29/06/2017

Simpósio vai discutir avanços no tratamento do câncer de pele

 

Para discutir os últimos avanços e tendências no diagnóstico e tratamento do câncer de pele, o NOB (Núcleo de Oncologia da Bahia) e o Grupo Oncoclínicas promovem o 4º Simpósio Baiano de Câncer de Pele com Foco em Melanoma, no próximo dia 15 de julho, das 8 às 18 horas, no Fiesta Bahia Hotel.

O evento, presidido pela médica Gildete Lessa, vai reunir oncologistas, dermatologistas, radioterapeutas, patologistas,  enfermeiros, farmacêuticos, residentes e estudantes de medicina. Informações e inscrições:  www.abmeventos.org.br  / telefone (71) 2107-9684.

O Simpósio conta com o apoio do Grupo Brasileiro de Melanoma (GBM), Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD-Ba), Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC).

O evento cientifico vai abordar o que existe de mais atual nas áreas de prevenção, diagnóstico, tratamento e cirurgia do câncer de pele melanoma.

Considerado o tumor de pele mais agressivo e letal, o melanoma tem alto potencial para formar metástases e atingir rapidamente outros órgãos do corpo, podendo ser fatal caso não seja diagnosticado e tratado precocemente.

A imunoterapia e a terapia molecular alvo-dirigida têm revolucionado os tratamentos do câncer de pele melanoma nos estágios mais avançados. “Até pouco tempo não tínhamos muitos recursos para tratar melanoma metastático, no entanto, nos últimos três anos a medicina deu passos largos com o desenvolvimento de várias drogas inteligentes, que têm apresentado resultados promissores”, esclarece a oncologista Gildete Lessa, presidente do Simpósio.

As drogas inteligentes ou drogas-alvo têm maior especificidade e menor toxicidade, identificam e atacam apenas as células cancerígenas, preservando as saudáveis, e causando menos efeitos colaterais. No caso da imunoterapia, as drogas estimulam o sistema imunológico para que ele reaja contra o tumor, atacando apenas as células cancerígenas.

"Essas drogas trazem um avanço considerável e promissor ao tratamento do câncer. São substâncias indicadas para tumores específicos e permitem um tratamento menos agressivo, com menos efeitos colaterais, aumentando a sobrevida e a qualidade de vida do paciente”, afirma a oncologista Gildete Lessa.

Novas terapias

Cerca de 50% dos casos de câncer melanoma apresentam mutações no Gene BRAF, que fazem com que o tumor cresça rapidamente. O desenvolvimento de drogas inibidoras do Gene Mek, que também bloqueiam a proteína BRAF, é um dos avanços para o tratamento do melanoma.

O anticorpo monoclonal de origem humana, produzida a partir de uma proteína do sistema imunológico, também é uma alternativa no tratamento do melanoma avançado.

Esta droga imunoterápica bloqueia a ação da proteína CTL-4, substância que reduz as defesas do organismo. Ao inibir a ação da CTL-4, a droga estimula o sistema imune a combater as células do melanoma.

Outro alvo do tratamento do melanoma é a PD-1, proteína presente nas células de defesa do corpo humano. A PD-1 "esconde" o tumor do sistema imunológico. Ao bloquear a ação dessa proteína, medicamentos inibidores de PD-1 estimulam o sistema imunológico para conseguir identificar e destruir células malignas.

Melanoma

A exposição excessiva ao sol sem proteção e acumulada durante a vida é a principal causa do câncer de pele.

O melanoma é o tipo de câncer de pele mais agressivo e altamente letal por sua alta capacidade de crescer (metástases) e atingir rapidamente outros órgãos do corpo. Apesar disso, quando diagnosticado em estado inicial, esse tipo de câncer cutâneo tem até 95% de chances de cura só com a cirurgia para a retirada do tumor.

De acordo com um estudo americano, publicado na revista científica  "Archives of Dermatology", pacientes com  melanoma apresentam um risco 28% maior de desenvolver outros tipos de tumor, principalmente de mama, próstata e linfoma não Hodgkin.

O melanoma cutâneo é um tipo de câncer de pele que tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e tem predominância em adultos brancos.

Pessoas com pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros estão no grupo com maior risco. Também apresentam maior risco pessoas com histórico familiar da doença, histórico de queimaduras solares, quem tem pintas e pessoas que ficam vermelhas, mas nunca se bronzeia.

