12/07/2017

Racha na Base de Rui: Nilo ‘veta’ Leão e PCdoB na majoritária

 

Ex-presidente da Assembleia Legislativa por cinco mandatos consecutivos (2007-2017), o deputado estadual Marcelo Nilo (PSL) “vetou” a participação do atual vice-governador João Leão (PP) e de qualquer integrante do PCdoB na chapa de Rui Costa (PT), que tentará a reeleição em 2018.

O pepista e o Partido Comunista têm um ponto em comum: ambos são considerados “traidores” pelo parlamentar. Se Leão “barrou” a sua pretensão de se candidatar a vice de Rui em 2014, o PCdoB o abandonou às vésperas da disputa contra Ângelo Coronel (PSD) na AL-BA e chegou a chamá-lo de “fruta apodrecida”.

“Leão ou o PCdoB eu não apoio nem sob tortura. Acho que os dois não têm representação politica para pleitear uma chapa majoritária. Vou participar das indicações e não vou votar com qualquer um deles”, argumentou Nilo, em contato com o bahia.ba, nesta terça-feira (11).

Se uma possível indicação do PSD o deputado diz que poderá endossar “a depender do nome”, ele não hesita em recomendar um postulante: “[Jaques] Wagner para senador eu voto. É o único hoje que declaro apoio. O resto eu vou decidir depois do carnaval”.

Ele também coloca nos colos de Momo o seu apoio ao próprio cabeça da chapa, ao ser perguntado se estaria ao lado de Rui ou se poderia mudar para o grupo do atual prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), que deverá ser o principal oponente do petista. “Não vou responder a essa pergunta agora. Só depois do carnaval”, afirmou, aos risos, ao citar o período estimado tanto por Coronel quanto pelo presidente do PR, José Carlos Araújo.

Apesar de deixar as portas abertas, Nilo diz que não pretende aspirar a um posto na majoritária, confirma que seu plano é concorrer a uma cadeira na Câmara Federal, mas não crava por qual partido: “Por enquanto, estou no PSL. Vamos aguardar a reforma política”.

‘Não sendo governador, quero ir para senador’, avisa Coronel

Um dia após voltar atrás em sua disposição de não disputar eleições, o presidente da Assembleia Legislativa, Ângelo Coronel (PSD), mandou o recado sobre as suas pretensões políticas em 2018: “Não sendo governador, quero ir para senador”.

A declaração foi dada ao bahia.ba, nesta terça-feira (11), durante a entrega do segundo viaduto integrante das obras complementares do metrô na Avenida Paralela.

Na avaliação do deputado, o seu partido tem que ter candidato próprio a governador, de preferência o presidente da sigla no estado. “Eu sempre digo que o PSD não é partido para ser coadjuvante, é para ser protagonista. Ainda continuo batendo na tecla que devemos ter candidato ao governo do Estado. Ou Otto Alencar ou um nome que venha a surgir que seja consenso dentro do partido”, disse.

Assim como o comandante do PR baiano, José Carlos Araújo, Coronel acredita que a definição da legenda se dará depois do carnaval de 2018. “Acredito que até abril se tem uma posição. Se o meu nome estiver bem, estarei à disposição do partido. Se não estiver bem e surgir outro nome em nossa agremiação política, não terei nenhum problema em apoiar”, avisou.

Rui Costa se diz ‘feliz’ com possibilidade de ter Coronel na chapa

O governador Rui Costa (PT) não quis entrar em detalhes sobre as negociações para a composição da sua chapa à reeleição em 2018, mas se disse feliz com a predisposição do presidente da Assembleia Legislativa, Ângelo Coronel (PSD), em compor uma coligação majoritária, mesmo que ele defenda que o seu partido tenha candidato próprio ao Palácio de Ondina.

Ao lado do deputado, a quem revelou ter solicitado o batismo do segundo viaduto das obras complementares do metrô na Avenida Paralela com o nome da arquiteta Eliana Kertész, que faleceu recentemente, o petista comentou o período de movimentação dentro das legendas que compõem a sua base aliada.

“Eu fico feliz quando todos e muitos querem ser governador, querem ser senador, querem ser vice. Isso é sinal de vitalidade da democracia. Isso é sinal de oxigenação. O ruim era se ninguém quisesse ser. Importante que todos queiram ser e queiram disputar os espaços em seus partidos e possam disputar entre si”, disse Rui, ao ser perguntado pelo bahia.ba, nesta terça-feira (11), durante a entrega da obra.

Ao lado do governador, provocado, Coronel emendou aos risos sobre a possibilidade de concorrer ao Senado pelo grupo liderado pelo petista: “Eu sou homem de partido. Se me designar, irei para o sacrifício”.

Denúncia de Temer

Sobre o cenário nacional, Rui lamentou a instabilidade política, agravada ainda mais após o voto do relator da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal. Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) foi favorável ao acolhimento da investigação da acusação formal de corrupção passiva formulada pela Procuradoria-Geral da República.

No entendimento do governador, um novo impeachment será “triste” porque “o Brasil vai penar até o ano que vem” com um chefe do Executivo sem legitimidade.

“Rodrigo Maia teve 53 mil votos para deputado. Acho que essa pessoa não tem legitimidade para ser presidente da República, não foi autorizada pelo povo brasileiro a conduzir os destinos do Brasil”, avaliou, ao comparar com os cerca de 54 milhões de votos recebidos pela ex-presidente Dilma Rousseff, sua correligionária.

