04/07/2017

Festival de cinema exibe produção indígena em Salvador

 

Durante cinco dias do mês de julho, o Cine Kurumin traz à Salvador uma programação completamente voltada às questões indígenas. O evento acontecerá na Saladearte Cinema do Museu, com filmes que participam das mostras competitivas de curta e longa-metragem, incluindo produções internacionais, a maior parte inédita no Brasil e com a mostra “Cinema das Mulheres Indígenas”, que retrata a produção audiovisual realizada por mulheres indígenas no continente americano. Uma programação paralela acontece no Palacete das Artes, com a Mostra Nordeste Indígena e a Sessão Especial Volta Grande do Xingu.

Serão mais de 60 filmes, longas, médias e curtas, em sessões com a presença de realizadores/as indígenas. “As sessões pretendem ser espaços de encontros interculturais, centradas nas perspectivas expressas nas imagens do cinema indígenas como propõe o tema desta edição – Da minha aldeia vejo o mundo”, afirma Thais Brito, diretora do Cine Kurumin. De 16 a 19 de agosto o festival desembarca na Aldeia Tupinambá Serra do Padeiro, no sul da Bahia.

A abertura do Cine Kurumin em Salvador conta com a participação de Ailton Krenak, uma das maiores lideranças indígenas contemporâneas. Krenak, criador da União das Nações Indígenas (UNI) e da Aliança dos Povos da Floresta, duas importantes entidades para a causa indígena, fará a conferência de abertura com o tema “Da minha aldeia vejo o mundo”.

Convidados indígenas participarão do festival, dentre eles o documentarista e antropólogo Vicent Carelli, os realizadores guarani Genito Gomes, Werá Alexandre e Valdelice Veron, os cineastas do Coletivo Kuikuro de Cinema, Takumã e Marrayuri Kuikuro (MT); Patrícia Ferreira (RS), que faz parte do Júri e estará do debate sobre as mulheres no cinema indígena, junto com Glicélia Tupinambá (BA), Graciela Guarani (MS), Sueli Maxakali (MG) e Olinda Muniz (BA), com mediação de Ana Carvalho (PE), do Vídeo nas Aldeias.

E, ainda, Arlete Juruna (PA) e Giliarde Juruna (PA), que vivem na Volta Grande do Xingu, na área da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e vão compartilhar suas imagens e experiências com o público. O projeto conta com o apoio financeiro do Fundo de Cultura do Estado da Bahia da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e patrocínio do Banco do Nordeste, via Seleção Pública de Projetos Culturais 2016/2018.

  • Programação

A diversidade dos povos indígenas está expressa na programação do festival com produções audiovisuais que enfocam mais de 45 etnias. O premiado longa-metragem, Martírio, integra a programação do Cine Kurumin e será exibido na sexta (14), com a presença do diretor Vincent Carelli. Entre os curtas, tem a estreia de Valdelice Veron como roteirista e diretora em “Tekoha – O Som da Terra e a estreia nacional de Política e Tradição, do Coletivo Kuikuro de Cinema que mostra a preocupação de líderes xinguanos com transmissão de conhecimento para os jovens indígenas.

Uma temática recorrente nos filmes é o impacto socioambiental de hidrelétricas, mineração e agronegócio em terras indígenas. A sessão especial Volta Grande do Xingu e o debate Minha Aldeia é um Mundo: Resistências Indígenas abordam a temática. No domingo (16), a programação conta com três animações e um curta documentário voltados especialmente para crianças.

Ainda no último dia do festival, acontece a roda de conversa com o tema O Ritual no Cinema Indígena, com a participação de Alberto Álvares Guarani (MS), Werá Alexandre (SP) e Isael Maxakali (MG), com mediação de Jaborandy Tupinambá (BA), seguido da premiação de melhor curta e longa-metragem escolhido pelo Júri do festival que é composto por Ailton Krenak, Patrícia Ferreira Keretxu e Andres Carvajal (Chile).

A programação completa dos filmes, mostras e debates está no site: cinekurumin.com

  • 6º Cine Kurumin – Festival de Cinema Indígena

Saladearte Cinema do Museu e Palacete das Artes

Salvador | 12 a 16 de julho de 2017

Abertura na Sala de Arte Cinema do Museu | 18h

Aldeia Tupinambá Serra do Padeiro

Sul da Bahia | 16 a 20 de agosto de 2017

Abertura 9h

Realização: Espalha Semente

Produção: Portátil

Informações: festivalck@gmail.com

Museu de Arte Moderna fecha parceria com cantora Amanda Santiago

Além da JAM no MAM que atrai mais de 1.000 pessoas todos os sábados, às 18h, e do forró de Zelito Miranda que foi sucesso no mês de junho, a área externa do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), traz agora mais um projeto musical bem-sucedido que é a ‘Batucada Brasilady’ da cantora e compositora baiana, Amanda Santiago. A apresentação acontece no dia 16 de julho, um domingo, às 17h, horário do pôr do sol, com a participação especial da cantora Daniela Mercury.

