27/06/2017

Pacientes com doença renal crônica triplicam em 16 anos no Brasil

 

O número de pacientes com doença renal crônica que precisaram de diálise cresceu de 42 mil, em 2000, para 122 mil no ano passado, de acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia. No ano passado, 5,7 mil pessoas fizeram transplante de rim no país, quantidade que vem aumentando, em média, 10% de um ano para o outro. Segundo o estudo, a prevalência no Brasil é de 595 pessoas por milhão, inferior ao Japão, por exemplo, onde a população é mais envelhecida e registra prevalência de 2.535 pessoas por milhão. O Sistema Único de Saúde (SUS) foi responsável por 83% das diálises feitas em 2016.

A presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia, Carmen Tzanno, disse que muitos dos pacientes de convênios de saúde desconhecem a cobertura de seu plano, ou sentem dificuldade para encontrar o serviço de diálise em sua cidade, e acabam procurando o SUS. “A maioria dos pacientes faz uso do sistema público, e isso impacta a rede.” O total de clínicas voltadas ao atendimento dos pacientes com lesão renal aguda, em todo o país, também cresceu de 510, em 2000, para 747 em 2016. Porém, a distribuição de unidades ativas é desigual por regiões do Brasil, já que 49% delas estão no Sudeste. O Sul concentra 22% das unidades, o Nordeste tem 18%, o Centro-Oeste tem 7% e o Norte tem 4%. “Toda a infraestrutura de saúde no país está mais concentrada no Sudeste. Por isso, o tratamento domiciliar é interessante que seja estimulado nessas localidades”, disse a médica.

Prevenção

Carmen disse acreditar que a prevenção é o melhor caminho para a doença renal crônica. Além do histórico familiar, os pacientes devem observar os hábitos alimentares, o sedentarismo, o envelhecimento, a obesidade, a diabetes e a hipertensão, que são os principais fatores de risco. De acordo com a médica, a hipertensão arterial, que atinge 30% da população, é a primeira causa de doença renal crônica. A diabetes mellitus é segunda causa da patologia, afetando 50% dos pacientes que entram em diálise. Além disso, o envelhecimento contribui para a redução da filtração dos rins, que diminui, em média, um mililitro por minuto ao ano depois que a pessoa completa 40 anos.

Os sintomas mais importantes são anemia, pressão alta, inchaço, cansaço, inapetência e emagrecimento, sinais que podem passar desapercebidos. Carmen explicou que a diálise e o transplante renal, necessários quando a doença avança ao ponto em que o rim perde função, têm alto custo. Apenas a medicação custa em torno de 600 reais por doente. “Isso representa um impacto no sistema, sem contar a elevada mortalidade. A prevenção pode retardar as fases finais da doença ou fazer com que o paciente não necessite desses tratamentos.”

Fumar é a causa de 95% dos casos de câncer bucal

O câncer de boca é o nome dado aos tumores malignos que atingem o órgão e parte da garganta. A língua é região mais frequentemente afetada. Apesar de atacar diretamente o pulmão, o ato de fumar é o principal responsável por causar a doença. De acordo com dados do Departamento de Estomatologia do Hospital do Câncer, 95% dos casos de câncer bucal são causados pelo tabaco. Isso porque o cigarro contém mais de 4.700 substâncias tóxicas e muitas delas estão diretamente relacionadas ao surgimento de tumores. A principal forma de prevenção ao câncer bucal é não fumar. Outras medidas preventivas são: evitar a ingestão de bebidas alcoólicas e manter uma alimentação saudável. É importante consultar-se regularmente com um dentista a fim de identificar o problema precocemente, aumentando as chances de cura. O autoexame também é muito importante. Ao observar anormalidades nas partes internas e externas, é bom procurar um especialista. Outros sintomas que indicam problemas são o surgimento de caroços e feridas, o endurecimento de algumas áreas e inchaços.