O petista acredita que, se o Congresso não aprovar a reforma política até setembro, o país enfrentará um período ainda mais prolongado de crise política e vai “repetir os mesmos erros da eleição passada”. “A gente quer que se apure [as denúncias], mas as consequências disso serão tão ruins quanto as quando tiraram Dilma da Presidência”, concluiu.

PEC que permite convênios de prefeituras endividadas com governo será votada após recesso

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite às prefeituras endividadas firmarem convênios com o governo do estado será a prioridade na pauta de votação da Assembleia após o recesso. A PEC, apresentada pelo presidente da Casa, Angelo Coronel (PSD), beneficia cerca de 80% das cidades da Bahia. Hoje, só 80 delas não têm dívidas com o Executivo. A proposta, no entanto, desagrada ao Palácio de Ondina, pois também possibilita que emendas parlamentares pendentes sejam liberadas pelo governo aos municípios inadimplentes, o que é proibido por lei. Desde 2015, o volume retido soma aproximadamente R$ 264 milhões.

Doce na boca

Para Ângelo Coronel, a PEC vai aliviar o caixa de prefeituras que enfrentam dificuldades para pagar as contas. A cerca de um ano para as eleições, a proposta é vista como um trunfo por deputados interessados em renovar o mandato ano que vem. Caso a matéria seja aprovada, eles poderão usar os convênios e as emendas para agradar a suas bases no interior.

ACM Neto diz que oposição está de calundu e dispara: vão ter que me engolir

O prefeito ACM Neto (DEM) fez críticas à bancada de oposição na Câmara de Salvador por ter entrado na Justiça pedindo a suspensão da votação do projeto de lei do Executivo que prevê a desafetação de 32 terrenos do município. A reprovação do democrata ao ato dos adversários políticos ocorreu durante discurso em uma agenda da prefeitura no bairro de Coutos, na manhã desta terça-feira (11).

"A oposição fica contra, vai para a Justiça e ela tenta impedir a votação. Sabe o que é engraçado? Nós estamos propondo a venda de terrenos em áreas nobres da cidade, como na Pituba. Sabe para quê? Para construir obras aqui em Coutos. Para construir obras no Subúrbio. Os nossos adversários gostariam que essa prefeitura fosse apenas e tão somente uma repartição do chefe deles. Eu não sou. E o povo de Salvador é independente e não aceita isso. E se tem uma coisa que eu sei é afirmar e reafirmar a autoridade da prefeitura, que não vai deixar se intimidar pela ameaça de ninguém", disse.

"Eles podem ficar tristes, podem reclamar, podem ficar de calundu, mas enquanto a gente estiver trabalhando e estiver trabalhando pelo povo, eles vão ter que me engolir, não tem jeito", mandou o recado.

O que tem de obra de mobilidade na cidade foi o governo que fez, provoca Rui

O governador Rui Costa (PT) disse, nesta segunda-feira (10), que o estado da Bahia saltou de 27º para 7º no país no ranking de mobilidade "graças ao investimento do estado". Questionado, nesta terça (11), se isso não estaria minimizando o papel da prefeitura de Salvador no assunto, o petista foi incisivo na negativa: "Estou maximizando a posição do estado".

Em seguida, o governador elencou as obras que a administração estadual fez na cidade de Salvador. "O que tem de obra de mobilidade na cidade foi o governo do estado que fez. Aqui na Paralela é um exemplo típico disso. Se a gente ver do início, fizemos lá a Estrada do Curralinho, todas as vias marginais da Paralela foram feitas pelo governo do estado, os dois viadutos do Imbuí foram feitas pelo governo do estado, o viaduto de Narandiba, o da Ferreira Costa, este que estamos inaugurando, ali na frente os dois da Orlando Gomes, mas à frente teremos o viaduto de Stella Mares. As avenidas Gal Costa, Pinto de Aguiar, Orlando Gomes, a Via Expressa, a Rótula do Aeroporto", listou.

A declaração do governador ocorreu durante a inauguração do segundo viaduto das obras do metrô na Avenida Paralela.

Rui diz que Rodrigo Maia não tem legitimidade para presidir o Brasil

O governador Rui Costa (PT) disse estar preocupado com as consequências do que tem acontecido no Congresso Nacional. Ao comentar a apresentação do relator da denúncia contra Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara pelo deputado Sérgio Zveiter, o petista baiano disse que o caso pode culminar na queda de Temer e ascensão de Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara, ao poder máximo da República.

"Agora, eu me preocupo com a consequência do que esta acontecendo no Congresso. Nós vamos colocar presidente do Brasil alguém que teve 53 mil votos para deputado. Não se trata de pessoas, estou falando da legitimidade que as pessoas tem que ter para assumir cargos de presidente, governador, prefeito. Se uma pessoa dessa tivesse disputado eleição para deputado federal na Bahia, teria perdido. Acho que essa pessoa não tem legitimidade", afirmou o governador durante ato de inauguração do segundo viaduto das obras do metrô na Avenida Paralela na manhã desta terça-feira (11).

"Acho que essa pessoa não foi autorizada pelo povo brasileiro a conduzir os rumos do país. Então, nós precisamos acordar. O Brasil não vai sair dessa crise, se não dermos legitimidade a quem conduz o país. Tiraram uma presidente que teve 54 milhões de votos para colocarem agora alguém que teve 53 mil votos", comparou o chefe do Executivo baiano.

 

Fonte: Bahia.ba/BN/BNews/Municipios Baianos

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