“Os projetos musicais têm sido sucesso de público e não impedem a realização de exposições na Capela, no Casarão e na Galeria do museu”, afirma a diretora do MAM-BA, Ana Liberato. Nesta quinta-feira (6), o MAM abre a exposição ‘Radiografia Urbana III’ na Galeria dos Novos. Duas outras estão abertas: a de fotos e performance ‘Eles por Ela’, na Capela, até dia 16 de julho, e a exposição de quadros, fotos e esculturas ‘Elas’, aberta até dia 23.

Os projetos musicais na área externa do MAM passam sempre por análise de técnicos do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), que asseguram a preservação do patrimônio edificado do Solar do Unhão, onde está o MAM. O IPAC administra ainda o Palacete das Artes, Museu de Arte da Bahia, Palácio da Aclamação, Solar Ferrão, dentre os outros, na capital e interior baiano.

Daniela Mercury e Estados Unidos

Sobre a participação de Daniela, Amanda é só elogios. “Ela é uma pessoa muito querida e, mesmo com uma agenda repleta de compromissos, vai participar do projeto ‘Batucada Brasilady’ no MAM”, destaca Amanda. A direção musical do projeto é de Amanda em parceria com Alex Ferreira. Direção artística de Miguel Vieira. O Batucada Brasilady estava se apresentando no Largo Tereza Batista, no Pelourinho, também espaço do IPAC que está fechado para reformas à pedido do Corpo de Bombeiros.

Amanda é filha de pai músico, o cantor e compositor Lui Muritiba. Na década de 1980 ela viveu nos Estados Unidos, onde estudou canto e música. Participou da Banda Som Tribal e recebeu o prêmio de ‘Melhor Banda’ no Carnaval de São Francisco, além de ter desfilado na Gay Parade e fazer outras apresentações.

Baianas do acarajé serão incluídas na Classificação Brasileira de Ocupações

Com uma solenidade na sede da Superintendência Regional do Trabalho na Bahia (SRT), técnicos da Universidade de São Paulo (USP) iniciam um estudo para a inclusão do ofício das baianas do acarajé na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Serão feitas cerca de 3.500 entrevistas com as baianas de Salvador, com conclusão prevista para o fim de julho.

A solenidade de abertura dos estudos contou com a presença de diversas baianas do acarajé além do secretário executivo do MTE, Antônio Correia, e da titular da SRT, Gerta Schultz. Para Schultz, a inclusão da atividade na CBO permitirá às baianas os mesmos direitos já conquistados por trabalhadores que exercem atividades regulamentadas, como a aposentadoria e o auxílio doença em casos de acidentes de trabalho.

“A luta é antiga e agora estamos realizando esse sonho”. Na prática, elas passam a ter uma qualificação como profissionais contando com direitos por acidente de trabalho e o previdenciário, o que ainda não é reconhecido. De acordo com a superintendente do Trabalho, “neste momento estamos discriminando quais são os requisitos para o registro de cada profissional e, então, passaremos à regulamentação”.

Busca de Direitos

A coordenadora nacional da Associação das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares do Estado da Bahia (Abam), Rita Santos, disse que a inclusão no CBO é “apenas mais um passo para a busca de mais direitos”. “Nós já éramos baianas do acarajé, de fato, e agora de direito, mas sempre fomos profissionais. E isso vem referendar também as baianas que já se foram e trabalharam muito para que isso acontecesse. Agora, vamos fazer com que sejamos profissionais baianas do acarajé e não apenas vendedoras sem regulamentação”, celebrou a representante das profissionais, com as demais colegas de profissão, todas caracterizadas com a indumentária típica de baiana.

Segundo o secretário executivo do MTE, Antônio Correia, o evento de hoje já permite, tecnicamente, a inclusão das baianas na CBO. No entanto, uma solenidade oficial será realizada até o fim do mês em Brasília, “com homenagens às mulheres que realizam a função há séculos”.

“As baianas serão reconhecidas como trabalhadoras especializadas na área, podendo se aposentar, reivindicar auxílios na área da previdência e muito mais. É o reconhecimento de uma profissão tão antiga, ícone da cultura do Brasil, da Bahia, e este é um momento onde se reconhece o que, de fato, acontece no mundo e especialmente na Bahia”, disse Correia, ao definir o ato como forma de incentivar as baianas a continuarem exercendo a profissão e passando os conhecimentos para outras gerações.