Saúde bucal comprometida

Além dos pulmões, os dentes e as gengivas também são extremamente prejudicados pela nicotina. Fumar afeta a parte óssea da boca, comprometendo a sustentação da gengiva e causando espaços escuros entre os dentes. O esmaltes dentário também é atingido pelo hábito. Os dentes dos fumantes costumam ser mais amarelados e sensíveis. Por isso, não é indicado aumentar a frequência na escovação, porque isso pode agravar o estrago causado pela nicotina, além de aumentar ainda mais a sensibilidade e favorecer o desgaste dentário

Anvisa pode liberar vacinação em farmácias; entidades criticam proposta

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está elaborando regulamentação que trata sobre os requisitos mínimos para o funcionamento dos serviços de vacinação no país. A norma já passou por consulta pública e, se aprovada, permitirá que farmácias apliquem vacinas. Entretanto, entidades médicas temem que a resolução possa precarizar o serviço de vacinação e colocar em risco a população. Segundo a Anvisa, a permissão para farmácias disporem de vacinas está prevista na Lei nº 13.021/2014, que trata sobre o exercício e a fiscalização das atividades farmacêuticas, e, com ela, a regulamentação vigente sobre o controle sanitário para estabelecimentos privados de vacinação, se tornou insuficiente para farmácias e drogarias. “A fim de diminuir o risco da população brasileira frente ao possível uso e administração inadequados de um medicamento tão peculiar quanto a vacina, principalmente em estabelecimentos que não têm um histórico antigo na prática da vacinação, a Anvisa propõe norma sanitária com requisitos mínimos para a prestação dos serviços de vacinação”, diz a Anvisa, na justificativa da proposta.

Atualmente, além da rede pública, somente clínicas de vacinação podem oferecer o serviço, regulamentadas pela Portaria Conjunta Anvisa/Funasa nº 01/2000.

Entre outras exigências, pela norma atual, a clínica deve ter um médico como responsável técnico pelo estabelecimento. Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, essa exigência é muito importante e está sendo retirada da nova proposta. “Ela tira a obrigatoriedade de maca, consultório e médico para atender evento adverso, desde o desmaio até anafilaxia. Isso não é serviço de vacinação, é aplicação de injeção”, disse ela, explicando que o médico especialista em vacinação é importante desde a triagem até o diagnóstico de reação à vacina.

A proposta de regulamentação em análise na Anvisa diz que o estabelecimento deve ter um profissional habilitado e capacitado para o serviço de vacinação. Também prevê que, em caso de intercorrências, ele deve garantir o encaminhamento do paciente ao serviço médico. E as vacinas que não fazem parte do calendário oficial do Programa Nacional de Imunizações deverão ser feitas mediantes prescrição médica.

Riscos à população

Para Isabella, esses requisitos não são suficientes e, acabar com as regras atuais pode ser prejudicial para a cobertura vacinal, pois um serviço precário de vacinação pode levar medo às pessoas. “A SBIm não discute onde a vacina é aplicada, na clínica médica ou farmácia, o que defendemos é a qualidade e manutenção das normas para que a vacinação não seja banalizada e a população não corra risco de erros. As normas deveriam ser mais exigentes e não menos”, disse a médica. “Estamos falando de movimentos de antivacinismos, mitos, medos, famílias que circulam informações erradas em redes sociais. Um erro pontual pode fazer a população perder a confiança na imunização. Que sejam bem-vindas as farmácias, desde que o rigor nas exigências seja mantido”.

O presidente da Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC), Geraldo Barbosa, concorda que os requisitos mínimos propostos podem prejudicar os serviços. “Não somos contra vacina estar em farmácias. Mas temos um nível de exigências que se provou muito eficaz para conseguir os resultados de imunização. Então, se vai entrar farmácia nesse mercado, porque flexibilizar a lei?”, disse, informando que os laboratórios de análise clínica passaram a oferecer vacinas porque se enquadraram na legislação atual. Segundo a presidente da SBIm, também é errado falar em maior acesso da população às vacinas, pois as farmácias devem priorizar grandes mercados. Além disso, ela explica que a indústria de vacina não foi levada em conta para a edição da proposta de regulamentação. “A falta de vacinas que vivemos na rede privada é absurda, e isso deve ser colocado em discussão. E com o aumento dessa rede pode ser que se tenha menos vacinas ainda porque os fabricantes não conseguem atender o mercado”, argumentou Isabella. Barbosa complementa dizendo que a previsão para a demanda atual de vacinas ser normalizada é entre 2020 e 2022, porque os laboratórios já estão no limite de produção e novas fábricas estão sendo construídas.

