11/07/2017

Casa Nova: Rastreamento do câncer de mama começa nesta terça

 

Aproximadamente 2.100 mulheres, na faixa etária de 50 a 69 anos, do município de Casa Nova, no Vale do São Francisco, estão aptas a realizar mamografia, exame que detecta precocemente o câncer de mama. Para isso, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) disponibiliza, desta terça-feira (11) ao dia 26 deste mês, a ação itinerante do Saúde sem Fronteiras Rastreamento do Câncer de Mama, uma ferramenta de acesso às ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença.

Para serem atendidas, as candidatas à realização do exame devem apresentar um documento de identidade, o Cartão do SUS e o comprovante de residência na unidade móvel, que estará estacionada na Avenida da Agrotécnica (Praça Gilson Viana), das 7 às 18h. As mulheres com diagnóstico positivo, o tratamento cirúrgico, quimioterápico ou radioterápico realizarão exames em unidades de alta complexidade em oncologia na região de sua residência.

O Saúde sem Fronteiras que tem como diferencial o acompanhamento das mulheres com mamografias inconclusivas, com a oferta de exames complementares para o diagnóstico e o encaminhamento ao tratamento, buscando a integralidade do atendimento.

Empresas buscam saída para corte na captação de águas no São Francisco com a ANA

Nesta segunda-feira (10), representantes do setor industrial irão apresentar e detalhar para diretoria da Agência Nacional de Águas (ANA), proposta sobre as regras de restrição de uso da água na Bacia do Rio São Francisco.

A abertura do diálogo foi uma conquista do setor produtivo, através da CNI e federações dos estados banhados pelo rio, após manifestação de empresários sobre as a dificuldade em atender as exigências impostas por meio da Resolução ANA Nº 1.043, de 19 de junho de 2017, que proíbe as captações nas águas do manancial nas quartas-feiras.

Além disso, mesmo com o processo de negociação em andamento, a Agência estendeu prazo para captação das águas até o dia 19 de julho.

Desta forma, as empresas poderão fazer uso da água sem irregularidades, enquanto fazem a adaptação para o racionamento preventivo.

Para atenuar os problemas decorrentes da estiagem prolongada na Bacia do Rio São Francisco, sem causar prejuízo no setor industrial, os empresários dizem que já vêm reduzindo seu consumo específico de água, aumentando a recirculação e o reuso de água e mantendo os níveis de produção.

Segundo os empresários, a interrupção da captação durante 24 horas para indústrias de fluxo contínuo se reveste de uma complexidade operacional grande, acarretando a paralização das atividades entre dois e três dias, em média.

Os prejuízos, além do volume de produção, impactam o recolhimento de tributos nos municípios, estados e União e sua consequente repercussão nos níveis de emprego e renda da região.

A proposta é que a partir de um prazo de 60 dias, o volume de captação seja reduzido em 14% todos os dias, o equivalente a um dia de retirada, substituindo a regra atual da ANA de interrupção de 24 horas para o racionamento.

De acordo com o presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente da FIEPE, Anísio Coêlho, a reunião com a Agência Nacional de Águas será importante para construção de alternativas que possam beneficiar os atores estratégicos e proporcionar ganhos efetivos para a bacia hidrográfica, levando em consideração os aspectos ambientais e socioeconômicos da região.

Participam da reunião na ANA, em Brasília, representantes da Federação das Indústrias do Estado Pernambuco (FIEPE), Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Federação das Indústrias do Estado de Bahia (FIEBA), Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG), Instituto Brasileiro de Mineração, Sindicado das Industrias de Extração Mineral de Minas Gerais e Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Paulo Afonso decreta situação de emergência e cita “desastre” em virtude da Seca

O prefeito Luiz de Deus (PSD) decretou ‘Situação de Emergência’ no município de Paulo Afonso, em documento publicado no Diário Oficial  no último dia 22 de junho.

O texto é dramático. Não vivêssemos nós na mesma cidade, estaríamos agora surpresos, por exemplo, segundo o prefeito, desde 2012, a área rural e urbana ‘teve graves prejuízos de sua atividade produtiva’.

Em 2012, de fato a seca no Nordeste talvez tenha sido umas das mais agudas da história, porém, de lá para cá, e no que tange à atividade urbana, é novidade que a falta de chuvas tenha sido um fator que desequilibrou a cadeia produtiva.

