estar atento a qualquer sinal, separamos uma lista das 4 doenças que mais afetam o desenvolvimento da criança.

  • Depressão infantil

A depressão infantil é uma das doenças mais graves que afetam o desenvolvimento da criança, e é também a doença que mais exige atenção de um tratamento médico. Depressão é um transtorno que se caracteriza basicamente pela tristeza extrema, mas pode estar associado também a transtornos de sono e alimentação. Nas crianças os sintomas de depressão podem ser identificados pelos pais no dia a dia quando a criança apresenta pouca capacidade para se divertir (anedonia), sonolência ou insônia, fadiga excessiva, sentimentos de desvalia e afeto deprimido. Os educadores também devem estar atentos a sintomas que a criança pode apresentar em sala de aula ou em atividades na escola como queixas físicas, irritabilidade, sentimentos de culpa, ideação e atos suicidas. Identificando alguns desses sinais os pais já devem procurar ajuda de um psicólogo ou psiquiatra que acompanhe e indique o tratamento ideal para que esse problema não venha a interferir no desenvolvimento da criança.

  • Obesidade infantil

A obesidade infantil ocorre quando a criança está acima do peso normal para sua idade e altura. Segundo pesquisas divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), atualmente, uma a cada três crianças no Brasil está pesando mais do que o recomendado. O excesso de peso pode causar vários problemas para o desenvolvimento da criança até a fase adulta, entre eles os mais comuns são a hipertensão e o diabetes. Entre vários fatores que podem causar a obesidade infantil os que mais se destacam são os fatores genéticos, má alimentação, sedentarismo ou a combinação de todos eles. É importante que os pais estejam atentos a qualidade da alimentação das crianças e no incentivo para a prática de atividades físicas em casa e na escola, ajudando a criança a adquirir hábitos mais saudáveis e evitando qualquer fator que possa prejudicar o seu desenvolvimento, além de prevenir a doença pela vida toda.

  • Déficit de atenção e hiperatividade

O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade também conhecido como TDAH, é uma disfunção em áreas do cérebro conhecidas como lobo – frontal e quando seu funcionamento está comprometido ocorrem dificuldades de concentração, memória e hiperatividade. O TDAH é um conjunto de sintomas caracterizados por distração, agitação (hiperatividade), impulsividade, esquecimento e desorganização. Normalmente as crianças podem apresentar alguns desses sintomas em algumas situações, que inicialmente é normal, porém quando as queixas e os problemas causados por elas são muito intensos e afetam o desenvolvimento da criança, esse conjunto de disfunções podem ser diagnosticados como déficit de atenção ou hiperatividade. Na maioria dos casos o TDAH é percebido primeiramente na escola, quando a criança apresenta maior dificuldade em tarefas que exigem mais concentração, como a leitura. Assim, percebendo o problema o educador deve comunicar aos pais para que a criança receba o tratamento e acompanhamento adequados. O TDAH pode ser evitado com a colaboração dos pais, ajudando a criança  adquirir uma rotina organizada aliada com hábitos regulares, a probabilidade de desenvolver esse problema é bem menor e para as crianças que já possuem essa disfunção, além do tratamento com psicólogos ou psicoterapeutas os pais podem criar rotinas e desenvolver novos hábitos junto às crianças, ajudando aos poucos a mudar seus comportamentos, dessa forma a intensidade dos sintomas será cada vez menor chegando até a desaparecer.

  • Estresse e síndrome do pânico

A síndrome do pânico é uma condição de saúde que faz com que a criança afetada experimente ataques de pânicos recorrentes e medos persistentes de novos ataques no futuro. Ao contrário das preocupações leves e ocasionais que uma criança frequentemente tem, o estresse seguido da síndrome do pânico pode afetar drasticamente a vida da criança, interrompendo suas atividades normais quando acontece um episódio de pânico, deixando a criança apavorada e preocupada com ataques que podem ocorrer futuramente e afetam diretamente o desenvolvimento da criança.