Interesse comercial

Para ele, o interesse comercial das farmácias é apenas na vacina contra gripe. “Não estão preocupados com o esquema vacinal completo”, disse. Segundo Barbosa, a vacina contra gripe é o que ajuda a manter o custo operacional das clínicas de vacinação, já que a operação de outras vacinas é quase negativo. Então, para ele, a nova regulamentação pode prejudicar a qualidade e acesso ao serviço quando as clínicas começarem a cortar custos com outras vacinas para pode competir no mercado. A norma ainda está em elaboração e recebeu centenas de contribuições durante a consulta pública, que ocorreu no mês de maio. Não há prazo para a votação no colegiado da Anvisa.

Para o presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Walter da Silva Jorge João, a possibilidade das farmácias aplicarem vacina é uma ação social e as farmácias irão se adequar à regulamentação da Anvisa para garantir a qualidade do serviço e as condições impostas. “Temos que ver as farmácias como unidades prestadoras de atenção à saúde e assistência farmacêutica, que têm sua contribuição com as políticas de saúde do país. É um avanço social. E vacina é medicamento e, sendo medicamento, o farmacêutico tem propriedade para fazer a aplicação”, disse.

Segundo João, a indústria precisa ter um olhar positivo para a situação dos estoques, pois vai aumentar o número de postos que passarão a oferecer as vacinas. O presidente do conselho ressalta ainda que o Brasil possui 80 mil farmácias e a concorrência com as clínicas de imunização vai ajudar na queda dos preços de vacina para a população. A proposta de regulamentação sobre os requisitos mínimos para o funcionamento dos serviços de vacinação no país está disponível na página da Anvisa.

3 alimentos que você deve evitar se usa aparelho fixo

Um dos tratamentos mais eficazes no alinhamento dentário, o aparelho ortodôntico fixo exige alguns cuidados. Composto por diversas peças (braquetes, elásticos e os fios), esse aparelho costuma reter pedaços de comida que podem não sair dos dentes se a limpeza não for minuciosa. Por isso, quem realiza esse tipo de tratamento deve redobrar os cuidados na higienização bucal para não transformar o aparelho em um reduto de sujeiras acumuladas. Além disso, é necessário evitar alguns alimentos que podem quebrar o aparelho ortodôntico. Isso acontece porque a cola utilizada para fixá-lo nos dentes é resistente, mas não é tão firme. Se fosse extremamente forte, ela prejudicaria o esmalte dos dentes ao fim do tratamento. Por isso, alguns alimentos podem fazer com que o aparelho se descole. Lembre-se de que esse problema pode comprometer e prolongar o tratamento.

  • Veja de quais alimentos você deve fugir se você usa aparelho ortodôntico:

Alimentos duros:

Além de dificultar a mastigação, ingredientes muito rígidos costumam quebrar os braquetes do aparelho. Evite comer cenoura e outros vegetais crus. Uma boa dica é cortá-los em pedaços antes de ingeri-los. Enquanto estiver usando o aparelho, fuja do milho de pipoca e de doces muito duros, como a maçã do amor e algumas balas.

Itens que precisam ser mordidos:

Assim como outros alimentos que exigem uma mordida, a maçã é contraindicada enquanto a pessoa estiver usando o aparelho. Ao morder o alimento, os braquetes são empurrados, danificando o aparelho e causando estragos. Os principais afetados são os dentes incisivos de baixo. Por isso, o ideal é cortar os alimentos pedaços antes de levá-los à boca. Assim, a mastigação fica por conta dos dentes molares, que são mais resistentes. E atenção: essa regra também vale para alimentos moles.

Refrigerantes:

Quem usa aparelho deve evitar ingerir refrigerantes. Além do açúcar ficar acumulado no aparelho, aumentando a chance de surgirem cáries, a acidez dessa bebida contribui ainda mais para que as bactérias ocupem os dentes.

 

Fonte: Agência Brasil/FF/Municipios Baianos

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