As baianas do acarajé já têm o ofício registrado como Patrimônio Imaterial Brasileiro, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), desde 2005. A prática envolve a produção tradicional e a venda dos quitutes em espaços públicos, em tabuleiros, com a utilização de azeite de dendê e o culto aos orixás, a quem são oferecidos os alimentos produzidos.

Balé Teatro Castro Alves apresenta a mostra artística TôNaCena

O Balé Teatro Castro Alves apresenta a mostra artística TôNaCena, com solos de alunos do Curso de Educação Profissional da Escola de Dança da Funceb. A apresentação acontece nesta quarta-feira (05), às 16h30, no Teatro Castro Alves, com acesso gratuito para o público. O BTCA é um corpo estável do TCA, equipamento mantido pela Secretaria de Cultura do estado da Bahia (SecultBA), por meio da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb).

A ação TôNaCena é resultado do processo de criação artística produzido por 20 alunos do 4º semestre da instituição, unidade do Centro de Formação em Artes (CFA) da Funceb. A partir das investigações propostas na disciplina Laboratório de Habilidades Criativas IV - ênfase em Práticas Solísticas, ministrada pelo professor Guilherme Fraga.

Com coordenação de Janahina Cavalcante, a mostra reúne Encontrar-nos-emos, de Sauara Santos, Dona Vida, de Reilane Silva, (re)mover-se, de Eron Pimenta,O Próximo, de Everton Barbosa, Fênix, de Alex Ferreira, Nanquim, de Luana Fulô, Exu, de Allan Vilas Boas, Gostaria de Escrever mais, de Arieli Batista.

O programa ainda conta com Café, de Raina Santos, Umbilical, de Lyu Barbosa, Mete desce sobe, de Ygor Máximo, Incandeia de Douglas Rodrigues,  Insônia, de Antonio Carvalho, Flashes, de Lívia Tavares, Sou, de Flávio Bueno, Saia, de Fernanda Fonseca.

  • Serviço:

TÔNACENA

Local: Sala de Ensaio do BTCA, Teatro Castro Alves

Data: quarta-feira (05), às 16h30

Valor: Gratuito

MAM recebe projeto Batucada Brasilady no próximo dia 16

Além da JAM no MAM, que atrai mais de 1.000 pessoas todos os sábados, às 18h, e do forró de Zelito Miranda, que foi sucesso no mês de junho, a área externa do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) vai apresentar mais um projeto musical: a ‘Batucada Brasilady’ da cantora e compositora baiana Amanda Santiago. A apresentação está marcada para o próximo dia 16, às 17h, horário do pôr do sol, com a participação especial da cantora Daniela Mercury.

“Os projetos musicais têm sido sucesso de público e não impedem a realização de exposições na Capela, no Casarão e na Galeria do museu”, afirma a diretora do MAM-BA, Ana Liberato. Nesta quinta-feira (6), o MAM abre a exposição ‘Radiografia Urbana III’ na Galeria dos Novos. Outras duas outras estão abertas: a de fotos e performance 'Eles por Ela', na Capela, até dia 16, e a exposição de quadros, fotos e esculturas 'Elas', aberta até dia 23.

Os projetos musicais na área externa do MAM, em Salvador, passam sempre por análise de técnicos do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), que asseguram a preservação do patrimônio edificado do Solar do Unhão, onde está o museu. O Ipac administra ainda o Palacete das Artes, Museu de Arte da Bahia, Palácio da Aclamação e Solar Ferrão, entre os outros espaços na capital e no interior baiano.

A apresentação de Amanda no MAM vai reunir canções da própria artista e sucessos de outros compositores, aliadas à percussão. São composições da MPB, misturadas com músicas autorais e dançantes. O nome do projeto ‘Brasilady’ foi criado pelo músico e compositor Carlinhos Brown, com quem Amanda trabalhou durante os nove anos que esteve na Timbalada.

No projeto no MAM, ela mostrará também o lado compositora com a música ‘Titela’, que marcou o verão e carnaval 2017, além de sucessos como ‘Aquele Beijo, ‘Macumba Baby’ e ‘Fofoqueira’.

Sobre a participação de Daniela, Amanda é só elogios. “Ela é uma pessoa muito querida e, mesmo com uma agenda repleta de compromissos, vai participar do projeto ‘Batucada Brasilady’ no MAM”, destaca cantora. O projeto tem direção musical da própria Amanda, em parceria com Alex Ferreira, e direção artística de Miguel Vieira. O CD Batucada Brasilady foi lançado em novembro do ano passado.

 

Fonte: Jornal da Chapada/SecultBa/Agencia Brasil/Ascom Ipac/Municipios Baianos

Comentários:

Comentar | Comentários (0)

Nenhum comentário para esta notícia, seja o primeiro a postar!!