Qual produção foi atingida na área urbana? Não há no texto um mísero exemplo. Aliás, para além do comércio – que até onde se sabe não tem relação com feijão ou milho – salvo hortifrúti  comercializado nas feiras e supermercados – a escassez de chuva, segundo aponta a emergência deixou sérios danos.

A saúde e a subsistência das pessoas da área rural

A partir deste decreto, em resposta ao ‘desastre’ ocorrido em Paulo Afonso – sem que 120 mil habitantes o tenham notado – os órgãos municipais, bem como voluntários  vão participar de uma intensa campanha para arrecadar recursos junto a comunidade com objetivo de facilitar ações de assistência à população afetada pela seca.

Então tem-se o seguinte: no ano em  que o município tem o maior orçamento da história, cerca de R$ 280 milhões, a prefeitura quer que o ‘povo’ ajude às comunidades rurais que estão sofrendo com a seca desde 2012. Interessante que o predecessor de Luiz, Anilton Bastos (PDT), nunca tenha pensando em semelhante ideia.

Atenção: com a ‘tragédia’, haverá dispensa das licitações

Como estamos numa situação de emergência, e a lei garante nestes casos, a prefeitura irá dispensar o processo de licitação para adquirir prestação de serviços, de obras  e  de bens necessários à reabilitação dos cenários catastróficos.

A novidade

Sempre se soube que Paulo Afonso não explorava seu potencial agrícola como poderia, com tanta terra e água boa, agora, pelo decreto de Luiz de Deus se descobriu uma grande produção, ainda não se sabe do que exatamente: se deixamos de produzir milho, ou feijão, ou quem sabe batatas? Diante da tragédia havida na área rural, é bom que se descubra logo.

Palestra do IPeC organizada pelo Nema lota auditório do Museu de Fauna da Caatinga

Na tarde da quinta-feira, 06, o auditório do Museu de Fauna da Caatinga do Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna Caatinga) recebeu um público bastante significativo de professores, estudantes e analistas ambientais para a palestra organizada pelo Núcleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental (NEMA) - iniciativa da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) enquanto Subprograma Flora (PBA 23) do Programa de Conservação da Fauna e Flora, no Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional (PISF), do Ministério da Integração Nacional.

Com o tema ‘O terceiro setor na pesquisa científica e sua conexão com a população: a experiência do Instituto de Pesquisa Cananéia (IPeC)’, o ministrante, professor Emygdio L.A. Monteiro Filho do departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), abordou a atuação do graduado em Biologia no Terceiro Setor em prol do meio ambiente a partir de sua experiência ao longo de 20 anos de ações do IPeC. “O Instituto atua intensamente na pesquisa científica sobre história natural e conservação da vida selvagem, em Cananéia-SP e no litoral norte do Paraná, mantendo sempre o propósito de retornar os conhecimentos para a população local, além de desenvolver projetos educacionais. O legal é ver que as pessoas já estão tendo uma consciência ambiental bem maior que há 20 anos”, afirmou Emygdio.

O IPeC é uma instituição que faz pesquisa fora da universidade; tem conseguido grandes resultados na sua área de atuação (litoral sul de São Paulo e litoral norte do Paraná), ajudando aos órgãos de conservação dos parques paulistas, paranaenses e federais. Proporciona um desenvolvimento muito forte no que se refere à conservação da natureza, recebe patrocínios de instituições como Petrobrás, CNPq e “é um modelo que pensei ser interessante para nossos estudantes porque abre a possibilidade de emprego tanto na universidade e empresas privadas quanto no Terceiro Setor que ainda é algo para ser desbravado já que não temos uma cultura aqui na região de ter ONG’s ambientais que promovem pesquisa”, ressaltou o coordenador do Nema, professor Renato Garcia.

Para a estudante do 7º período do curso de Ciências Biológicas da Univasf, Taynara Sales, a palestra desponta outro cenário para o biólogo. “Com o Emygdio ficou claro a importância de uma ong ambiental, porque com ela conseguimos alcançar métodos efetivos de conservação e preservação seja da fauna ou flora, o envolvimento da população, instituições públicas e empresas, chega a ser impressionante. Então veio o desejo de conhecer uma ong aqui na região, para entrar em contato e assim apoiá-la!

 

Fonte: Ascom Sesab/PA4/Ação Popular/Ascom Cemafauna/Municipios Baianos

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