Os sintomas da síndrome do pânico podem incluir várias combinações de situações simples no dia a dia, assim os pais e educadores devem estar atentos aos sinais que as crianças podem apresentar, como:

  • Episódios de medo ou desconforto físico recorrente que aparecem de repente e são breves, típicos ataques de pânico alcançam no máximo 10 minutos.
  • Sintomas físicos recorrentes como coração acelerado, dificuldade de respirar, dor no peito, tonturas, tremores e desmaios.
  • Medo de ficar preso em lugares e situações onde a fuga pode ser difícil, especialmente se ocorrer um ataque de pânico.
  • Sentir – se fora de controle ou assustada por não conseguir prever quando poderá acontecer novos ataques de pânico.
  • Episódios recorrentes que podem incluir sintomas psicológicos ou preocupações como, o medo de perder o controle, o medo de “ficar louco” ou o medo de morrer. Outras situações incluem sentir – se distante da realidade.
  • Baixa autoestima, isolamento dos colegas e resistência de participar de atividades

Percebendo qualquer desses sintomas nas crianças é necessário que ela seja submetida a um acompanhamento adequado, através de consultas médicas e de aconselhamento com psicólogos e terapeutas, além de acomodações em casa e na escola que possam reduzir as fontes de estresse nas crianças.

Conhecendo um pouco mais sobre essas doenças que afetam diretamente o desenvolvimento da criança, pais e educadores em conjunto podem estar mais atentos e prevenir que qualquer uma dessas doenças possa atingi – la. A diálogo aberto com os familiares e na escola proporciona à criança liberdade e segurança necessária para uma melhor qualidade de vida e para o seu desenvolvimento saudável.

Doenças respiratórias e cardíacas requerem atenção especial no inverno

Com a chegada do inverno, que teve início na última quarta-feira (21), algumas doenças requerem atenção especial. A mais comum delas é a infecção respiratória. Resfriados, rinite e bronquite costumam ser mais frequentes com as mudanças de temperatura e o tempo seco. Mas o estilo de vida mais sedentário e as alterações no organismo por conta da estação também aumentam os riscos de doenças do coração. A Agência Brasil conversou com especialistas das duas áreas e destaca medidas que podem ajudar a prevenir doenças nessa época do ano.

O otorrinolaringologista Thiago Bezerra explica que a menor umidade e o resfriamento do ar deixam a mucosa nasal mais suscetível a infecções. A tendência de um maior confinamento em lugares fechados também aumentam a circulação de germes. “Daí vem aquela principal medida para evitar a difusão dessas infecções de vias aéreas superiores: lavar as mãos regularmente”, destacou o médico, que é membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Ele destaca ainda outra medida simples, como o não compartilhamento de utensílios domésticos – como copos, pratos e talheres – quando um integrante da família estiver gripado. Para os quadros de rinossinusite, é fundamental lavar o nariz com soro fisiológico ou solução salina, que ajuda a desobstruir as vias e a diminuir a possibilidade de infecção. Ele aponta ainda que crianças costumam ser mais suscetíveis às doenças respiratórias, mas é preciso estar atento ao uso indiscriminado de antibióticos. “Se tiver dúvidas, busque uma avaliação médica”, alertou.

Coração

Os cuidados com o coração também são necessários nessa época de frio mais intenso em algumas partes do país. De acordo com o cardiologista Américo Tângari Júnior, a alimentação pesada, a maior probabilidade de abandono dos exercícios físicos e até mesmo uma gripe, favorecem as doenças do coração. “As mortes por enfarte do miocárdio aumentam 30% durante o inverno, segundo estudos feitos em todo o mundo há pelo menos 50 anos”, disse.

Em relação às infecções respiratórias, ele aponta que o risco de ataque cardíaco aumenta 17 vezes após doenças como pneumonia, gripe ou bronquite, segundo pesquisa da Universidade de Sydney, publicada no Internal Medicine Journal. Tângari Júnior destaca que, segundo o estudo, uma das hipóteses “para que a exposição a infartos seja maior após o registro de infecções respiratórias é a ocorrência de alterações no fluxo sanguíneo”.

Segundo o cardiologista, o frio também pode ser responsável pela contração dos vasos sanguíneos, de acordo com estudos realizados em hospitais paulistas. Isso ocorre porque os receptores nervosos da pele estimulam a liberação dos hormônios adrenalina e noradrenalina, que tem como consequência o estreitamento dos canais de circulação do sangue. “Embora não tão significativo, pode gerar rupturas de placas de gordura no interior das artérias coronárias, que irrigam o coração”, alerta.

No inverno, alimentos mais calóricos são consumidos como uma “necessidade para manter o corpo aquecido”. O médico destaca que o problema, no entanto, é que essa prática vem associada a um menor ritmo de exercícios físicos. “A pessoa deve manter no inverno a frequência, o volume e a intensidade da atividade física costumeira”, indica.

Além dos cuidados de prevenção e avaliação médica, especialmente de quem tem histórico familiar ou tem hipertensão, é importante manter uma alimentação saudável, evitando excesso de gordura e sal.

 

Fonte: HapVida/Agencia Brasil/Municipios Baianos

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