Normalmente, o tumor nasce com uma pinta escura. A manifestação da doença acontece após o aparecimento de uma pinta escura de bordas irregulares acompanhada de coceira e descamação. Em casos de uma lesão pigmentada pré-existente ocorre aumento no tamanho, alteração na coloração e na forma da lesão, que passa a apresentar bordas irregulares.

“Quem possui uma ferida que não cicatriza ou uma pinta que está mudando de cor deve procurar de imediato seu dermatologista”, alerta a médica Gildete Lessa.

Prevenção

Mesmo no inverno e nos dias nublados ou de chuva, a ação da radiação ultravioleta (UV) sobre a Terra é intensa e os cuidados com a exposição solar devem ser tomados diariamente.

Os especialistas recomendam o uso diário do protetor solar por pessoas de todos os tipos de pele.

“O melhor tratamento ainda é a prevenção e o diagnóstico precoce”, afirma a oncologista Gildete Lessa.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que todas as medidas de proteção sejam adotadas quando houver exposição ao sol: uso de chapéus, camisetas e protetores solares. Também deve ser evitada a exposição solar entre 10 e 16h. Para o uso de filtros solares, é sugerida a reaplicação a cada duas horas ou após mergulhar ou transpirar excessivamente. O ideal é que o Fator de Proteção Solar (FPS) seja, no mínimo, 15.

Sesab lança campanha Julho Amarelo em alerta a hepatites virais

As hepatites virais continuam sendo um grave problema de saúde pública, principalmente as hepatites B e C, que associam-se frequentemente a complicações como a cirrose hepática e o carcinoma hepatocelular. A hepatite B infecta, atualmente, 300 milhões de habitantes no mundo e cerca de um milhão de brasileiros.

Para mostrar a importância para a população de se descobrir a doença e buscar tratamento, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) lança uma campanha alusiva ao Julho Amarelo, com o objetivo de chamar a atenção da população sobre a doença. De acordo com o médico especialista em Hepatologia, Raymundo Paraná, o Julho Amarelo é muito importante para fazer a informação chegar à população, como também aos profissionais de saúde. Na Bahia, de janeiro de 2007 até maio de 2017, foram confirmados 16.422 casos de hepatites.

Infelizmente, as hepatites ainda são um problema de saúde pública. “A hepatite B tem uma relação muito próxima com o câncer de fígado. Apesar de termos a vacina disponível na rede pública, a cobertura vacinal ainda pode ser aperfeiçoada", explica o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, que pontua ainda a existência de testes rápidos para diagnóstico no Sistema Único de Saúde (SUS). "As unidades de saúde possuem exames de triagem para hepatites B e C, cujo resultado sai em até 20 minutos", diz o secretário.

A hepatite C é outra grave endemia mundial. Atinge cerca de 150 a 130 milhões de pessoas no mundo. “No Brasil, 1,5 milhão sofre com a doença”, informa Raymundo Paraná. De acordo com ele, a hepatite C foi muito transmitida nas décadas de 60, 70 e 80 e também no início dos anos 90, pelo compartilhamento de instrumentos perfurocortantes, transfusão sanguínea, dentre outros.

De acordo com o médico, no Brasil, particularmente no Nordeste, o uso indiscriminado de complexos vitamínicos, glicose e medicamentos do tipo glucoenergan, por via venosa, com seringas não descartáveis foi responsável pela maior parte das contaminações entre os homens. “Estes, hoje tem o seu diagnóstico na faixa etária superior a 50 anos, fazendo com que a hepatite C se associe a diversas comorbidades, tais como: Diabete mellitus e obesidade, as quais fazem a doença progredir rapidamente”, esclarece o hepatologista.

Deste modo, não é por outro motivo que a hepatite C é responsável por metade das indicações de transplante de fígado no país, como também é hoje responsável por 70% dos casos de câncer de fígado. “A boa notícia é que o seu tratamento mudou imensamente nos últimos anos. Hoje os medicamentos usados por via oral, são seguros, praticamente isentos de efeitos adversos e com taxa de cura que varia de 90 a 95%”, finaliza Raymundo Paraná.

 

Fonte: Por Carol Campos/Ascom Sesab/Municipios Baianos

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